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cid diabetes mellitus
CID-11

Diabetes mellitus

Diabetes tipo 2

Resumo

DM2 é condição crônica em que o corpo não usa bem a insulina; manejo envolve alimentação, atividade física e, se necessário, medicamento.

Identificação

Código Principal
E11
Versão CID
CID-11
Nome Oficial
Diabetes mellitus tipo 2, condição metabólica crônica com hiperglicemia e resistência à insulina, descrita pela OMS.
Nome em Inglês
Type 2 diabetes mellitus
Outros Nomes
DM tipo 2 • diabetes não insulinodependente • diabetes da idade adulta • diabetes tipo 2 sem complicações
Siglas Comuns
DM2 DMT2 DM-2

Classificação

Capítulo CID
Capítulo 04 - Doenças endócrinas, nutricionais e metabólicas
Categoria Principal
Doenças metabólicas e endócrinas
Subcategoria
Diabetes mellitus tipo 2
Tipo de Condição
doenca
Natureza
cronica
Gravidade Geral
variavel

Epidemiologia

Prevalência Mundial
Prevalência mundial elevada, com ~537 milhões de adultos com DM2 em 2021-2023.
Prevalência no Brasil
Brasil: prevalência de DM2 em adultos estimada em 8-9%, com variações regionais.
Faixa Etária Principal
40-60 anos
Distribuição por Sexo
Distribuição semelhante entre homens e mulheres
Grupos de Risco
obesidade central sedentarismo história familiar de DM idade avançada dislipidemia
Tendência Temporal
Aumento contínuo nas últimas décadas

Etiologia e Causas

Causa Principal
Multifatorial: predisposição genética, obesidade, dieta inadequada e sedentarismo elevam resistência à insulina.
Mecanismo Fisiopatológico
resistência à insulina associada a disfunção de células beta e inflamação crônica
Fatores de Risco
obesidade central sedentarismo história familiar de DM idade avançada hipertensão dislipidemia
Fatores de Proteção
atividade física regular dieta balanceada controle de peso não fumar
Componente Genético
contribuição genética moderada; risco aumenta com história familiar

Manifestações Clínicas

Sintoma Principal
Pode ser assintomática nos estágios iniciais; sede e fadiga aparecem conforme aumenta a glicose.
Sintomas Frequentes
sede excessiva
fome frequente
fadiga
visão turva
infecções recorrentes
cicatrização lenta
Sinais de Alerta
  • sede extrema com diurese
  • confusão ou desmaio
  • dor no peito com falta de ar
  • feridas que não cicatrizam
  • perda súbita de visão
Evolução Natural
Sem tratamento, evolução rápida com complicações; com manejo adequado, evolução pode ser estável
Complicações Possíveis
retinopatia diabética nefropatia diabética neuropatia periférica doença cardiovascular pé diabético

Diagnóstico

Critérios Diagnósticos
glicemia de jejum ≥ 126 mg/dL ou HbA1c ≥ 6,5% ou glicose 2h OGTT ≥ 200 mg/dL
Exames Laboratoriais
Glicemia de jejum HbA1c Perfil lipídico Creatinina e eGFR Microalbuminúria
Exames de Imagem
Retinografia Ecocardiograma basal Ultrassom renal Doppler de membros se indicado
Diagnóstico Diferencial
  • diabetes tipo 1
  • diabetes gestacional
  • hiperglicemia induzida por corticosteroides
  • diabetes secundário por doença pancreática
  • síndrome de resistência à insulina
Tempo Médio para Diagnóstico
3-6 meses desde início de sintomas leves

Tratamento

Abordagem Geral
Metas glicêmicas individualizadas com educação, alimentação balanceada e atividade física.
Modalidades de Tratamento
1 mudança de estilo de vida
2 farmacoterapia individualizada
3 monitoramento glicêmico
4 educação terapêutica
5 controle de comorbidades
Especialidades Envolvidas
Endocrinologia Nutrição Medicina da família Oftalmologia Cardiologia
Tempo de Tratamento
depende do controle glicêmico; crônico, com revisões periódicas
Acompanhamento
consultas a cada 3 meses até estabilizar, depois semestral

Prognóstico

Prognóstico Geral
com controle adequado, vida normal e menor risco de complicações
Fatores de Bom Prognóstico
  • controle glicêmico estável
  • ausência de complicações iniciais
  • boa adesão ao tratamento
  • peso controlado
Fatores de Mau Prognóstico
  • hipertensão não controlada
  • dislipidemia grave
  • fumo
  • idade avançada
Qualidade de Vida
qualidade de vida pode melhorar com tratamento eficaz e autocuidado

Prevenção

Prevenção Primária
adotar alimentação balanceada, atividade física regular e peso adequado
Medidas Preventivas
controle de peso
atividade física
dieta rica em fibras
evitar açúcares adicionados
monitoramento regular da glicose
Rastreamento
anual para retinopatia, nefropatia e neuropatia

Dados no Brasil

milhares de internações por DM2 e complicações
Internações/Ano
mortalidade anual associada a complicações cardiovasculares
Óbitos/Ano
Distribuição Regional
maior prevalência em Sudeste e Nordeste; variações regionais

Perguntas Frequentes

1 Quais sinais iniciais da DM2?
DM2 pode ser assintomática; quando aparece, sede, fadiga e visão turva são comuns.
2 Como confirmar o diagnóstico?
Exames de glicose e HbA1c definem DM2 segundo critérios oficiais.
3 Dieta sozinha cura DM2?
Dieta ajuda, mas geralmente é preciso medicamento para controle glicêmico.
4 Preciso de insulina?
Alguns com DM2 podem precisar de insulina; outros gerenciam com dieta e pílulas.
5 Com que frequência revisar glicose?
A cada 3 meses até estabilizar; depois a cada 6 meses.

Mitos e Verdades

Mito

DM2 só ocorre em idosos.

Verdade

pode ocorrer em qualquer idade com fatores de risco.

Mito

açúcar alto é única causa.

Verdade

genética, obesidade e estilo de vida também influenciam.

Mito

medicação cura a DM2.

Verdade

controle depende de dieta, atividade e tratamento contínuo.

Recursos para o Paciente

Onde Buscar Ajuda
procure médico de família ou endocrinologista ao notar sinais.
Especialista Indicado
Endocrinologista
Quando Procurar Emergência
procure pronto atendimento se confusão, dor no peito, visão turva súbita.
Linhas de Apoio
SUS 136 Liga DM local Centro de saúde

CIDs Relacionados

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Aviso Importante

As informações contidas neste site são apenas para fins educacionais e não substituem o aconselhamento médico profissional. Sempre consulte um profissional de saúde qualificado para diagnóstico e tratamento.