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cid diabetes tipo 2
CID-10

Diabetes mellitus tipo 2

diabetes tipo 2

Resumo

Diabetes tipo 2 ocorre quando o corpo não usa a insulina bem, com glicose alta no sangue.

Identificação

Código Principal
E11
Versão CID
CID-10
Nome Oficial
Diabetes mellitus tipo 2 segundo OMS, hiperglicemia crônica por resistência à insulina
Nome em Inglês
Type 2 diabetes mellitus
Outros Nomes
DM tipo 2 • diabetes não insulino-dependente • diabetes mellitus tipo 2 • diabetes tipo II • adult diabetes
Siglas Comuns
DM2 DMT2 DM-2

Classificação

Capítulo CID
Capítulo IV - Doenças Endócrinas, Nutrição e Metabolismo
Categoria Principal
Endócrinas e metabólicas
Subcategoria
Diabetes mellitus tipo 2
Tipo de Condição
doenca
Natureza
cronica
Gravidade Geral
moderada

Epidemiologia

Prevalência Mundial
Estimativas globais: 450-470 milhões de adultos com DM2; tendência de aumento.
Prevalência no Brasil
Brasil possui milhões de DM2; alta prevalência entre adultos.
Faixa Etária Principal
Adultos 40-60+, pico entre 50-60
Distribuição por Sexo
Distribuição equilibrada entre homens e mulheres
Grupos de Risco
obesidade e sobrepeso sedentarismo história familiar etnia de risco: afrodescendente/latinos idade acima de 45 anos
Tendência Temporal
Aumento constante com envelhecimento populacional

Etiologia e Causas

Causa Principal
Desordem metabólica complexa: resistência à insulina + deficiência de secreção de insulina
Mecanismo Fisiopatológico
Resistência à insulina reduz captação de glicose; défice de secreção de insulina em fases avançadas
Fatores de Risco
excesso de peso sedentarismo história familiar idade avançada dislipidemia hipertensão
Fatores de Proteção
atividade física regular dieta balanceada peso saudável tabagismo zero
Componente Genético
Contribuição genética moderada; história familiar aumenta risco

Manifestações Clínicas

Sintoma Principal
Glicose elevada pode ser assintomática no início; sinais surgem com tempo
Sintomas Frequentes
sede excessiva
urina frequente
fadiga persistente
visão turva
perda de peso inexplicada
feridas lentas para cicatrização
Sinais de Alerta
  • perda súbita de peso
  • dor no peito
  • fraqueza neurológica súbita
  • confusão
  • dor severa no estômago
Evolução Natural
Sem tratamento, progride para hiperglicemia crônica com complicações
Complicações Possíveis
retinopatia diabética nefropatia diabética neuropatia pé diabético macroangiopatia

Diagnóstico

Critérios Diagnósticos
Glicose jejum ≥126 mg/dL, HbA1c ≥6,5%, ou glicose ≥200 mg/dL com sintomas
Exames Laboratoriais
Glicose em jejum HbA1c Glicose ocasional pós-prandial Perfil lipídico Creatinina/eGFR
Exames de Imagem
Oftalmoscopia anual Ultrassom abdominal RM se complicações Retinografia
Diagnóstico Diferencial
  • DM1 com idade adulta
  • Síndrome metabólica com hiperglicemia
  • DM gestacional
  • HIPERGLICEMIA induzida por estresse
  • Resistência à insulina sem DM
Tempo Médio para Diagnóstico
Varia; costuma levar anos até diagnóstico completo

Tratamento

Abordagem Geral
Reduzir glicemia, melhorar fatores de risco, educar pacientes, acompanhamento multidisciplinar.
Modalidades de Tratamento
1 mudanças de estilo de vida
2 medicamentos orais
3 agentes incretínicos
4 insulina quando necessário
5 controle de comorbidades
Especialidades Envolvidas
clínico geral endocrinologista nutricionista educador físico oftalmologista
Tempo de Tratamento
duração crônica, com ajuste conforme controle glicêmico
Acompanhamento
consulta a cada 3 meses, exames periódicos, educação em saúde

Prognóstico

Prognóstico Geral
Varia conforme controle; bom com adesão, pior com atraso no tratamento e complicações.
Fatores de Bom Prognóstico
  • controle glicêmico estável
  • peso adequado
  • atividade física regular
  • detecção precoce de complicações
Fatores de Mau Prognóstico
  • falta de aderência ao tratamento
  • hipertensão não controlada
  • nefropatia avançada
  • fatores socioeconômicos baixos
Qualidade de Vida
Impacta sono, humor e mobilidade; manejo adequado melhora significativamente

Prevenção

Prevenção Primária
Manter peso saudável, alimentação balanceada, atividade física regular, evitar tabagismo.
Medidas Preventivas
controle de peso
atividade física 150 min/semana
dieta rica em fibras
redução de açúcares simples
monitoramento de glicose se risco
Rastreamento
Acompanhamento anual de glicose, HbA1c, retinopatia, função renal e pé neuropático.

Dados no Brasil

Milhares de internações anuais por complicações.
Internações/Ano
Mortalidade ligada a complicações cardiovasculares e renais.
Óbitos/Ano
Distribuição Regional
Maior carga em regiões urbanas; desigualdades regionais.

Perguntas Frequentes

1 DM2 pode ser curada?
Não há cura definitiva; controle adequado reduz riscos e melhora qualidade de vida.
2 DM2 precisa de insulina sempre?
Nem sempre; muitos casos usam dieta, ejercicio e remédios; insulina só se necessário.
3 O que é HbA1c?
Marca glicose média dos últimos 2-3 meses; guia ajuste de tratamento.
4 Como reduzir riscos?
Mantenha peso, alimentação balanceada, atividade física e controle de pressão/lipídeos.
5 Preciso medir glicose todo dia?
Depende do seu tratamento; siga orientação médica sobre frequência.

Mitos e Verdades

Mito

açúcar sozinho causa DM2.

Verdade

Vários fatores trabalham juntos: peso, genética e atividade.

Mito

DM2 não atinge jovens.

Verdade

Pode aparecer em jovens com obesidade; não é só em idosos.

Mito

DM2 sempre exige insulina.

Verdade

Muitas pessoas evitam insulina com dieta e pílulas.

Recursos para o Paciente

Onde Buscar Ajuda
Procure unidade básica de saúde inicial e encaminhamento.
Especialista Indicado
Endocrinologista
Quando Procurar Emergência
Dor no peito, confusão, respiração difícil, vômitos intensos.
Linhas de Apoio
SUS 136 Disque Diabetes 0800-111-2222 SAMU 192

CIDs Relacionados

E11 E11.9 E11.65 E11.40 Z79.4

Aviso Importante

As informações contidas neste site são apenas para fins educacionais e não substituem o aconselhamento médico profissional. Sempre consulte um profissional de saúde qualificado para diagnóstico e tratamento.