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cid crise de panico
CID-11

Transtorno de pânico

crises de pânico

Resumo

Ataques de pânico são crises de medo intenso; tratamento ajuda a controlar.

Identificação

Código Principal
F41.0
Versão CID
CID-11
Nome Oficial
Transtorno de pânico (panic disorder), ansiedade com ataques súbitos e recorrentes, medo intenso e evitamento.
Nome em Inglês
Panic Disorder
Outros Nomes
ataques de pânico • crises de pânico • pânico recorrente • paroxismo de ansiedade • transtorno de pânico
Siglas Comuns
PA PD TP

Classificação

Capítulo CID
Capítulo V - Transtornos mentais, comportamentais e neurológicos
Categoria Principal
Transtornos de ansiedade
Subcategoria
Transtorno de pânico
Tipo de Condição
transtorno
Natureza
cronica
Gravidade Geral
variavel

Epidemiologia

Prevalência Mundial
Prevalência mundial estimada entre 2% e 3% da população adulta.
Prevalência no Brasil
Estimativas nacionais próximas, com variação regional e subregistro.
Faixa Etária Principal
Adultos jovens (18-35 anos)
Distribuição por Sexo
Leve predomínio feminino; efeito moderado
Grupos de Risco
Mulheres com ansiedade prévia História familiar de transtornos mentais Uso de substâncias Estresse significativo Comorbidades depressivas
Tendência Temporal
Tendência global de diagnóstico mais rápido com acesso à saúde mental.

Etiologia e Causas

Causa Principal
Causas multifatoriais: genética, ambiente e estresse agudo desencadeiam hiperatividade de ansiedade.
Mecanismo Fisiopatológico
Hiperatividade do sistema de ansiedade com ativação autonômica, resposta de medo desproporcional.
Fatores de Risco
história familiar traumas estresse crônico uso de estimulantes ansiedade preexistente temperamento evitante
Fatores de Proteção
rede de apoio social manejo do estresse TCC técnicas de respiração
Componente Genético
Contribuição genética moderada; risco maior entre parentes de primeiro grau.

Manifestações Clínicas

Sintoma Principal
ataques súbitos de medo intenso com sintomas físicos.
Sintomas Frequentes
palpitações
tremores
falta de ar
sensação de morte iminente
suor frio
rubor facial
Sinais de Alerta
  • dor no peito persistente
  • sintomas neurológicos focais
  • desmaio prolongado
  • perda de consciência
  • confusão severa
Evolução Natural
crônicas com crises intercaladas; melhora com tratamento.
Complicações Possíveis
isolamento social depressão abuso de substâncias deterioração funcional transtornos do sono

Diagnóstico

Critérios Diagnósticos
Ataques recorrentes de medo intenso com sintomas físicos, seguidos de preocupação com novas crises.
Exames Laboratoriais
Exames de sangue/urina normais exclusão de hipoglicemia função tireoidiana normal creatinina normal níveis de cortisol não são diagnósticos
Exames de Imagem
Não requer diagnóstico por imagem RM/TC apenas se houver comorbidades investigações para excluir outras causas não obrigatórios
Diagnóstico Diferencial
  • distúrbio de pânico com agorafobia
  • ansiedade generalizada
  • distúrbios cardíacos
  • hiperventilação
  • uso de substâncias
Tempo Médio para Diagnóstico
dias a semanas desde o início dos sintomas.

Tratamento

Abordagem Geral
Educação, apoio, manejo de gatilhos; tratamento baseado em evidências.
Modalidades de Tratamento
1 TCC com exposição gradual
2 Técnicas de respiração e relaxamento
3 Intervenções psicossociais
4 Medicamentos quando indicado
5 Rastreamento de comorbidades
Especialidades Envolvidas
Psiquiatria Psicologia Médico de Família Enfermagem Equipe de Saúde Mental
Tempo de Tratamento
Resposta típica em semanas a meses; ajuste conforme evolução.
Acompanhamento
consultas periódicas a cada 4-8 semanas

Prognóstico

Prognóstico Geral
Com tratamento, controle significativo e vida produtiva.
Fatores de Bom Prognóstico
  • aderência ao tratamento
  • bom apoio social
  • early intervenção
  • ausência de comorbidades graves
Fatores de Mau Prognóstico
  • gravidade das crises
  • comorbidades depressivas
  • uso de substâncias
  • falta de acesso a tratamento
Qualidade de Vida
importante melhoria na qualidade de vida com tratamento; mantém funcionalidade.

Prevenção

Prevenção Primária
redução de estresse, sono adequado e limites de estimulantes.
Medidas Preventivas
sono regular
atividade física
reducão cafeína
respiração diafragmática
apoio social
Rastreamento
não aplicável

Dados no Brasil

Baixas internações; manejo ambulatório frequente.
Internações/Ano
Baixa mortalidade associada.
Óbitos/Ano
Distribuição Regional
Centros urbanos concentram casos; áreas rurais pouco acesso.

Perguntas Frequentes

1 Ataques de pânico duram quanto tempo?
Normalmente 5-20 minutos; procure ajuda para manejo.
2 Posso ter isso por toda a vida?
Pode aparecer por longos períodos; tratamento ajuda a controlar.
3 Como diagnosticar?
Avaliação clínica, exclusão de outras causas e uso de escalas.
4 Existe cura?
Não há cura definitiva; controle duradouro com tratamento.
5 O que fazer no momento do ataque?
Respire, afaste-se do gatilho, peça apoio, procure atendimento se grave.

Mitos e Verdades

Mito

ataques duram para sempre.

Verdade

com tratamento, há controle significativo.

Mito

medicamentos sempre viciam.

Verdade

uso sob orientação médica é seguro.

Mito

não há tratamento eficaz.

Verdade

várias opções reduzem crises e melhoram qualidade.

Recursos para o Paciente

Onde Buscar Ajuda
Procure atendimento na Atenção Primária para avaliação inicial.
Especialista Indicado
Psiquiatra ou psicólogo.
Quando Procurar Emergência
Dor no peito intensa, desmaio, confusão, fala difícil ou piora rápida.
Linhas de Apoio
CVV 188 (Brasil) SAMU 192 em crises agudas Unidades de saúde mental locais

CIDs Relacionados

F41.0 F41.9 F40.00 F43.22 R45.851

Aviso Importante

As informações contidas neste site são apenas para fins educacionais e não substituem o aconselhamento médico profissional. Sempre consulte um profissional de saúde qualificado para diagnóstico e tratamento.