Dedo em gatilho
Dedo em gatilho
Resumo
Dedo preso ao dobrar; causa travamento que melhora com tratamento
Identificação
- Código Principal
- M65.3
- Versão CID
- CID-10
- Nome Oficial
- stenosing tenosynovitis of finger
- Nome em Inglês
- Trigger finger
- Outros Nomes
- gatilho digital • dedo travado • tenossinovite estenosante do dedo • dedo preso • dedo em travamento
- Siglas Comuns
- DTG DG DedoGatilho
Classificação
- Capítulo CID
- Capítulo XIII - Doenças do aparato locomotor
- Categoria Principal
- Doenças do tendão e bainha
- Subcategoria
- Dedo em gatilho
- Tipo de Condição
- doenca
- Natureza
- adquirida
- Gravidade Geral
- moderada
Epidemiologia
- Prevalência Mundial
- Aproximadamente 2-3% da população adulta, mais comum em mulheres.
- Prevalência no Brasil
- Dados nacionais limitados; tendência semelhante ao global.
- Faixa Etária Principal
- Adultos de meia-idade (40-60 anos)
- Distribuição por Sexo
- Predominantemente mulheres
- Grupos de Risco
- Diabetes Artrite Idade ≥40 Uso manual frequente Trauma leve
- Tendência Temporal
- Estável com variação local; pequeno aumento em algumas populações
Etiologia e Causas
- Causa Principal
- Compressão da bainha do tendão flexor no pulley A1 com nódulo
- Mecanismo Fisiopatológico
- Degeneração da bainha com espessamento e nodulação do flexor, levando ao travamento
- Fatores de Risco
- Diabetes mellitus Sexo feminino Idade >40 Trabalho manual repetitivo Artrite reumatóide Lesões tendíneas
- Fatores de Proteção
- Exercícios de alongamento Moderação de atividades Controle glicêmico Ergonomia adequada
- Componente Genético
- Pouca herança; casos familiares descritos
Manifestações Clínicas
- Sintoma Principal
- Dedo travado que se prende ao flexionar ou estender
- Sintomas Frequentes
-
Bloqueio intermitente do dedoNódulo palpável na linha flexoraDor leveEstalido ao movimentoDiminuição da destreza
- Sinais de Alerta
-
- Dor intensa com inchaço
- Fraqueza associada
- Febre com sinais inflamatórios
- Dano neurovascular
- Travamento súbito
- Evolução Natural
- Sem tratamento, travamento pode progredir e limitar atividades diárias
- Complicações Possíveis
- Travamento permanente Dor crônica Rigidificação da mão Recidiva após tratamento
Diagnóstico
- Critérios Diagnósticos
- História de bloqueio ao dobrar, nódulo palpável e resposta ao teste de flexão/extensão
- Exames Laboratoriais
- Hemograma Glicemia VHS/CRP se inflamação suspeita Não há exame laboratorial definitivo Avaliação de comorbidades
- Exames de Imagem
- Ultrassom de tendões RM se diagnóstico duvidoso Radiografia para excluir fraturas
- Diagnóstico Diferencial
-
- Dupuytren
- Trauma flexor
- Artrite interfalângica
- Síndrome do túnel do carpo
- Nódulo de bainha
- Tempo Médio para Diagnóstico
- Geralmente semanas desde o aparecimento dos sintomas
Tratamento
- Abordagem Geral
- Modalidade conservadora com descanso, alongamento e evolução para cirurgia se falha
- Modalidades de Tratamento
-
1 Repouso/Imobilização breve2 Infiltração de corticosteroide3 Fisioterapia4 Cirurgia de liberação do pully A15 Modificação de atividades
- Especialidades Envolvidas
- Ortopedia Fisiatria Fisioterapia Reumatologia Cirurgia de Mão
- Tempo de Tratamento
- Pode levar semanas a meses; cirurgia oferece alívio mais rápido
- Acompanhamento
- Consultas de acompanhamento a cada 4-8 semanas até recuperação
Prognóstico
- Prognóstico Geral
- Bom com tratamento adequado; alta taxa de resolução
- Fatores de Bom Prognóstico
-
- Início precoce
- Adesão ao tratamento
- Poucas recidivas
- Dedo único
- Fatores de Mau Prognóstico
-
- Diabetes mal controlado
- Atraso no tratamento
- Uso contínuo de atividades repetitivas
- Fraqueza muscular
- Qualidade de Vida
- Melhora significativa após tratamento, retorno às atividades
Prevenção
- Prevenção Primária
- Reduzir sobreuso, pausas, ergonomia, controle de condições como diabetes
- Medidas Preventivas
-
AquecimentoPausas frequentesErgonomiaFortalecimento dos flexoresControle glicêmico
- Rastreamento
- Não específico; diagnóstico clínico suficiente na maioria
Dados no Brasil
Perguntas Frequentes
Mitos e Verdades
Cirurgia cura tudo.
Melhora significativa, depende de comorbidades e adesão.
Infiltração evita cirurgia definitiva.
Pode aliviar temporariamente; cirurgia pode ser necessária.
Apenas idosos adoecem.
Afeta adultos de várias idades; diabetes e uso repetitivo elevam risco.
Recursos para o Paciente
- Onde Buscar Ajuda
- Primeiro atendimento médico ou ortopedista de mão
- Especialista Indicado
- Ortopedista especialista em mão
- Quando Procurar Emergência
- Dor forte, inchaço intenso ou formigamento; procure atendimento
- Linhas de Apoio
- Disque-Saúde 136 SUS Central Central de Regulação
CIDs Relacionados
Aviso Importante
As informações contidas neste site são apenas para fins educacionais e não substituem o aconselhamento médico profissional. Sempre consulte um profissional de saúde qualificado para diagnóstico e tratamento.