Colecistite aguda
Dor na vesícula, cólica biliar aguda
Resumo
Inflamação aguda da vesícula com dor forte; tratamento inclui cirurgia em muitos casos.
Identificação
- Código Principal
- K81.0
- Versão CID
- CID-10
- Nome Oficial
- Acute cholecystitis
- Nome em Inglês
- Acute cholecystitis
- Outros Nomes
- colecistite aguda • inflamação aguda da vesícula • colecistite aguda não complicada • colelitíase com inflamação
- Siglas Comuns
- CC Aguda CAg CAC
Classificação
- Capítulo CID
- Capítulo XI - Doenças do aparelho digestivo
- Categoria Principal
- Doenças biliares agudas
- Subcategoria
- Colecistite aguda sem complicações
- Tipo de Condição
- doenca
- Natureza
- aguda
- Gravidade Geral
- moderada
Epidemiologia
- Prevalência Mundial
- Globalmente comum entre adultos com cálculos biliares; variações regionais.
- Prevalência no Brasil
- Dados nacionais limitados; ocorre onde há colelitíase e acesso a diagnóstico.
- Faixa Etária Principal
- Adultos de meia idade e idosos
- Distribuição por Sexo
- Maior em mulheres, especialmente após a idade adulta
- Grupos de Risco
- colelitíase obesidade gestação diabetes idade_avançada
- Tendência Temporal
- Diagnóstico e tratamento tem aumentado com acesso à imagem.
Etiologia e Causas
- Causa Principal
- Obstrução do ducto cístico por cálculos biliares, inflamação subsequente.
- Mecanismo Fisiopatológico
- Obstrução biliar provoca pressão, edema e inflamação da vesícula.
- Fatores de Risco
- colelitíase obesidade gestação diabetes idade_avançada dieta rica em gordura
- Fatores de Proteção
- manter peso estável dieta equilibrada atividade física hidratação adequada
- Componente Genético
- Contribuição limitada; alguns quadros familiares descritos
Manifestações Clínicas
- Sintoma Principal
- Dor súbita no quadrante superior direito com irradiação ao ombro
- Sintomas Frequentes
-
dor abdominal agudanáuseavômitosfebre baixasensibilidade abdominalicterícia leve
- Sinais de Alerta
-
- dor persiste com analgésicos
- febre alta contínua
- extrema sensibilidade abdominal
- calafrios pronunciados
- sinais de sepse
- Evolução Natural
- Sem tratamento, aumenta risco de complicações graves
- Complicações Possíveis
- perfuração vesicular abscesso intra-abdominal sepse gangrena da vesícula colecistite crônica
Diagnóstico
- Critérios Diagnósticos
- Quadro clínico intenso, exames de imagem que mostram vesícula inflamada; marcadores inflamatórios elevam
- Exames Laboratoriais
- hemograma com leucocitose bilirrubina moderadamente elevada ALT/AST levemente elevadas FA elevada CRP alta
- Exames de Imagem
- ultrassom abdominal TC abdominal RM se indicado colangiografia quando necessário
- Diagnóstico Diferencial
-
- pancreatite aguda
- colangite
- apendicite aguda
- úlcera perfurada
- gastrite aguda
- Tempo Médio para Diagnóstico
- Geralmente 24-48 h desde início dos sintomas
Tratamento
- Abordagem Geral
- Alívio da dor, antibióticos conforme suspeita de infecção, planejar cirurgia
- Modalidades de Tratamento
-
1 manejo clínico com antibióticos2 colecistectomia eletiva ou de emergência3 drenagem percutânea em casos críticos4 cuidados de suporte5 cirurgia de vias biliares se necessário
- Especialidades Envolvidas
- Clínico geral Gastroenterologista Cirurgião abdominal Anestesiologista Radiologista
- Tempo de Tratamento
- Normalmente 3-7 dias de antibiótico; cirurgia conforme necessidade
- Acompanhamento
- Consultas de follow-up nas semanas seguintes; imagem de vias biliares se necessário
Prognóstico
- Prognóstico Geral
- Perspectiva boa com tratamento adequado; complicações evitadas com manejo oportuno
- Fatores de Bom Prognóstico
-
- Diagnóstico precoce
- Ausência de sepse
- Cirurgia bem tolerada
- Função hepática estável
- Fatores de Mau Prognóstico
-
- Sepse
- Perfuração vesicular
- Falha renal
- Atraso no tratamento
- Qualidade de Vida
- Melhora significativa após cirurgia; retorno gradual às atividades
Prevenção
- Prevenção Primária
- Manter peso estável, dieta equilibrada e evitar obesidade
- Medidas Preventivas
-
controle de pesodieta rica em fibrasatividade física regularhidrataçãoevitar jejum prolongado
- Rastreamento
- detecção de cálculos quando indicado; monitoramento de vias biliares
Dados no Brasil
Perguntas Frequentes
Mitos e Verdades
jejum prolongado cura a doença.
jejum não cura; cálculos podem persistir.
antibiótico substitui cirurgia.
antibióticos ajudam, mas cirurgia é comum.
apenas idosos ficam doentes.
afeta faixas de idade, especialmente adultos.
Recursos para o Paciente
- Onde Buscar Ajuda
- Procure atendimento médico ao surgirem dor forte no abdômen.
- Especialista Indicado
- Cirurgião abdominal ou gastroenterologista.
- Quando Procurar Emergência
- Dor súbita com febre alta ou piora rápida exige pronto atendimento.
- Linhas de Apoio
- Disque SUS 136 SUS Central de apoio local
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Aviso Importante
As informações contidas neste site são apenas para fins educacionais e não substituem o aconselhamento médico profissional. Sempre consulte um profissional de saúde qualificado para diagnóstico e tratamento.