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cid delirium
CID-10

Delírio agudo (CID-10 F05)

Delírio, confusão mental

Resumo

Delírio é confusão mental aguda, reversível, causada por outra condição médica; envolve atenção e vigília.

Identificação

Código Principal
F05
Versão CID
CID-10
Nome Oficial
Delírio agudo com perturbação da consciência
Nome em Inglês
Acute delirium
Outros Nomes
Delírio agudo • Delírio cortical • Delirium acutum • Confusão aguda
Siglas Comuns
F05 DA Deli_Agudo

Classificação

Capítulo CID
Capítulo V - Transtornos mentais e comportamentais
Categoria Principal
Transtorno mental agudo
Subcategoria
Delírio
Tipo de Condição
transtorno
Natureza
adquirida
Gravidade Geral
variável

Epidemiologia

Prevalência Mundial
Estimativas globais variam; delirium é comum em pacientes hospitalizados, especialmente idosos.
Prevalência no Brasil
Dados nacionais limitados; reconhecido em idosos hospitalizados.
Faixa Etária Principal
Idade avançada, sobretudo idosos.
Distribuição por Sexo
Proporção similar entre homens e mulheres.
Grupos de Risco
Idosos hospitalizados Demência Polifarmácia Doença crítica Uso de sedativos
Tendência Temporal
Melhorias em manejo reduzem incidência em alguns cenários; varia por região.

Etiologia e Causas

Causa Principal
Várias causas médicas precipitam delirium, incluindo infecção, insuficiência orgânica e alterações metabólicas.
Mecanismo Fisiopatológico
Alteração de neurotransmissores (acetilcolina, dopamina) com distração da atenção.
Fatores de Risco
Idade avançada Demência prévia Polifarmácia Hospitalização prolongada Dor crônica Estresse agudo
Fatores de Proteção
Hidratação adequada Sono regular Estimulação cognitiva Revisão de medicações
Componente Genético
Pouca influência hereditária; risco maior com idade e comorbidades.

Manifestações Clínicas

Sintoma Principal
Desorientação aguda com flutuações de atenção e vigília.
Sintomas Frequentes
Confusão aguda
Alteração do sono-vigília
Alucinações visuais
Agitação ou sedação
Dificuldade de concentração
Inquietude
Sinais de Alerta
  • Piora rápida da condição
  • Hipotensão persistente
  • Dificuldade respiratória
  • Dor torácica aguda
  • Febre alta persistente
Evolução Natural
Pode progredir rapidamente se não for tratada; geralmente reversível com manejo adequado.
Complicações Possíveis
Queda Pneumonia Desnutrição Hospitalização prolongada Disfunção funcional

Diagnóstico

Critérios Diagnósticos
Flutuação da vigília, desorientação e alterações atencionais com causas reversíveis identificadas.
Exames Laboratoriais
Hemograma Eletrólitos Função renal Função hepática Gasometria
Exames de Imagem
TC de crânio RM cerebral Radiografia de tórax Ultrassom se indicado
Diagnóstico Diferencial
  • Demência aguda
  • Delírio induzido por substâncias
  • Depressão psicótica
  • Delirium tremens
  • Intoxicação por drogas
Tempo Médio para Diagnóstico
Geralmente horas a dias após início dos sintomas.

Tratamento

Abordagem Geral
Identificar e tratar causas, manter ambiente seguro e apoiar o paciente.
Modalidades de Tratamento
1 Correção de causas médicas
2 Gestão da vigília e sono
3 Hidratação e nutrição
4 Segurança do paciente
5 Revisão de medicações
Especialidades Envolvidas
Clínica Geral Geriatria Neurologia Psiquiatria Enfermagem
Tempo de Tratamento
Duração depende da etiologia; pode durar dias a semanas.
Acompanhamento
Monitoramento diário até resolução; ajuste conforme evolução.

Prognóstico

Prognóstico Geral
Dependente da causa; muitos casos são reversíveis com manejo adequado.
Fatores de Bom Prognóstico
  • Causa tratável rapidamente
  • Ausência de demência prévia
  • Idade mais jovem
  • Resposta rápida ao manejo
Fatores de Mau Prognóstico
  • Doença grave não reversível
  • Demência prévia
  • Multi-morbidade
  • Atraso no tratamento
Qualidade de Vida
Pode reduzir autonomia; intervenção precoce melhora qualidade de vida.

Prevenção

Prevenção Primária
Manter hidratação, tratar infecções precocemente, reduzir sedação desnecessária.
Medidas Preventivas
Revisão de medicações
Sono regular
Hidratação adequada
Estimulação cognitiva
Cuidados com dor
Rastreamento
Avaliação diária de confusão em pacientes de alto risco com instrumentos padronizados.

Dados no Brasil

Número elevado de internações entre idosos com delirium.
Internações/Ano
Mortalidade varia conforme gravidade e etiologia.
Óbitos/Ano
Distribuição Regional
Regiões com alta população idosa apresentam maior incidência.

Perguntas Frequentes

1 Delírio é igual à demência?
Não. delirium é confusão aguda, geralmente reversível; demência é crônica.
2 Como é feito o diagnóstico?
Análise clínica, vigília, atenção e busca de causas médicas.
3 Pode ser prevenido?
Sim, com hidratação, sono adequado e revisão de medicações.
4 Delirium leva à morte?
Risco aumentado em cenários graves; tratamento adequado reduz mortalidade.
5 Delirium é contagioso?
Não é contagioso; é condição médica, não transmissão entre pessoas.

Mitos e Verdades

Mito

delirium é apenas demência

Verdade

delirium é agudo, reversível com causas tratadas.

Mito

sedativos sempre resolvem

Verdade

Sedativos podem piorar delirium; manejo cuidadoso é necessário.

Mito

ocorre apenas em idosos

Verdade

Não; pode ocorrer em qualquer idade, principalmente em contextos graves.

Recursos para o Paciente

Onde Buscar Ajuda
Procure atendimento inicial com clínico-geral ou pronto atendimento.
Especialista Indicado
Gerontologista ou neurologista.
Quando Procurar Emergência
Vá ao pronto-socorro se confusão piorar, houver queda, ou dificuldade respiratória.
Linhas de Apoio
Ligue para serviço local de saúde Disque 136 do SUS Centro de referência de saúde

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F05

Aviso Importante

As informações contidas neste site são apenas para fins educacionais e não substituem o aconselhamento médico profissional. Sempre consulte um profissional de saúde qualificado para diagnóstico e tratamento.