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cid dermatite de contato
CID-10

Dermatite de Contato

Dermatite de contato

Resumo

Coceira, erupção e bolhas nas áreas em contato com algo irritante.

Identificação

Código Principal
L23.9
Versão CID
CID-10
Nome Oficial
Dermatite alérgica de contato
Nome em Inglês
Allergic contact dermatitis
Outros Nomes
Dermatite de contato alérgica • Eczema de contato • Dermatite por contato irritante • Dermatite de pele por contato
Siglas Comuns
DC D. cont.

Classificação

Capítulo CID
Capítulo XII - Doenças da pele e tecido subcutâneo
Categoria Principal
Dermatites/lesões da pele
Subcategoria
Dermatite de contato alérgica
Tipo de Condição
doenca
Natureza
cronica
Gravidade Geral
variavel

Epidemiologia

Prevalência Mundial
Estimativas globais variam com exposições a alérgenos e irritantes na pele.
Prevalência no Brasil
Dados nacionais são limitados; ocorrem em trabalhadores e populações expostas.
Faixa Etária Principal
Adultos 20–60 anos
Distribuição por Sexo
Levemente mais comum em mulheres
Grupos de Risco
Trabalhadores de metalurgia Indústria química Pele sensível Contato frequente com água Uso de cosméticos
Tendência Temporal
Geralmente estável, com variações pela exposição.

Etiologia e Causas

Causa Principal
Exposição repetida a alérgenos ou irritantes cutâneos, como metais, fragrâncias e solventes.
Mecanismo Fisiopatológico
Inflamação cutânea mediada por resposta imune de contato, com dano à barreira e citocinas.
Fatores de Risco
Exposição ocupacional a químicos História de atopia Pele sensível Contato frequente com água Uso de cosméticos Contato com látex
Fatores de Proteção
Proteção de pele habitual Luvas adequadas Hidratação diária Ambiente ventilado

Manifestações Clínicas

Sintoma Principal
Coceira intensa com vermelhidão, bolhas e crostas em áreas expostas.
Sintomas Frequentes
Coceira intensa
Vesículas ou pápulas
Erupção vermelha
Descamação
Inchaço local
Queimação
Sinais de Alerta
  • Dificuldade respiratória
  • Edema facial agudo
  • Bolhas extensas com febre
  • Infecção com pus
  • Dor intensa sem melhora
Evolução Natural
Sem manejo, erupção pode durar semanas; com evitar, tende a melhorar mais rápido.
Complicações Possíveis
Infecção secundária Hiperpigmentação residual Espessamento da pele Recidiva com nova exposição

Diagnóstico

Critérios Diagnósticos
História de contato, exame compatível e patch test para confirmar alérgenos.
Exames Laboratoriais
Hemograma para excluir infecção IgE opcional Teste de alergia específico Patch test quando indicado
Exames de Imagem
Não costumam ser necessários Ultrassom apenas em edema grave
Diagnóstico Diferencial
  • Eczema atópico
  • Psoríase
  • Dermatite seborreica
  • Urticária de contato
  • Dermatite irritativa
Tempo Médio para Diagnóstico
Dias a semanas desde o primeiro contato

Tratamento

Abordagem Geral
Evitar irritantes, restaurar barreira cutânea com hidratação e manejo da coceira.
Modalidades de Tratamento
1 Evitar irritantes
2 Hidratação adequada
3 Corticosteroides tópicos conforme gravidade
4 Antihistamínicos para prurido
5 Tratar infecção secundária se houver
Especialidades Envolvidas
Dermatologia Alergia e Imunologia Medicina do Trabalho Clínica Geral Fisioterapia de pele
Tempo de Tratamento
Semanas a meses, conforme exposição e resposta
Acompanhamento
Dermatologista a cada 1–3 meses; ajustar exposição e higiene

Prognóstico

Prognóstico Geral
Boa com evasão de irritantes e adesão ao tratamento.
Fatores de Bom Prognóstico
  • Baixa exposição contínua
  • Adesão ao manejo
  • Ausência de infecção
  • Sem complicações graves
Fatores de Mau Prognóstico
  • Exposição ocupacional persistente
  • Infecção secundária
  • Ampliar erupção
  • Não adesão ao tratamento
Qualidade de Vida
Impacto moderado a leve, depende de controle ambiental

Prevenção

Prevenção Primária
Identificar alérgenos e irritantes; evitar contato direto e usar proteção.
Medidas Preventivas
Proteção com luvas
Hidratação frequente
Cosméticos hipoalergênicos
Ler rótulos de fragrâncias
Manter higiene suave
Rastreamento
Não há rastreamento específico; monitorar recorrência

Dados no Brasil

Poucas internações, manejo geralmente ambulatorial
Internações/Ano
Óbitos são raros, geralmente por complicações
Óbitos/Ano
Distribuição Regional
Mais alta em regiões industriais; variações entre estados

Perguntas Frequentes

1 Quais são as causas mais comuns da dermatite de contato?
Alérgenos como níquel e fragrâncias; irritantes como detergentes inflamam pele.
2 É contagiosa?
Não passa entre pessoas; depende de exposição a alérgeno específico.
3 Como confirmar o diagnóstico?
História clínica mais patch test ajudam a confirmar alérgenos.
4 Posso tratar em casa?
Proteção, hidratação e orientação médica ajudam; evite automedicação.
5 Qual é o prognóstico?
Melhora com evitar irritantes; pode recidivar se exposição retornar.

Mitos e Verdades

Mito

dermatite é eczema generalizado

Verdade

ocorre em pele específica, não sempre por todo o corpo

Mito

apenas pessoas sensíveis ficam com a doença

Verdade

qualquer pessoa pode desenvolver com exposição repetida

Mito

sabonete forte cura

Verdade

higiene suave e hidratação ajudam; sabonetes agressivos pioram

Recursos para o Paciente

Onde Buscar Ajuda
Procure dermatologista ou médico de família ao notar coceira persistente
Especialista Indicado
Dermatologista
Quando Procurar Emergência
Dificuldade respiratória, edema facial ou erupção extensa com febre
Linhas de Apoio
Linha de apoio local de saúde Disque dermatologia Central de atendimento do SUS

CIDs Relacionados

L23.9 L23.0 L23.1 L24.9 L25.9

Aviso Importante

As informações contidas neste site são apenas para fins educacionais e não substituem o aconselhamento médico profissional. Sempre consulte um profissional de saúde qualificado para diagnóstico e tratamento.