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cid choque hipovolemico
CID-10

Choque Hipovolêmico

Choque por queda de volume sanguíneo

Resumo

Choque hipovolêmico ocorre pela queda de volume que reduz perfusão aos órgãos.

Identificação

Código Principal
R57.1
Versão CID
CID-10
Nome Oficial
Choque hipovolêmico, queda aguda de volume sanguíneo com falha circulatória.
Nome em Inglês
Hypovolemic Shock
Outros Nomes
Choque hemorrágico • Choque por perda de volume • Hipovolêmico agudo • Choque por desidratação severa
Siglas Comuns
CHV SH

Classificação

Capítulo CID
Capítulo X - Doenças do sistema circulatório
Categoria Principal
Choques circulatórios
Subcategoria
Choque hipovolêmico
Tipo de Condição
sindrome
Natureza
aguda
Gravidade Geral
potencialmente_fatal

Epidemiologia

Prevalência Mundial
Distribuição global variável; trauma, sangramento e desidratação elevam risco.
Prevalência no Brasil
Dados nacionais limitados; incidentes vinculados a trauma, obstetrícia e cirurgia.
Faixa Etária Principal
Todas as idades, com picos em adultos e idosos
Distribuição por Sexo
Equilibrada, com leve predomínio masculino
Grupos de Risco
trauma grave cirurgia maior hemorragia obstétrica desidratação severa uso de anticoagulantes
Tendência Temporal
Tendência estável com melhorias no atendimento pré-hospitalar e UTI.

Etiologia e Causas

Causa Principal
Perda aguda de volume sanguíneo por hemorragia, desidratação severa ou queimaduras.
Mecanismo Fisiopatológico
Redução do volume intravascular reduz débito cardíaco, levando hipoperfusão e falência de órgãos se não corrigido.
Fatores de Risco
trauma grave cirurgia maior hemorragia obstétrica desidratação severa uso de anticoagulantes distúrbios de coagulação
Fatores de Proteção
tratamento rápido de sangramento reposição volêmica adequada monitorização contínua acesso imediato a transfusão

Manifestações Clínicas

Sintoma Principal
Tontura intensa com fraqueza e pele fria/pálida
Sintomas Frequentes
taquicardia
tontura/desmaio
pele fria/pálida
oligúria
confusão
respiração rápida
Sinais de Alerta
  • pele fria persistente
  • hipotensão progressiva
  • confusão crescente
  • diminuição da diurese
  • dificuldade respiratória
Evolução Natural
Sem tratamento, há progressão para falência de órgãos.
Complicações Possíveis
falência de múltiplos órgãos insuficiência renal aguda acidose distúrbios de coagulação

Diagnóstico

Critérios Diagnósticos
História de sangramento ou desidratação, sinais de hipoperfusão e queda de PA; exames ajudam.
Exames Laboratoriais
hemoglobina baixa hematócrito baixo lactato elevado pH/ bicarbonato alterados coagulograma
Exames de Imagem
US FAST radiografia de tórax TC/IRM apenas se indicado ecocardiograma rápido
Diagnóstico Diferencial
  • choque cardiogênico
  • choque séptico
  • choque neurogênico
  • desidratação grave sem choque
  • hemorragia interna
Tempo Médio para Diagnóstico
Tempo depende da causa; diagnóstico imediato em trauma.

Tratamento

Abordagem Geral
Reposição volêmica rápida com cristaloides, controle de sangramento e monitorização.
Modalidades de Tratamento
1 Reposição volêmica com cristaloides
2 Transfusão sanguínea quando indicado
3 Controle de sangramento
4 Suporte ventilatório
5 Vasopressores apenas se necessário
Especialidades Envolvidas
Emergência Trauma Obstetrícia Intensivista Cirurgia
Tempo de Tratamento
Início imediato até estabilizar; monitoramento contínuo
Acompanhamento
Monitorização de sinais vitais, débito urinário, lactato e função renal.

Prognóstico

Prognóstico Geral
Perspectiva depende da rapidez do manejo; tratamento rápido pode reverter.
Fatores de Bom Prognóstico
  • resposta rápida ao fluido
  • controle eficaz do sangramento
  • estabilidade inicial
  • ausência de falência de órgãos
Fatores de Mau Prognóstico
  • retardo no atendimento
  • hemorragia não controlada
  • hipotermia
  • falência progressiva de órgãos
Qualidade de Vida
Impacto temporário a longo prazo depende de danos; recuperação gradual.

Prevenção

Prevenção Primária
Evitar sangramentos, desidratação grave e traumas com hidratação e proteção.
Medidas Preventivas
treinamento de primeiros socorros
controle rápido de sangramento
acesso rápido a transfusão
protocolos de trauma
compressão adequada de ferimentos

Dados no Brasil

Estimativas variam; trauma e cirurgia elevam internações.
Internações/Ano
Mortalidade associada ao atraso no atendimento.
Óbitos/Ano
Distribuição Regional
Mais comum em regiões com trauma de alto risco.

Perguntas Frequentes

1 Quais sinais precoces do choque hipovolêmico?
Tontura, pele fria, pulso rápido, oligúria, confusão.
2 Como é feito o diagnóstico?
Avaliação rápida com sinais de hipoperfusão e exames de sangue.
3 Existe cura?
Muitos melhores com manejo rápido; depende da gravidade.
4 É possível prevenir?
Prevenção foca em evitar sangramentos, desidratação e traumas.
5 Tempo de internação típico?
Varia; alguns vão para UTI, outros estabilizam e vão para casa.

Mitos e Verdades

Mito

choque ocorre apenas com trauma.

Verdade

qualquer perda de volume pode levar choque se não tratada.

Mito

líquidos resolvem tudo rapidamente.

Verdade

reposição eficaz depende de dose e monitorização.

Mito

transfusão é sempre necessária.

Verdade

transfusão depende do sangramento e do estado do paciente.

Recursos para o Paciente

Onde Buscar Ajuda
Procure pronto atendimento se houver sangramento intenso ou desmaio.
Especialista Indicado
Emergencista ou intensivista.
Quando Procurar Emergência
Sinais: tontura, pele fria, pressão baixa, desmaio, sangramento.
Linhas de Apoio
SAMU 192 Centro de trauma regional Linha de apoio local

CIDs Relacionados

R57.0 R57.1 R57.9

Aviso Importante

As informações contidas neste site são apenas para fins educacionais e não substituem o aconselhamento médico profissional. Sempre consulte um profissional de saúde qualificado para diagnóstico e tratamento.