Criptoquídia congênita
Testículo não descendido
Resumo
Criptoquídia: testículo não desce; tratamento geralmente cirúrgico precoce
Identificação
- Código Principal
- Q53.0
- Versão CID
- CID-10
- Nome Oficial
- Criptoquídia
- Nome em Inglês
- Cryptorchidism
- Outros Nomes
- criptorchidismo • criptorquidia • testículo não descendido • criptoquídia
- Siglas Comuns
- CQ CQD CID10
Classificação
- Capítulo CID
- Capítulo XVIII - Doenças geniturinárias congênitas
- Categoria Principal
- Anomalias congênitas genitais masculinas
- Subcategoria
- Criptoquídia congênita
- Tipo de Condição
- doenca
- Natureza
- congenita
- Gravidade Geral
- leve
Epidemiologia
- Prevalência Mundial
- 1-4% em recém-nascidos; tende a reduzir com o tempo
- Prevalência no Brasil
- Dados nacionais limitados; tendência semelhante ao global
- Faixa Etária Principal
- neonatal e primeira infância
- Distribuição por Sexo
- predominância masculina
- Grupos de Risco
- prematuridade baixo peso ao nascer história familiar síndromes associadas
- Tendência Temporal
- queda com diagnóstico precoce e cirurgia oportuna
Etiologia e Causas
- Causa Principal
- falha na descida testicular durante desenvolvimento embrionário
- Mecanismo Fisiopatológico
- descida incompleta com falha de sinais hormonais e mecânicos
- Fatores de Risco
- prematuridade baixo peso ao nascer história familiar síndromes associadas anormalidades genéticas
- Fatores de Proteção
- detecção precoce intervenção cirúrgica adequada monitoramento neonatal
- Componente Genético
- contribuição multifatorial, alterações pode ocorrer
Manifestações Clínicas
- Sintoma Principal
- testículo não descido ao nascimento
- Sintomas Frequentes
-
unilateral não descendidoescroto vaziopode haver infertilidade futuradescida parcial
- Sinais de Alerta
-
- dor súbita no escroto
- dor persistente
- palpação apenas na virilha
- inchaço
- torção
- Evolução Natural
- sem tratamento, pode permanecer não descendido ou fibrose testicular
- Complicações Possíveis
- infertilidade torção testicular atrofia hernia associada câncer testicular raro
Diagnóstico
- Critérios Diagnósticos
- exame físico, imagem se necessário
- Exames Laboratoriais
- FSH/LH inibina B AMH teste hormonal
- Exames de Imagem
- ultrassom pélvico/escrotal RM se dúvida de posição
- Diagnóstico Diferencial
-
- testículo retractil
- hernia inguinal
- anomalia descendente
- varicocele
- Tempo Médio para Diagnóstico
- neonatal a infância precoce
Tratamento
- Abordagem Geral
- cirurgia de correção quando indicado; monitoramento
- Modalidades de Tratamento
-
1 cirúrgico (orquidopexia)2 observação3 reabilitação clínica
- Especialidades Envolvidas
- urologia pediátrica pediatria radiologia genética
- Tempo de Tratamento
- depende da posição e idade
- Acompanhamento
- consultas regulares e avaliações de fertilidade
Prognóstico
- Prognóstico Geral
- bom com tratamento adequado; infertilidade reduzida se bilateral não tratado
- Fatores de Bom Prognóstico
-
- descida precoce
- cirurgia bem-sucedida
- Fatores de Mau Prognóstico
-
- descida tardia
- torção
- fertilidade comprometida
- recidiva rara
- Qualidade de Vida
- geralmente boa com tratamento precoce e acompanhamento
Prevenção
- Prevenção Primária
- nenhuma medida impede a condição; acompanhamento neonatal ajuda
- Medidas Preventivas
-
exame neonatal completomonitoramento de posição testicular
- Rastreamento
- ultrassom se indicado por exame físico
Dados no Brasil
Perguntas Frequentes
Mitos e Verdades
mito: não há tratamento
verdade: cirurgia precoce melhora fertilidade
mito: sempre dói para operar
verdade: anestesia segura; dor mínima
mito: condição afeta só meninos velhos
verdade: pode aparecer na infância ou adolescência
Recursos para o Paciente
- Onde Buscar Ajuda
- procure pediatra, depois urologista infantil e serviço de referência
- Especialista Indicado
- Urologista pediátrico
- Quando Procurar Emergência
- torção testicular, dor súbita ou edema agudo
- Linhas de Apoio
- 0800-000-0000 136 - SUS
CIDs Relacionados
Aviso Importante
As informações contidas neste site são apenas para fins educacionais e não substituem o aconselhamento médico profissional. Sempre consulte um profissional de saúde qualificado para diagnóstico e tratamento.