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cid diabetes tipo 1
CID-10

Diabetes mellitus tipo 1

Diabetes tipo 1

Resumo

Diabetes tipo 1 requer insulina diária, monitorização e dieta equilibrada; acompanhamento médico é essencial.

Identificação

Código Principal
E10
Versão CID
CID-10
Nome Oficial
Diabetes mellitus tipo 1, doença autoimune com deficiência absoluta de insulina
Nome em Inglês
Type 1 Diabetes Mellitus
Outros Nomes
diabetes juvenil • T1DM • DM1 • diabetes insulinodependente • diabetes tipo 1 juvenil
Siglas Comuns
T1DM DMT1 DM1

Classificação

Capítulo CID
Capítulo IV - Doenças endócrinas, nutricionais e metabólicas
Categoria Principal
Diabetes mellitus
Subcategoria
Tipo 1 autoimune
Tipo de Condição
doenca
Natureza
autoimune
Gravidade Geral
variavel

Epidemiologia

Prevalência Mundial
Estimativas globais: ~1% dos casos de diabetes; ~1,2 milhões de crianças atingidas.
Prevalência no Brasil
Brasil: prevalência infantil entre 0,1% a 0,4% da população.
Faixa Etária Principal
Principalmente crianças e adolescentes.
Distribuição por Sexo
Equilibrada entre meninos e meninas.
Grupos de Risco
História familiar positiva Predisposição HLA Infecções virais na infância Autoimunidade de onset jovem Baixa amamentação
Tendência Temporal
Permanecem estáveis com variações regionais.

Etiologia e Causas

Causa Principal
Desordem autoimune que destrói células beta pancreáticas, levando à deficiência absoluta de insulina.
Mecanismo Fisiopatológico
Autoanticorpos contra ilhotas, ativação de linfócitos T, destruição de células beta, deficiência de insulina.
Fatores de Risco
História familiar DT1 HLA predisponente Infecções virais prévias Exposição ambiental Baixa amamentação
Fatores de Proteção
HLA de baixo risco Amamentação prolongada Vitamina D adequada Gravidez bem controlada
Componente Genético
Herança multifatorial com haplótipos HLA; risco aumentado em parentes próximos.

Manifestações Clínicas

Sintoma Principal
Sede intensa com poliúria e perda de peso.
Sintomas Frequentes
Polidipsia
Poliúria
Perda de peso inexplicada
Fadiga
Visão turva
Fraqueza
Sinais de Alerta
  • Dor abdominal com vômitos persistentes
  • Respiração de Kussmaul
  • Confusão ou sonolência
  • Mudança súbita de estado mental
  • Desmaio
Evolução Natural
Sem tratamento, cetose; com insulina, controle glicêmico é possível.
Complicações Possíveis
Cetoacidose diabética Retinopatia diabética Nefropatia diabética Neuropatia periférica Doença cardiovascular precoce

Diagnóstico

Critérios Diagnósticos
Glicemia jejum ≥126 mg/dL ou glicose casual ≥200 mg/dL com sintomas; HbA1c ≥6,5%.
Exames Laboratoriais
Glicemia plasmática HbA1c Anticorpos GAD65/IAA/IA-2 Peptídeo de insulina baixo Perfil lipídico
Exames de Imagem
Ultrassom abdominal RM/pâncreas apenas se indicado Doppler se suspeita complicação vascular
Diagnóstico Diferencial
  • Diabetes tipo 2 em jovens
  • LADA com início tardio
  • Síndrome metabólica pediátrica
  • Resistência à insulina com déficit relativo
Tempo Médio para Diagnóstico
Geralmente semanas a meses entre início dos sintomas e confirmação

Tratamento

Abordagem Geral
Terapia com insulina, monitorização diária de glicose, educação terapêutica intensiva.
Modalidades de Tratamento
1 Insulinoterapia
2 Monitorização glicêmica
3 Educação terapêutica
4 Dieta equilibrada
5 Apoio psicossocial
Especialidades Envolvidas
Endocrinologia Nutrição Enfermagem especializada Psicologia Oftalmologia
Tempo de Tratamento
Tratamento diário vitalício com ajustes periódicos.
Acompanhamento
Consultas trimestrais; glicose, HbA1c, retina e função renal.

Prognóstico

Prognóstico Geral
Com manejo adequado, vida longa e controle glicêmico estável.
Fatores de Bom Prognóstico
  • Boa educação terapêutica
  • Adesão ao tratamento
  • Controle glicêmico estável
  • Acesso a insulina de qualidade
Fatores de Mau Prognóstico
  • Ignorar sintomas
  • Descontinuação do acompanhamento
  • Acesso precário a insumos
  • Atraso no diagnóstico
Qualidade de Vida
Alta quando bem gerido; atividades diárias e ocio mantidos

Prevenção

Prevenção Primária
Não há prevenção primária comprovada; manejo é voltado a diagnóstico precoce.
Medidas Preventivas
Amamentação
Vacinações adequadas
Hidratação adequada
Controle de infecções
Alimentação regular
Rastreamento
Não procede como prevenção; monitorar glicose e HbA1c conforme orientação.

Dados no Brasil

Estimativas variam, centenas a milhares por ano
Internações/Ano
Raros; mortes atribuídas a cetose/complicações
Óbitos/Ano
Distribuição Regional
Maior detecção em áreas com maior acesso a serviços

Perguntas Frequentes

1 Diabetes tipo 1 é curável?
Não há cura; insulinoterapia e estilo de vida controlam a doença.
2 Preciso de insulina mesmo se me sentir bem?
Sim; o pâncreas não produz insulina suficiente sem tratamento.
3 Posso comer qualquer alimento?
Alimentação equilibrada ajuda; ajuste de carboidratos evita picos glicêmicos.
4 Como evitar a cetose diabética?
Monitore glicose, tome insulina conforme plano e trate infecções rapidamente.
5 Quem cuida do meu diabetes no dia a dia?
Equipe multidisciplinar: médico, enfermeiro, nutricionista e psicólogo.

Mitos e Verdades

Mito

DT1 aparece apenas em crianças.

Verdade

Pode surgir em qualquer idade, exigindo insulina permanente.

Mito

Diabetes é causado por comer doces.

Verdade

Não é causada por doces; envolve autoimunidade e deficiência de insulina.

Mito

DT1 é hereditária.

Verdade

Genética influencia, mas é multifatorial; não herdamos de forma simples.

Recursos para o Paciente

Onde Buscar Ajuda
Procure médico de família ou endocrinologista; procure unidade de diabetes.
Especialista Indicado
Endocrinologista pediátrico ou adulto.
Quando Procurar Emergência
Cetose, hiperglicemia persistente ou fala confusa; vá ao pronto atendimento.
Linhas de Apoio
0800-000-0000 Centro de Diabetes local Linha de apoio saúde mental

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Aviso Importante

As informações contidas neste site são apenas para fins educacionais e não substituem o aconselhamento médico profissional. Sempre consulte um profissional de saúde qualificado para diagnóstico e tratamento.