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cid conjuntivite bacteriana
CID-10

Conjuntivite bacteriana aguda

Conjuntivite bacteriana comum

Resumo

Conjuntivite bacteriana é infecção ocular comum; há melhora com higiene e antibióticos tópicos quando indicados.

Identificação

Código Principal
H10.0
Versão CID
CID-10
Nome Oficial
Conjuntivite bacteriana aguda
Nome em Inglês
Acute bacterial conjunctivitis
Outros Nomes
Conjuntivite purulenta • Conjuntivite contagiosa • Conjuntivite infecciosa • Conjuntivite bacteriana aguda
Siglas Comuns
CB CBA CjB

Classificação

Capítulo CID
Capítulo II - Doenças da cabeça e pescoço
Categoria Principal
Doenças oculares infecciosas
Subcategoria
Conjuntivite infecciosa bacteriana
Tipo de Condição
doenca
Natureza
infecciosa
Gravidade Geral
leve

Epidemiologia

Prevalência Mundial
Conjuntivite bacteriana é comum em consultórios; mais frequente em crianças, curso curto e contagioso.
Prevalência no Brasil
Dados nacionais limitados; impacto semelhante ao observado globalmente, com picos escolares.
Faixa Etária Principal
Crianças em idade escolar
Distribuição por Sexo
Sem predomínio claro; semelhante entre meninos e meninas
Grupos de Risco
crianças em creches profissionais de saúde usuários de lentes de contato famílias em ambiente escolar comorbidades oculares
Tendência Temporal
Evolui estável com picos sazonais em retorno às aulas.

Etiologia e Causas

Causa Principal
Bactérias comuns: Streptococcus pneumoniae, Haemophilus influenzae, Staphylococcus aureus.
Mecanismo Fisiopatológico
Inflamação da conjuntiva por infecção bacteriana com secreção purulenta e olho vermelho.
Fatores de Risco
contato próximo com doentes higiene ocular inadequada uso de lentes de contato ambiente fechado idade infantil imunossupressão
Fatores de Proteção
higiene das mãos não compartilhar itens de higiene evitar tocar olhos com as mãos sujas descartar secreção de forma adequada
Componente Genético
Não há componente genético bem estabelecido.

Manifestações Clínicas

Sintoma Principal
Secreção purulenta com vermelhidão e desconforto ocular.
Sintomas Frequentes
olho vermelho
secreção purulenta
coceira leve
pálpebras grudando pela manhã
sensação de areia nos olhos
lacrimejamento
Sinais de Alerta
  • dor ocular severa
  • outra alteração de visão
  • febre alta com sinais oculares
  • dor pulsátil
  • sinais de infecção disseminada
Evolução Natural
Sem tratamento, tende a melhorar em 7 a 14 dias, com ou sem antibiótico.
Complicações Possíveis
corneíte superficial infecção recorrente blefarite associada conjuntivo seco temporário conjuntivite crônica

Diagnóstico

Critérios Diagnósticos
Avaliação clínica com história de secreção purulenta, hiperemia e edema; exclusão de outras causas.
Exames Laboratoriais
cultura da secreção teste Gram exame microscópico de secreção hemograma apenas se suspeita de complicação
Exames de Imagem
não requeridos tomografia ocular não indicada rotineiramente
Diagnóstico Diferencial
  • conjuntivite viral
  • blefarite
  • alergia ocular
  • iritis
  • dacriocisto
Tempo Médio para Diagnóstico
Consegue-se diagnóstico na primeira consulta clínica

Tratamento

Abordagem Geral
Controle da infecção com higiene rigorosa; antibióticos tópicos apenas quando indicado clinicamente; alívio sintomático.
Modalidades de Tratamento
1 higiene ocular
2 antibiótico tópico quando indicado
3 compressas mornas
4 educação sanitária
5 isolamento temporário de compartilhamento
Especialidades Envolvidas
oftalmologia medicina geral pediatria enfermagem saúde pública
Tempo de Tratamento
Varia de dias a duas semanas conforme evolução.
Acompanhamento
Retornos em 24-48h para monitorar evolução; orientação de higiene diária.

Prognóstico

Prognóstico Geral
Perspectiva boa com tratamento, resolução típica em dias a semanas.
Fatores de Bom Prognóstico
  • resposta rápida ao tratamento
  • infecção localizada
  • boa higiene
  • ausência de complicações
Fatores de Mau Prognóstico
  • diagnóstico atrasado
  • complicações oculares
  • imunossupressão
  • uso inadequado de lentes
Qualidade de Vida
Impacto temporário na visão confortável, melhoria com tratamento

Prevenção

Prevenção Primária
Higiene das mãos, evitar tocar olhos, não compartilhar itens, tratar infecções respiratórias.
Medidas Preventivas
lavar as mãos com frequência
não compartilhar toalhas
evitar lentes durante infecção
limpar superfícies
cuidar de higiene ocular
Rastreamento
Não há rastreamento de rotina; avaliação clínica quando surgir sintomas.

Dados no Brasil

Poucas internações; maioria é tratada ambulatorialmente.
Internações/Ano
Mortalidade muito baixa; não incidente relacionado ocularmente.
Óbitos/Ano
Distribuição Regional
Maior incidência em áreas urbanas densas.

Perguntas Frequentes

1 Como saber se é conjunctivite bacteriana?
Secreção amarelada e olho vermelho costumam indicar infecção bacteriana.
2 Preciso de antibiótico?
Decisão depende do médico; antibióticos tópicos reduzem duração quando indicados.
3 Posso voltar à escola?
Siga orientação médica; geralmente retorna após higiene adequada e melhora.
4 Qual a prevenção mais eficaz?
Higiene das mãos e não compartilhar itens contam muito.
5 Resumo prático para casa?
Lave as mãos, não toque olhos, descarte secreção de forma correta.

Mitos e Verdades

Mito

conjuntivite bacteriana é rara.

Verdade

comum e contagiosa em crianças.

Mito

antibióticos curam imediatamente.

Verdade

melhora em dias; antibióticos reduzem duração.

Mito

qualquer descarga ocular é conjuntivite.

Verdade

diagnóstico exige avaliação clínica.

Recursos para o Paciente

Onde Buscar Ajuda
Procure avaliação médica ao primeiro sinal ocular.
Especialista Indicado
oftalmologista ou clínica geral
Quando Procurar Emergência
Dor intensa, visão alterada ou febre alta; procure serviço.
Linhas de Apoio
Disque: 136 Disque Saúde SUS Centro de Informação

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Aviso Importante

As informações contidas neste site são apenas para fins educacionais e não substituem o aconselhamento médico profissional. Sempre consulte um profissional de saúde qualificado para diagnóstico e tratamento.