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cid dependencia química
CID-11

Dependência química

Dependência química

Resumo

Conjunto de sinais que caracterizam uso continuado de substâncias com prejuízo

Identificação

Código Principal
F19.2
Versão CID
CID-11
Nome Oficial
Transtornos relacionados ao uso de substâncias psicoativas
Nome em Inglês
Substance Use Disorder
Outros Nomes
dependência de substâncias • transtorno por uso de substâncias • vício em drogas • uso problemático de substâncias
Siglas Comuns
SUD DUS TUS

Classificação

Capítulo CID
Capítulo V - Transtornos mentais e comportamentais
Categoria Principal
Transtornos por uso de substâncias
Subcategoria
Dependência de substâncias psicoativas
Tipo de Condição
transtorno
Natureza
cronica
Gravidade Geral
moderada

Epidemiologia

Prevalência Mundial
Estimativas globais variam; cerca de 5-7% de adultos com transtornos por uso de substâncias.
Prevalência no Brasil
Brasil: prevalência estimada entre 6-8% em adultos, variando por substância.
Faixa Etária Principal
Adultos jovens a meia-idade
Distribuição por Sexo
Predomínio masculino leve
Grupos de Risco
Histórico familiar de uso Adolescentes expostos Pessoas com transtornos mentais Baixa rede de apoio Contextos de vulnerabilidade
Tendência Temporal
Tendência de aumento em muitos países, com variações regionais

Etiologia e Causas

Causa Principal
Uso repetido com alterações neuroadaptativas e dependência
Mecanismo Fisiopatológico
Neuroadaptações dopaminérgicas com tolerância e dependência
Fatores de Risco
Histórico familiar de uso Exposição precoce Baixa rede de apoio Depressão/ansiedade Fatores socioeconômicos Acesso facilitado a drogas
Fatores de Proteção
Rede de apoio Acesso a tratamento Educação em saúde Engajamento familiar
Componente Genético
Herança contribui para vulnerabilidade, não determina uso

Manifestações Clínicas

Sintoma Principal
Uso compulsivo com necessidade de substância para funcionamento
Sintomas Frequentes
Vontade intensa
Perda de controle
Uso maior que o previsto
Tempo gasto buscando
Impacto na vida social
Sintomas de abstinência
Sinais de Alerta
  • Perda de emprego
  • Conflitos familiares graves
  • Uso em situações perigosas
  • Tentativas de parar sem sucesso
  • Intoxicação recorrente
Evolução Natural
Sem tratamento tende a piorar; com cuidado, pode estabilizar
Complicações Possíveis
Infecções Doenças hepáticas Problemas cardíacos Transtornos mentais Overdose

Diagnóstico

Critérios Diagnósticos
Uso repetido com prejuízo, tolerância, abstinência, dificuldades sociais
Exames Laboratoriais
Toxicologia Hemograma Função hepática Função renal Glicemia
Exames de Imagem
RM/TC cerebral Ultrassom abdominal ECG quando necessário Radiografia se indicado
Diagnóstico Diferencial
  • Abuso de substâncias
  • Transtornos de ansiedade
  • Depressão
  • Uso recreativo sem prejuízo
  • Outras dependências
Tempo Médio para Diagnóstico
Geralmente meses desde o início dos problemas até o diagnóstico

Tratamento

Abordagem Geral
Avaliação, motivação, manejo de danos, reabilitação psicossocial
Modalidades de Tratamento
1 Terapias psicossociais
2 Farmacoterapia de apoio
3 Desintoxicação supervisionada
4 Reabilitação
5 Grupos de apoio
Especialidades Envolvidas
Psiquiatria Psicologia Enfermagem Medicina de família Assistência social
Tempo de Tratamento
Duração depende do indivíduo; fases de desintoxicação a longo cuidado
Acompanhamento
Consultas regulares, monitoramento e apoio contínuo

Prognóstico

Prognóstico Geral
Resumo: com tratamento adequado, melhora significativa é possível
Fatores de Bom Prognóstico
  • Engajamento no tratamento
  • Rede de apoio
  • Baixa gravidade inicial
  • Acesso a serviços
Fatores de Mau Prognóstico
  • Comorbidades psiquiátricas
  • Baixa adesão
  • Uso de várias substâncias
  • Gravidade inicial alta
Qualidade de Vida
Melhora com tratamento; bem-estar, relações e trabalho podem avançar

Prevenção

Prevenção Primária
Educação, evitar iniciação, promoção de habilidades sociais
Medidas Preventivas
Educação em saúde
Redes de apoio
Redução de danos
Controle de disponibilidade
Acesso a serviços
Rastreamento
Rastreamento em serviços de saúde com perguntas sobre uso de substâncias

Dados no Brasil

Nº de internações varia por localização, tipo de intervenção
Internações/Ano
Mortes associadas a uso de substâncias variam por substância
Óbitos/Ano
Distribuição Regional
Regiões com maior urbanização e vulnerabilidade apresentam mais casos

Perguntas Frequentes

1 O que caracteriza dependência química?
Uso contínuo com compulsão, prejuízo e abstinência quando parado
2 A recaída significa fracasso?
Não; é parte do processo de recuperação com apoio adequado
3 Como é feito o diagnóstico?
Avaliação clínica, histórico, exames e critérios de uso e prejuízo
4 Posso prevenir recaída?
Sim; tratamento contínuo, rede de apoio e estratégias de coping ajudam
5 O que fazer no dia a dia?
Buscar ajuda, manter rotina, evitar gatilhos e participar de grupos

Mitos e Verdades

Mito

dependência é fraqueza; verdade: envolve fatores biológicos e sociais

Verdade

envolve genética, ambiente e tratamento apropriado

Mito

recaída é falha; verdade: muitas pessoas retornam ao tratamento

Verdade

Recorrência faz parte; apoio adequado aumenta chances de sucesso

Mito

apenas pessoas com problemas graves ficam dependentes

Verdade

pode afetar qualquer faixa etária e contexto; tratamento disponível

Recursos para o Paciente

Onde Buscar Ajuda
Procure CAPS, unidades de saúde mental ou centros de dependência
Especialista Indicado
Psiquiatra especialista em dependência
Quando Procurar Emergência
Convulsões, coma, intoxicação grave; procure atendimento
Linhas de Apoio
CVV 188 Disque Saúde local SAMU 192

CIDs Relacionados

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Aviso Importante

As informações contidas neste site são apenas para fins educacionais e não substituem o aconselhamento médico profissional. Sempre consulte um profissional de saúde qualificado para diagnóstico e tratamento.