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cid ceratocone
CID-10

Keratocone - afinamento corneano progressivo

Keratocone

Resumo

Keratocone é afinamento da córnea que compromete visão; diagnóstico precoce melhora resultados.

Identificação

Código Principal
H18.6
Versão CID
CID-10
Nome Oficial
Queda de curvatura da córnea com afinamento progressivo
Nome em Inglês
Keratoconus
Outros Nomes
Keratoconus • Cone irregular da córnea • Ceratocone progressivo • Ectasia corneana
Siglas Comuns
KCN KC KerCon

Classificação

Capítulo CID
Capítulo XIII - Doenças do globo ocular
Categoria Principal
Doenças da córnea
Subcategoria
Doença ocular degenerativa da córnea
Tipo de Condição
doenca
Natureza
cronica
Gravidade Geral
moderada

Epidemiologia

Prevalência Mundial
Estimativas globais: ~1 em 2.000 a 3.000 pessoas.
Prevalência no Brasil
Dados nacionais limitados; padrões semelhantes aos mundial
Faixa Etária Principal
Jovens adultos e adolescentes
Distribuição por Sexo
Proporção aproximadamente igual entre sexos
Grupos de Risco
História familiar Miopia alta Astigmatismo irregular Uso inadequado de lentes Trauma ocular
Tendência Temporal
Progressão variável; pode aumentar com diagnóstico precoce

Etiologia e Causas

Causa Principal
Multifatorial: biomecânica da córnea com base genética
Mecanismo Fisiopatológico
Afinamento progressivo da córnea com protrusão central e curvaturas irregulares
Fatores de Risco
História familiar Miopia alta Astigmatismo irregular Lentes incorretas Trauma ocular
Fatores de Proteção
Acesso a oftalmologia Correção adequada Proteção UV Adesão a tratamento
Componente Genético
Influência genética em alguns casos; herança incompleta

Manifestações Clínicas

Sintoma Principal
Embaçamento progressivo com distorção de linhas
Sintomas Frequentes
Embaçamento progressivo
Distorção de linhas
Astigmatismo irregular
Visão noturna prejudicada
Sensibilidade à luz
Troca frequente de óculos
Sinais de Alerta
  • Perda súbita de visão
  • Dor intensa com vermelhidão
  • Lesão ocular com piora rápida
  • Piora de visão com emergência
Evolução Natural
Progressão lenta sem tratamento, evolução com irregularidade
Complicações Possíveis
Cicatrizes corneanas Baixa acuidade visual Transplante de córnea necessário Astigmatismo residual Glaucoma raro

Diagnóstico

Critérios Diagnósticos
Exame ocular completo com topografia e paquimetria
Exames Laboratoriais
Exames oftalmológicos completos Topografia Paquimetria Lâmpada de fenda Fotografia de retina
Exames de Imagem
Topografia/Pentacam Tomografia de córnea Tomografia de dose baixa Imagens de lâmpada de fenda
Diagnóstico Diferencial
  • Miopia alta com astigmatismo irregular
  • Queratite infecciosa
  • Ectasia pós-LASIK
  • Distrofias de córnea
  • Trauma ocular crônico
Tempo Médio para Diagnóstico
Pode levar anos até confirmação com topografia

Tratamento

Abordagem Geral
Objetivo: estabilizar córnea e otimizar visão com menor impacto
Modalidades de Tratamento
1 Correção óptica com óculos/lentes
2 Lentes de contato rígidas/esclerais
3 Cross-linking corneano
4 Transplante de córnea
5 Acompanhamento visual
Especialidades Envolvidas
Oftalmologia clínica Cirurgia ocular Reabilitação visual Genética médica Fisioterapia ocular
Tempo de Tratamento
Duração depende da gravidade; acompanhamento contínuo
Acompanhamento
Consultas regulares a cada 6-12 meses, ajuste de lentes

Prognóstico

Prognóstico Geral
Perspectiva varia; com tratamento, visão estável em muitos casos
Fatores de Bom Prognóstico
  • Diagnóstico precoce
  • Adesão ao tratamento
  • Correção óptica adequada
  • Acesso a cirurgia quando necessário
Fatores de Mau Prognóstico
  • Progressão rápida
  • Acesso limitado a cuidados
  • Gravidade alta
  • Complicações não controladas
Qualidade de Vida
Pode ser excelente com manejo adequado e suporte

Prevenção

Prevenção Primária
Não há método específico; manter visão estável com monitoramento
Medidas Preventivas
Avaliação oftalmológica regular
Correção refrativa precisa
Proteção ocular
Higiene de lentes
Acompanhamento de condições associadas
Rastreamento
Exames de visão periódicos, topografia conforme histórico

Dados no Brasil

Poucas internações diretas; cirurgia de córnea ocorre
Internações/Ano
Mortalidade muito baixa
Óbitos/Ano
Distribuição Regional
Registros concentrados em capitais com serviços avançados

Perguntas Frequentes

1 O que causa keratocone?
Fatores genéticos e biomecânicos promovem afinamento da córnea
2 Como sei se tenho keratocone?
Mudanças na visão, distorção de linhas e necessidade de óculos recorrentes
3 Como é feito o diagnóstico?
Exame completo com topografia e paquimetria; exames de imagem ajudam
4 Existe cura?
Não há cura definitiva; tratamento busca estabilizar a córnea
5 Preciso usar lentes de contato?
Lentes rígidas/esclerais costumam melhorar visão e conforto

Mitos e Verdades

Mito

ficar em frente a telas causa keratocone

Verdade

não há relação direta; genética e biomecânica são centrais

Mito

só crianças são afetadas

Verdade

inicia em adolescentes ou jovens adultos, raramente em idosos

Mito

cirurgia resolve tudo

Verdade

cirurgia corrige visão, requer acompanhamento

Recursos para o Paciente

Onde Buscar Ajuda
Procure oftalmologista para avaliação inicial
Especialista Indicado
Oftalmologista especialista em córnea
Quando Procurar Emergência
Dor intensa, visão reduzida súbita ou olho muito vermelho
Linhas de Apoio
0800-000-0001 ABO suporte Central de visão

CIDs Relacionados

H18.6 H18.5 H18.4 H18.8 H17.9

Aviso Importante

As informações contidas neste site são apenas para fins educacionais e não substituem o aconselhamento médico profissional. Sempre consulte um profissional de saúde qualificado para diagnóstico e tratamento.