contato@nztbr.com
cid colelitíase
CID-10

Colelitíase (cálculos da vesícula)

Pedras na vesícula, cólica biliar

Resumo

Dor de vesícula; ultrassom confirma; cirurgia pode curar crises.

Identificação

Código Principal
K80
Versão CID
CID-10
Nome Oficial
Doença de cálculos biliares
Nome em Inglês
Cholelithiasis (gallstone disease)
Outros Nomes
colelitíase • litíase biliar • pedras na vesícula • doença das pedras biliares • cálculos biliares
Siglas Comuns
CB KB K80

Classificação

Capítulo CID
Capítulo IX - Doenças do aparelho digestivo
Categoria Principal
Doenças do sistema digestivo
Subcategoria
Colelitíase e cálculos biliares
Tipo de Condição
doenca
Natureza
cronica
Gravidade Geral
variavel

Epidemiologia

Prevalência Mundial
Estimativas globais: 10-15% da população adulta com cálculos biliares.
Prevalência no Brasil
Brasil, variação regional; estimativas de 7-9%.
Faixa Etária Principal
adultos 40-60 anos
Distribuição por Sexo
mais comum em mulheres, especialmente com gravidez
Grupos de Risco
Obesidade Gestação Diabetes Baixa atividade física Hiperlipidemia
Tendência Temporal
Estabilidade com leve aumento nas décadas recentes

Etiologia e Causas

Causa Principal
Super-saturação de colesterol na bile com desequilíbrio de sais
Mecanismo Fisiopatológico
Concentração elevada de colesterol ou bilirrubina na bile favorece nucleação de cálculos e obstrução eventual.
Fatores de Risco
Obesidade Gestação Diabetes Baixa atividade física Dieta rica em gordura História familiar
Fatores de Proteção
atividade física perda de peso gradual dieta rica em fibras hidratação adequada
Componente Genético
Risco aumentado em familiares; influência genética parcial na sensibilidade à litíase biliaria.

Manifestações Clínicas

Sintoma Principal
Dor súbita no quadrante superior direito, muitas vezes após refeições pesadas
Sintomas Frequentes
dor abdominal pós-prandial
náusea
vômitos
flatulência
dispepsia
sensação de plenitude
Sinais de Alerta
  • dor súbita intensa com febre
  • febre alta com calafrios
  • icterícia progressiva
  • dor que não cede
  • sinais de sepse
Evolução Natural
Se não tratado, crises recorrentes podem levar a colecistite e complicações biliares
Complicações Possíveis
colecistite aguda colangite pancreatite biliar obstrução de vias biliares coleductólito

Diagnóstico

Critérios Diagnósticos
Visualização de cálculos na vesícula pela imagem, ultrassom inicial seguido de confirmação.
Exames Laboratoriais
Hemograma Função hepática Bilirrubina direta Amilase/lipase Perfil lipídico
Exames de Imagem
Ultrassom abdominal Tomografia computadorizada RM hepatobiliares Colangiografia
Diagnóstico Diferencial
  • Dispepsia
  • Úlcera péptica
  • Pancreatite leve
  • Dor abdominal inespecífica
  • Síndrome do intestino irritável
Tempo Médio para Diagnóstico
Horas a dias com avaliação clínica

Tratamento

Abordagem Geral
Alívio da dor, orientações dietéticas e discussão da cirurgia quando indicado.
Modalidades de Tratamento
1 Manejo clínico
2 Colecistectomia laparoscópica
3 Cirurgia aberta
4 Intervenções endoscópicas
5 Controle de dor
Especialidades Envolvidas
Gastroenterologia Cirurgia Geral Radiologia Anestesiologia Nutrição
Tempo de Tratamento
Varia conforme sintomático; cirurgia eletiva em semanas a meses
Acompanhamento
Consultas periódicas a cada 6-12 meses ou conforme necessidade clínica

Prognóstico

Prognóstico Geral
Bom na maioria; cirurgia costuma eliminar crises.
Fatores de Bom Prognóstico
  • Cirurgia bem-sucedida
  • Diagnóstico precoce
  • Ausência de complicações
  • Adesão ao tratamento
Fatores de Mau Prognóstico
  • Colecistite grave
  • Colangite
  • Pancreatite biliar
  • Obstrução prolongada
Qualidade de Vida
Melhora significativa após cirurgia; crises dolorosas reduzem significativamente

Prevenção

Prevenção Primária
Manter peso estável e dieta balanceada; evitar jejum prolongado.
Medidas Preventivas
controle de peso
dieta equilibrada
atividade física
evitar jejum extremo
hidratação
Rastreamento
Não recomendado para população geral; contexto sintomático apenas

Dados no Brasil

Varia por região; estimativas em milhares.
Internações/Ano
null
Óbitos/Ano
Distribuição Regional
Maior incidência em regiões com obesidade e alimentação rica em gordura.

Perguntas Frequentes

1 Dor intensa após alimentação gordurosa é comum?
Sim, dor pode ocorrer após comida rica em gordura.
2 É possível ter cálculos sem sintomas?
Sim, até 80% têm litíase silenciosa.
3 Como é diagnosticada a colelitíase?
Ultrassom é geralmente o exame inicial.
4 A cirurgia é sempre necessária?
Não; apenas se houver sintomas ou complicações.
5 Como prevenir recidivas?
Manter peso saudável e dieta equilibrada.

Mitos e Verdades

Mito

cálculos aparecem apenas em idosos.

Verdade

Podem surgir em adultos, jovens inclusive.

Mito

qualquer dor abdominal indica litíase.

Verdade

Dor pode ter várias causas; diagnóstico exige imagem.

Mito

dieta cura rapidamente.

Verdade

Dieta ajuda no manejo, não cura de imediato.

Recursos para o Paciente

Onde Buscar Ajuda
Primeiro atendimento com clínica geral; encaminha para gastro.
Especialista Indicado
Gastroenterologista ou cirurgião geral.
Quando Procurar Emergência
Dor súbita intensa com febre, icterícia ou piora rápida exige atendimento.
Linhas de Apoio
0800 702-0121 SUS 136 Central de apoio local

CIDs Relacionados

K80 K81 K83 K84 K89

Aviso Importante

As informações contidas neste site são apenas para fins educacionais e não substituem o aconselhamento médico profissional. Sempre consulte um profissional de saúde qualificado para diagnóstico e tratamento.