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cid colica biliar
CID-10

Colica biliar por cálculos biliares

Vesícula com cálculos; dor de cólica biliar

Resumo

Dor biliar por cálculos; diagnóstico por ultrassom; cirurgia pode ser necessária

Identificação

Código Principal
K80
Versão CID
CID-10
Nome Oficial
Doença por cálculos biliares (colelitíase) conforme CID-10, nomenclatura OMS
Nome em Inglês
Biliary Colic due to Gallstones
Outros Nomes
colelitíase • colelitíase vesicular • cálculos na vesícula • cólico biliar • cálculos vesiculares
Siglas Comuns
CBV CCB CVB

Classificação

Capítulo CID
Capítulo X - Doenças do aparelho digestivo
Categoria Principal
Doença dos cálculos biliares
Subcategoria
colelitíase com cólica biliar
Tipo de Condição
doenca
Natureza
aguda
Gravidade Geral
moderada

Epidemiologia

Prevalência Mundial
Estimativa global de 10-20% da população com cálculos biliares, variações por etnia e idade.
Prevalência no Brasil
Brasil similar a 9-15%; maior em mulheres e idosos.
Faixa Etária Principal
Adultos 40 anos ou mais, predominância feminina
Distribuição por Sexo
Mulheres mais afetadas que homens
Grupos de Risco
Obesidade Idade avançada Mulheres em idade fértil Diabetes Histórico familiar
Tendência Temporal
Leve aumento com obesidade e dieta hiperlipídica

Etiologia e Causas

Causa Principal
Cálculos biliares por desequilíbrio entre colesterol, sais biliares e pigmentos
Mecanismo Fisiopatológico
Crystais de colesterol ou pigmentos formam cálculos; obstrução resulta na dor
Fatores de Risco
Obesidade Dieta rica em gordura Sedentarismo Diabetes Histórico familiar Idade
Fatores de Proteção
Atividade física Dieta equilibrada Controle de peso Hidratação adequada
Componente Genético
Predisposição genética em várias populações; etiologia multigênica

Manifestações Clínicas

Sintoma Principal
Dor aguda no quadrante superior direito, intensa e de ataque súbito
Sintomas Frequentes
Dor colícita no abdômen superior direito
Náusea
Vômitos
Sensação de inchaço
Dor que irradia para ombro direito
Dor após refeições gordurosas
Sinais de Alerta
  • Dor grave com febre alta
  • Icterícia progressiva
  • Confusão mental
  • Sinais de desidratação
  • Dor que não cede com analgesia
Evolução Natural
Crises recorrentes; complicações surgem se não houver manejo adequado
Complicações Possíveis
Colecistite aguda Pancreatite biliar Colangite Icterícia obstrutiva Abscesso de vesícula

Diagnóstico

Critérios Diagnósticos
História de dor aguda mais imagem compatível com cálculos na vesícula
Exames Laboratoriais
Hemograma ALT/AST FA Bilirrubina total Lipase se pancreatite suspeita
Exames de Imagem
Ultrassonografia abdominal ColangioRM/MRCP TC abdominal CPRE se indicado
Diagnóstico Diferencial
  • Colecistite
  • Dispepsia biliar
  • Pancreatite
  • Úlcera gástrica
  • Apendicite
Tempo Médio para Diagnóstico
Diagnóstico geralmente rápido com clínica e USG

Tratamento

Abordagem Geral
Alívio da dor, hidratação e avaliação de complicações
Modalidades de Tratamento
1 Analgesia
2 Hidratação IV
3 Observação clínica
4 Colecistectomia laparoscópica quando indicado
5 Tratamento de complicações
Especialidades Envolvidas
Gastroenterologia Cirurgia Geral Anestesiologia Radiologia Pronto-socorro
Tempo de Tratamento
Crises tratadas em horas; cirurgia avaliada conforme risco
Acompanhamento
Acompanhamento de sintomas, função hepática e retorno para avaliação cirúrgica

Prognóstico

Prognóstico Geral
Perspectiva boa; crises podem ocorrer se não remover cálculos
Fatores de Bom Prognóstico
  • Diagnóstico precoce
  • Ausência de colecistite
  • Remoção cirúrgica bem-sucedida
  • baixa gravidade
Fatores de Mau Prognóstico
  • Comorbidades graves
  • Pancreatite biliar
  • Colangite recorrente
  • Gravidez com complicações
Qualidade de Vida
Melhora após cirurgia; crises interferem menos

Prevenção

Prevenção Primária
Peso estável, alimentação equilibrada e menos gordura saturada
Medidas Preventivas
Controle de peso
Dieta rica em fibras
Hidratação
Exercício regular
Redução de gorduras trans
Rastreamento
Não há rastreamento específico; imagem quando sintomas

Dados no Brasil

Milhares de internações anuais no Brasil
Internações/Ano
Óbitos diretos são baixos; complicações elevam risco
Óbitos/Ano
Distribuição Regional
Sudeste e Sul com maior frequência regional

Perguntas Frequentes

1 Essa dor pode indicar algo grave?
Crises costumam ser agudas, avaliadas com imagem; procure atendimento se piorar
2 A dor sempre exige cirurgia?
Nem sempre; depende da gravidade e de como evolui o caso
3 Como é o diagnóstico definitivo?
Clínica mais ultrassom; exames complementares ajudam confirmar
4 Existe prevenção para novas crises?
Controle de peso, dieta equilibrada e acompanhamento médico ajudam
5 Como é o tratamento da crise aguda?
Analgesia, hidratação e avaliação; cirurgia pode ser indicada após crise

Mitos e Verdades

Mito

cortar gordura sozinho resolve; verdade: diagnóstico e manejo variam

Verdade

imagem confirma cálculos; dor não depende apenas da alimentação

Mito

todas as pedras causam dor constante

Verdade

alguns cálculos provocam crises intermitentes

Mito

cirurgia é sempre necessária

Verdade

muitas pessoas melhoram com manejo médico; cirurgia é comum para evitar recidiva

Recursos para o Paciente

Onde Buscar Ajuda
Procure atendimento médico ao surgir dor forte ou febre
Especialista Indicado
Gastroenterologista ou Cirurgião Geral
Quando Procurar Emergência
Dor intensa com febre alta, vômitos persistentes, desidratação
Linhas de Apoio
Disque SUS 136 Central de Regulação 0800-000-000

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K80

Aviso Importante

As informações contidas neste site são apenas para fins educacionais e não substituem o aconselhamento médico profissional. Sempre consulte um profissional de saúde qualificado para diagnóstico e tratamento.