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cid cetoacidose diabetes
CID-10

Cetoacidose Diabética

DKA, crise diabética

Resumo

DKA é uma crise diabética grave que exige cuidado médico rápido

Identificação

Código Principal
E10.1
Versão CID
CID-10
Nome Oficial
Cetoacidose diabética (Diabetes mellitus aguda com cetose)
Nome em Inglês
Diabetic ketoacidosis
Outros Nomes
DKA • CAD • CetoDia • Cetoacidose diabética • Crise cetônica diabética
Siglas Comuns
DKA CAD CDA

Classificação

Capítulo CID
Capítulo IV - Doenças Endócrinas, Nutrição e Metabolismo
Categoria Principal
Doenças metabólicas/diabéticas
Subcategoria
Diabetes mellitus com complicação aguda
Tipo de Condição
doenca
Natureza
aguda
Gravidade Geral
potencialmente_fatal

Epidemiologia

Prevalência Mundial
Alta entre diabéticos tipo 1; pico em jovens.
Prevalência no Brasil
Ocorrência relevante em adultos com diabetes.
Faixa Etária Principal
Adolescentes e adultos jovens
Distribuição por Sexo
Proporção equilibrada entre homens e mulheres
Grupos de Risco
Diabetes tipo 1 mal controlado Infecções Não adesão ao tratamento Desidratação Estresse metabólico
Tendência Temporal
Variável; melhora com manejo adequado.

Etiologia e Causas

Causa Principal
Deficiência de insulina com produção excessiva de glicose e cetonas
Mecanismo Fisiopatológico
Deficiência de insulina gera glicose alta e cetose, levando acidose metabólica.
Fatores de Risco
Diabetes tipo 1 mal controlado Infecções Não adesão ao tratamento Gravidez Desidratação Estresse físico
Fatores de Proteção
Controle glicêmico estável Acesso a insulina Educação em diabetes Monitorização regular
Componente Genético
Predisposição genética contribui, desencadeantes variam.

Manifestações Clínicas

Sintoma Principal
Sede intensa, vômitos, respiração rápida e mal-estar
Sintomas Frequentes
Poliúria
Polidipsia
Dor abdominal
Vômitos
Respiração de Kussmaul
Fraqueza
Sinais de Alerta
  • Respiração rápida
  • Confusão
  • Vômitos persistentes
  • Dor no peito
  • Desmaio
Evolução Natural
Sem tratamento, piora rápida com desidratação e acidose
Complicações Possíveis
Choque hipovolêmico Edema cerebral (crianças) Alterações de potássio Insuficiência renal aguda Disfunção cardíaca

Diagnóstico

Critérios Diagnósticos
Glicemia alta, cetonemia, acidose metabólica com ânion gap e bicarbonato baixo
Exames Laboratoriais
Glicemia capilar Gasometria arterial Cetonemia Bicarbonato Eletrólitos
Exames de Imagem
Tórax se necessário Ultrassom abdominal TC se suspeita de complicação
Diagnóstico Diferencial
  • Hiperglicemia sem cetose
  • Hiperosmolaridade
  • Infecção sem DKA
  • Desidratação severa
  • Hipoglicemia
Tempo Médio para Diagnóstico
Rápido em emergências com glicose e cetonas

Tratamento

Abordagem Geral
Hidratação, reposição de potássio, insulinoterapia e monitoramento
Modalidades de Tratamento
1 Hidratação IV
2 Correção de potássio
3 Insulina IV
4 Correção de eletrólitos
5 Tratamento de infecção se presente
Especialidades Envolvidas
Emergência Endocrinologia Enfermagem Nutrição Farmácia
Tempo de Tratamento
Horas a dias, conforme gravidade
Acompanhamento
Glicose e eletrólitos a cada 1-2h; ajuste terapêutico

Prognóstico

Prognóstico Geral
Com manejo adequado, recuperação completa é comum
Fatores de Bom Prognóstico
  • Acesso rápido a insulina
  • Glicose estável
  • Função renal boa
  • Adesão ao tratamento
Fatores de Mau Prognóstico
  • Infecção grave
  • Desidratação profunda
  • Desequilíbrio eletrolítico
  • Tardia intervenção
Qualidade de Vida
Impacto significativo, porém reversível com educação e cuidado

Prevenção

Prevenção Primária
Manter glicose estável, adesão ao tratamento, hidratação adequada
Medidas Preventivas
Educação em diabetes
Plano terapêutico estável
Acesso a insulina
Monitorização de glicose
Tratamento de infecções precoces
Rastreamento
Monitoramento de glicose, função renal e lipídeos

Dados no Brasil

Milhares de internações anuais no SUS
Internações/Ano
Mortalidade moderada com manejo; alta em casos graves
Óbitos/Ano
Distribuição Regional
Maior impacto em grandes centros; variações regionais

Perguntas Frequentes

1 Diabetes tipo 1 tem mais risco de DKA?
Sim; DKA é comum em tipo 1, menos frequente em tipo 2
2 Quais são sinais de alerta?
Sede, vômitos, respiração rápida e confusão exigem avaliação
3 É possível tratar em casa?
Geralmente não; DKA costuma exigir atendimento hospitalar
4 Como prevenir DKA?
Controle glicêmico, adesão ao tratamento e infecções precoces
5 Posso continuar insulina durante vômitos?
Continuar insulina é essencial; busque orientação médica para ajustes

Mitos e Verdades

Mito

DKA ocorre só em jovens

Verdade

pode ocorrer em qualquer idade com diabetes

Mito

insulina engorda

Verdade

insulinoterapia controla glicose, não causa ganho direto

Mito

hidratação simples resolve tudo

Verdade

precisa de manejo metabólico completo, não apenas água

Recursos para o Paciente

Onde Buscar Ajuda
Procure pronto atendimento se sinais de gravidade
Especialista Indicado
Endocrinologista ou médico da emergência
Quando Procurar Emergência
Respiração rápida, vômitos, confusão, pele fria
Linhas de Apoio
0800 Diabetes 192SAMU Centro de Crises 188

CIDs Relacionados

E10.1 E11.1 E14.1 R73.9 R57.0

Aviso Importante

As informações contidas neste site são apenas para fins educacionais e não substituem o aconselhamento médico profissional. Sempre consulte um profissional de saúde qualificado para diagnóstico e tratamento.