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cid coqueluche
CID-10

Coqueluche (Pertussis)

Coqueluche

Resumo

Coqueluche é infecção respiratória contagiosa pela Bordetella; vacina reduz risco e gravidade.

Identificação

Código Principal
A37
Versão CID
CID-10
Nome Oficial
Pertussis (Whooping Cough)
Nome em Inglês
Pertussis
Outros Nomes
tosse convulsa • tosse ferina • pertussis • tosse paroxística • coqueluche
Siglas Comuns
A37 A37.0 A37.9

Classificação

Capítulo CID
Capítulo I - Doenças infecciosas
Categoria Principal
Doenças infecciosas do trato respiratório
Subcategoria
Pertussis
Tipo de Condição
doenca
Natureza
aguda
Gravidade Geral
variável

Epidemiologia

Prevalência Mundial
Casos globais variam, estimativas em milhões por ano; vacinação reduz transmissão.
Prevalência no Brasil
Baixa incidência com calendário vacinal; surtos em comunidades não vacinadas.
Faixa Etária Principal
Infantil e juvenil
Distribuição por Sexo
Equilíbrio entre sexos
Grupos de Risco
vacinação incompleta crianças em creches contato próximo com caso imunidade baixa desinformação sobre vacinas
Tendência Temporal
Estável com alta cobertura; surtos surgem com baixa adesão

Etiologia e Causas

Causa Principal
Bordetella pertussis, bactéria aeróbia gram-negativa
Mecanismo Fisiopatológico
toxinas pertussis e inflamação das vias aéreas causam tosse paroxística
Fatores de Risco
vacinação incompleta crianças em creches contato próximo com caso imunidade reduzida grupos vulneráveis
Fatores de Proteção
vacinação completa higiene respiratória isolamento de casos amamentação exclusiva
Componente Genético
influência genética mínima; doença não herdada

Manifestações Clínicas

Sintoma Principal
tosse paroxística intensa com inspirações rápidas e chiado
Sintomas Frequentes
tosse seca inicial
crises de tosse com vômitos
som inspiratório característico (whoop)
conjuntivite ocasional
astenia entre crises
febre mínima
Sinais de Alerta
  • dificuldade respiratória
  • cianose
  • letargia
  • apneia
  • desidratação
Evolução Natural
fases: catarral, paroxística e convalescente
Complicações Possíveis
pneumonia otite média convulsões distúrbios do sono desnutrição em bebês

Diagnóstico

Critérios Diagnósticos
história de tosse prolongada, contato com caso e confirmação por PCR ou cultura
Exames Laboratoriais
PCR Bordetella Cultura Bordetella Teste rápido de antígeno Hemograma com leucocitose linfocítica
Exames de Imagem
Radiografia de tórax Ultrassom quando indicado RM não necessário
Diagnóstico Diferencial
  • influenza
  • asma brônquica
  • difteria
  • resfriado comum
  • coqueluche atípica em adultos
Tempo Médio para Diagnóstico
1-3 semanas desde o início

Tratamento

Abordagem Geral
redução de transmissão com manejo de sintomas e antibiótico precoce se indicado
Modalidades de Tratamento
1 antibióticos quando indicado
2 manejo da tosse
3 suporte respiratório
4 isolamento de casos
5 vacinação de contatos
Especialidades Envolvidas
Clínico geral Pediatria Infectologia Pneumologia
Tempo de Tratamento
varia com gravidade; duração de antibióticos conforme protocolo
Acompanhamento
retornos semanais até resolução; atualizar vacinação de contatos

Prognóstico

Prognóstico Geral
bom com vacinação; pior em não vacinados, especialmente bebês
Fatores de Bom Prognóstico
  • vacinação completa
  • início precoce do tratamento
  • ausência de complicações
  • bom suporte familiar
Fatores de Mau Prognóstico
  • não vacinado
  • crise com hipoxemia
  • idade muito jovem
  • complicações graves
Qualidade de Vida
impacto temporário durante crises; recuperação completa com vacinação

Prevenção

Prevenção Primária
vacinação completa na infância; evitar contato com sintomáticos
Medidas Preventivas
lavar as mãos
higiene respiratória
isolamento de tosse
cobrir a boca ao tossir
ventilar ambientes
Rastreamento
notificar casos; rastrear contatos próximos e vaciná-los

Dados no Brasil

Varia por ano; não há número único.
Internações/Ano
Mortalidade baixa com vacinação.
Óbitos/Ano
Distribuição Regional
Mais casos onde cobertura vacinal é menor.

Perguntas Frequentes

1 A tosse dura por quanto tempo?
Pode durar semanas; tratamento precoce reduz transmissão.
2 A vacina previne a doença?
Sim; vacina reduz risco e gravidade.
3 Quem precisa de antibiótico?
Somente se indicado pelo médico.
4 Posso pegar mesmo vacinado?
Raros casos; vacinados costumam ter doença mais branda.
5 Quais sinais pedem atendimento imediato?
Dificuldade respiratória, cianose, desidratação, confusão

Mitos e Verdades

Mito

apenas crianças adoecem.

Verdade

adultos também adoecem; vacinação reduz gravidade.

Mito

vacina causa tosse.

Verdade

vacina não causa a doença.

Mito

tosse dura apenas alguns dias.

Verdade

pode durar semanas, especialmente sem tratamento.

Recursos para o Paciente

Onde Buscar Ajuda
UBS ou pronto atendimento se tosse durar >1 semana
Especialista Indicado
Pediatra ou clínico geral
Quando Procurar Emergência
Dificuldade respiratória, cianose, convulsões, desidratação
Linhas de Apoio
SUS 136 Disque 100 SUS 188

CIDs Relacionados

A37.0 A37.9 A37.1 A37.8 A37.2

Aviso Importante

As informações contidas neste site são apenas para fins educacionais e não substituem o aconselhamento médico profissional. Sempre consulte um profissional de saúde qualificado para diagnóstico e tratamento.