Cefaleia intensa
Dor de cabeça intensa
Resumo
Dor de cabeça intensa é queixa comum; precisa avaliação para excluir causas sérias.
Identificação
- Código Principal
- R51
- Versão CID
- CID-10
- Nome Oficial
- Headache
- Nome em Inglês
- Headache
- Outros Nomes
- cefaleia intensa • dor de cabeça forte • cefalgia severa • dor de cabeça aguda • cefaleia aguda
- Siglas Comuns
- H/A HA DCH
Classificação
- Capítulo CID
- Capítulo XVIII - Sintomas, sinais e achados de exames
- Categoria Principal
- Sinais e sintomas
- Subcategoria
- Dor de cabeça não especificada
- Tipo de Condição
- sintoma
- Natureza
- aguda
- Gravidade Geral
- variável
Epidemiologia
- Prevalência Mundial
- Cefaleias são queixas comuns em todas idades; R51 abrange sinais de dor.
- Prevalência no Brasil
- Cefaleias são motivo frequente de consulta neurológica no Brasil.
- Faixa Etária Principal
- Adultos 25-55 anos
- Distribuição por Sexo
- Leve predileção feminina
- Grupos de Risco
- estresse crônico distúrbios do sono desidratação uso abusivo de analgésicos ambiente ruidoso
- Tendência Temporal
- Varia com estilo de vida; geralmente estável com flutuações.
Etiologia e Causas
- Causa Principal
- Cefaleia primária sem patologia subjacente identificável.
- Mecanismo Fisiopatológico
- ativação do nervo trigemino-vascular com liberação de peptídeos inflamatórios.
- Fatores de Risco
- estresse crônico falta de sono desidratação consumo excessivo de cafeína fatores geneticos uso de álcool
- Fatores de Proteção
- hidratação adequada sono regular gestão de estresse evitar gatilhos conhecidos
- Componente Genético
- Contribuição genética moderada para cefaleias primárias; herança não é determinante.
Manifestações Clínicas
- Sintoma Principal
- Dor de cabeça de início ou recorrente, com padrões variáveis.
- Sintomas Frequentes
-
náuseasfotofobiafonofobiador unilateralsensibilidade à luzdificuldade visual
- Sinais de Alerta
-
- dor súbita com pico em minutos
- fraqueza focal
- confusão
- fala turva
- dor em paciente >50
- Evolução Natural
- Crises podem durar minutos a dias; sem tratamento, crises variam e podem se tornar crônicas.
- Complicações Possíveis
- dor crônica distúrbios do sono transtornos de humor dependência de analgéssicos redução da qualidade de vida
Diagnóstico
- Critérios Diagnósticos
- História clínica detalhada, exclui causas secundárias por exame físico dirigido e exames direcionados.
- Exames Laboratoriais
- Hemograma PCR Glicose Função renal Teste de gravidez
- Exames de Imagem
- RM craniana TC de crânio RM encefálica angio-TC
- Diagnóstico Diferencial
-
- cefaleia tensional
- migraña
- cefaleia HTA
- cefaleia intracraniana por tumor
- neuralgia trigeminal
- Tempo Médio para Diagnóstico
- Dias a semanas, dependendo de acesso a serviços
Tratamento
- Abordagem Geral
- Identificação de gatilhos, hidratação, sono estável e manejo do estresse; abordagem multidisciplinar.
- Modalidades de Tratamento
-
1 Medidas não farmacológicas2 Terapia cognitivo-comportamental3 Fisioterapia4 Educação sobre dor5 Acupuntura
- Especialidades Envolvidas
- Clínico Geral Neurologia Dor Crônica Pediatria Fisioterapia
- Tempo de Tratamento
- Duração variável conforme crises e resposta
- Acompanhamento
- Consultas de retorno a cada 6-12 meses ou conforme necessidade
Prognóstico
- Prognóstico Geral
- Perspectiva geralmente favorável com manejo adequado; crises controladas.
- Fatores de Bom Prognóstico
-
- adaptação de estilo de vida
- bom suporte familiar
- resposta a terapias não farmacológicas
- diagnóstico preciso
- Fatores de Mau Prognóstico
-
- crises refratárias
- dependência de analgésicos
- comorbidades neurológicas
- diagnóstico tardio
- Qualidade de Vida
- Impacto variável; afeta sono, trabalho e bem-estar
Prevenção
- Prevenção Primária
- Rotina de sono estável, hidratação, alimentação equilibrada e manejo de estresse.
- Medidas Preventivas
-
higiene do sonohidratação adequadaevitar cafeína excessivaredução de álcoolatividades físicas regulares
- Rastreamento
- Exames orientados pela clínica; não há rastreamento universal
Dados no Brasil
Perguntas Frequentes
Mitos e Verdades
dor de cabeça sempre é grave.
a maioria é benigna; avaliação clínica orienta o diagnóstico.
apenas remédios pesados funcionam.
mudanças de hábitos e terapias melhoram em muitos casos.
crise passa sozinha sem tratamento.
manejo adequado reduz duração e frequência.
Recursos para o Paciente
- Onde Buscar Ajuda
- Procure clínico geral ou neurologista; vá a pronto atendimento com sinais de alarme.
- Especialista Indicado
- Neurologista
- Quando Procurar Emergência
- Dor súbita com pico rápido, fraqueza focal, confusão ou piora súbita requer avaliação.
- Linhas de Apoio
- 136 - Central SUS SUS Atendimento SAMU 192
CIDs Relacionados
Aviso Importante
As informações contidas neste site são apenas para fins educacionais e não substituem o aconselhamento médico profissional. Sempre consulte um profissional de saúde qualificado para diagnóstico e tratamento.