Dismenorreia
Dor menstrual
Resumo
Dismenorreia é dor menstrual comum; costuma melhorar com manejo adequado.
Identificação
- Código Principal
- N94.6
- Versão CID
- CID-10
- Nome Oficial
- Condição ginecológica com dor durante a menstruação, comum e tratável
- Nome em Inglês
- Dysmenorrhea
- Outros Nomes
- Dismenorreia primária • Cólicas menstruais • Dor mestrual • Dor pélvica cíclica • Cólica menstrual
- Siglas Comuns
- DMS DSN DM
Classificação
- Capítulo CID
- Capítulo XVIII - Doenças do sistema reprodutivo feminino
- Categoria Principal
- Doenças do ciclo menstrual
- Subcategoria
- Dismenorreia primária
- Tipo de Condição
- doenca
- Natureza
- cronica
- Gravidade Geral
- variavel
Epidemiologia
- Prevalência Mundial
- Estimativas globais apontam alta prevalência; até 90% de mulheres apresentam dor em algum ciclo.
- Prevalência no Brasil
- Estudos nacionais variam por idade; impacto significativo na qualidade de vida.
- Faixa Etária Principal
- Adolescentes e jovens adultas, 12-25 anos
- Distribuição por Sexo
- Predomina em mulheres; não ocorre em homens.
- Grupos de Risco
- Puberdade precoce História familiar Baixa atividade física Tabagismo Estresse crônico
- Tendência Temporal
- Permanece estável na maioria das populações; aumenta com fatores de estilo de vida.
Etiologia e Causas
- Causa Principal
- Origem multifatorial; relação com prostaglandinas elevadas levando contração uterina.
- Mecanismo Fisiopatológico
- Prostaglandinas elevadas provocam hiperatividade uterina e dor.
- Fatores de Risco
- História familiar Menarca precoce Baixa atividade física Estresse Dieta rica em sódio Tabagismo
- Fatores de Proteção
- Exercício regular Hidratação Dieta balanceada Sono adequado
- Componente Genético
- Hereditariedade associada a maior sensibilidade à dor; evidência/moderada.
Manifestações Clínicas
- Sintoma Principal
- Dor pélvica em cólicas durante o ciclo, pior no 1º dia.
- Sintomas Frequentes
-
Cólicas intensasDor lombarNáusea leveIrritabilidadeFadigaSensibilidade mamária
- Sinais de Alerta
-
- Dor súbita com febre
- Dor que não cede com analgésicos
- Sangramento anormal intenso
- Dor após cirurgia pélvica
- Desmaio
- Evolução Natural
- Sem manejo, dor pode persistir; melhora com manejo adequado.
- Complicações Possíveis
- Impacto na escolaridade Redução da produtividade Ansiedade relacionada à dor Uso inapropriado de analgésicos Distúrbios do sono
Diagnóstico
- Critérios Diagnósticos
- História de dor cíclica durante menstruação; exame sem anormalidades relevantes.
- Exames Laboratoriais
- Hemograma Beta-HCG TSH PCR Perfil hormonal básico
- Exames de Imagem
- Ultrassom transvaginal RM pélvica apenas se indicado Histeroscopia se suspeita de anormalidades Ecografia abdominal
- Diagnóstico Diferencial
-
- Endometriose
- Adenomiose
- Miomas
- Infecção pélvica
- Síndrome do intestino irritável
- Tempo Médio para Diagnóstico
- Varia; diagnóstico pode levar semanas a meses com avaliação clínica.
Tratamento
- Abordagem Geral
- Manejo da dor com educação, exercícios, hidratação e acompanhamento.
- Modalidades de Tratamento
-
1 Analgesia não opioide2 AINEs3 Terapias hormonais quando indicado4 Fisioterapia pélvica5 Terapia cognitivo-comportamental
- Especialidades Envolvidas
- Ginecologia Medicina da Família Fisioterapia pélvica Psicologia Nutrição
- Tempo de Tratamento
- Duração variável; melhora em semanas a meses com adesão.
- Acompanhamento
- Consultas periódicas; ajuste de manejo conforme resposta.
Prognóstico
- Prognóstico Geral
- Com tratamento adequado, boa qualidade de vida; dor controlável.
- Fatores de Bom Prognóstico
-
- Tratamento adequado
- Adesão ao plano
- Acesso a serviços
- Apoio familiar
- Fatores de Mau Prognóstico
-
- Dor refratária
- Comorbidades dolorosas
- Acesso limitado a cuidado
- Desinformação
- Qualidade de Vida
- Pode oscilar; melhora com educação, tratamento e suporte.
Prevenção
- Prevenção Primária
- Saúde física e emocional pode reduzir impacto; não há prevenção única.
- Medidas Preventivas
-
Exercício regularDieta balanceadaSono adequadoGestão do estresseHidratação
- Rastreamento
- Avaliação ginecológica conforme orientação médica.
Dados no Brasil
Perguntas Frequentes
Mitos e Verdades
dor menstrual é sempre normal e não há necessidade de avaliar.
dor intensa merece avaliação para excluir doenças.
afeta apenas adolescentes.
pode ocorrer em mulheres de todas as idades.
remédios caseiros curam a causa.
manejo reduz sintomas, não substitui cuidado médico.
Recursos para o Paciente
- Onde Buscar Ajuda
- Primeiro passo: procure médico da família ou ginecologista.
- Especialista Indicado
- Ginecologista ou médico da família
- Quando Procurar Emergência
- Dor extrema com febre, tontura, sangramento intenso ou desmaio.
- Linhas de Apoio
- Disque 136 SUS 0800-707-2000 SAMU 192
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Aviso Importante
As informações contidas neste site são apenas para fins educacionais e não substituem o aconselhamento médico profissional. Sempre consulte um profissional de saúde qualificado para diagnóstico e tratamento.