contato@nztbr.com
cid cefaleia tensional
CID-10

Cefaleia tensional

Dor de cabeça tensional

Resumo

Dor de cabeça leve a moderada; aperto ao redor da cabeça, alívio com descanso.

Identificação

Código Principal
G44.2
Versão CID
CID-10
Nome Oficial
Cefaleia tensional, nomenclatura OMS para cefaleia primária
Nome em Inglês
Tension-type headache
Outros Nomes
cefaleia de tensões • cefaleia tensional • dor de cabeça tensional • cefaleia de banda • dor de cabeça por tensão
Siglas Comuns
CTH CT CefTens

Classificação

Capítulo CID
Capítulo V - Doenças do sistema nervoso
Categoria Principal
Cefaleias primárias
Subcategoria
Cefaleia tensional
Tipo de Condição
doenca
Natureza
variavel
Gravidade Geral
moderada

Epidemiologia

Prevalência Mundial
Estimativa global: 20-40% da população já teve cefaleia tensional.
Prevalência no Brasil
Brasil apresenta alta prevalência; dados nacionais variam por estudo.
Faixa Etária Principal
Adultos 20-50 anos
Distribuição por Sexo
Predomina em mulheres; relação ~1,2:1 a 2:1
Grupos de Risco
estresse crônico falta de sono sedentarismo uso excessivo de cafeína postura inadequada
Tendência Temporal
Varia pouco ao longo dos anos; permanece estável

Etiologia e Causas

Causa Principal
Origem multifatorial: estresse, sono inadequado e tensão muscular.
Mecanismo Fisiopatológico
Ativação de vias da dor com sensibilidade neural aumentada.
Fatores de Risco
estresse crônico falta de sono sedentarismo uso excessivo de cafeína postura inadequada dor prévia
Fatores de Proteção
higiene do sono atividade física regular técnicas de relaxamento acesso a tratamento precoce
Componente Genético
Contribuição genética moderada; sensibilidade à dor herdada

Manifestações Clínicas

Sintoma Principal
Dor em pressão ao redor da cabeça, bilateral.
Sintomas Frequentes
dor bilateral
sensação de faixa
leve a moderada
pouca náusea
sem fotofobia acentuada
sem vômitos
Sinais de Alerta
  • dor súbita muito forte
  • fraqueza focal
  • fala ou visão alteradas
  • febre alta com rigidez nucal
  • queda súbita de consciência
Evolução Natural
Evolução lenta; crises repetidas podem durar meses sem tratamento
Complicações Possíveis
dor crônica MOH por uso frequente de analgésicos perturbação do sono transtornos de humor

Diagnóstico

Critérios Diagnósticos
Critérios clínicos: dor leve a moderada, bilateral, sem sinais neurológicos.
Exames Laboratoriais
hemograma TSH glicose function renal bioquímica geral
Exames de Imagem
RMN sem alterações TC normal RM sem anormalidades não indicado rotineiramente
Diagnóstico Diferencial
  • enxaqueca sem aura
  • cefaleia em cluster
  • dor facial crônica
  • sinusite com dor
  • neuralgia occipital
Tempo Médio para Diagnóstico
Diagnóstico típico em semanas a meses

Tratamento

Abordagem Geral
Educação, sono adequado, relaxamento e analgesia quando necessário.
Modalidades de Tratamento
1 analgésicos esporádicos
2 terapia cognitivo-comportamental
3 fisioterapia
4 higiene do sono
5 atividade física
Especialidades Envolvidas
clínico neurologista fisioterapeuta psicólogo terapeuta ocupacional
Tempo de Tratamento
Variável; pode exigir semanas a meses
Acompanhamento
Consultas periódicas para ajuste do plano

Prognóstico

Prognóstico Geral
Perspectiva boa com adesão ao tratamento
Fatores de Bom Prognóstico
  • bom controle
  • bom suporte
  • sono regular
  • atividade física
Fatores de Mau Prognóstico
  • uso frequente de analgésicos
  • estresse
  • distúrbios do sono
  • diagnóstico tardio
Qualidade de Vida
Pode manter boa qualidade com manejo adequado

Prevenção

Prevenção Primária
Sono estável, prática de atividade física, manejo do estresse
Medidas Preventivas
higiene do sono
redução de cafeína
pausas ativas
postura ergonômica
hidratação
Rastreamento
Avaliação clínica periódica para monitorar evolução

Dados no Brasil

Poucas internações diretas por cefaleia tensional.
Internações/Ano
Óbitos diretos raros.
Óbitos/Ano
Distribuição Regional
Maior concentração no Sudeste; menor no Norte.

Perguntas Frequentes

1 Cefaleia tensional pode evoluir para enxaqueca?
Pode haver variações; acompanhar padrões ajuda a ajustar o tratamento.
2 Existe cura?
Não há cura definitiva; foco em controle e qualidade de vida.
3 Diagnóstico definitivo?
História clínica estável e exame neurológico sem sinais de alarme sustentam o diagnóstico.
4 Uso diário de analgésicos pode ser ruim?
Uso frequente pode levar MOH; procure orientação para estratégias alternativas.
5 Como prevenir no dia a dia?
Sono regular, hidratação, pausas ativas e alimentação estável ajudam.

Mitos e Verdades

Mito

cefaleia tensional só atinge mulheres.

Verdade

homens e mulheres são afetados.

Mito

dor leve não precisa de avaliação.

Verdade

dor frequente merece avaliação e manejo.

Mito

qualquer dor é sinal de gravidade.

Verdade

muitas são benignas; avaliação clínica confirma.

Recursos para o Paciente

Onde Buscar Ajuda
Procure clínica básica; neurologista se necessário
Especialista Indicado
Neurologista
Quando Procurar Emergência
Dor súbita intensa com fraqueza ou fala alterada exige atendimento
Linhas de Apoio
Disque 136 CVV 188 SUS 0800 011 4000

CIDs Relacionados

G44.2 R51 G43.909 Z53.9 F45.9

Aviso Importante

As informações contidas neste site são apenas para fins educacionais e não substituem o aconselhamento médico profissional. Sempre consulte um profissional de saúde qualificado para diagnóstico e tratamento.