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cid carie
CID-10

Cárie dental

Cárie dental, cárie dentária

Resumo

Cárie dental é cavidade causada por bactérias; higiene e dieta reduzem o risco.

Identificação

Código Principal
K02
Versão CID
CID-10
Nome Oficial
Cárie dentária
Nome em Inglês
Dental caries
Outros Nomes
cárie dental • carie dentária • carie dental • dano dentário • degradação dentária
Siglas Comuns
K02 K02.9 CID10-K02

Classificação

Capítulo CID
Capítulo II - Doenças da cavidade bucal
Categoria Principal
Doenças dos dentes e tecidos de suporte
Subcategoria
Cárie dentária
Tipo de Condição
doenca
Natureza
cronica
Gravidade Geral
moderada

Epidemiologia

Prevalência Mundial
Globalmente comum; maior incidência em regiões com higiene deficiente.
Prevalência no Brasil
Comum, principalmente em escolares com acesso limitado a cuidado.
Faixa Etária Principal
Crianças em idade escolar e adultos jovens
Distribuição por Sexo
Distribuição similar entre homens e mulheres
Grupos de Risco
higiene bucal pobre baixo escolaridade consumo alto de açúcares pobre acesso a dentista fluoreto insuficiente
Tendência Temporal
Permanece estável globalmente; avanços de prevenção ajudam.

Etiologia e Causas

Causa Principal
Bactérias acidogênicas Streptococcus mutans com biofilme, açúcares e ácidos que desmineralizam esmalte.
Mecanismo Fisiopatológico
Bactérias convertem açúcares em ácidos, desmineralizando esmalte e dentina, formando cavidades.
Fatores de Risco
higiene bucal pobre consumo frequente de açúcares baixos níveis de flúor xerostomia idade jovem fatores socioeconômicos
Fatores de Proteção
fluoretação adequada boa higiene oral controle dietético visitas regulares ao dentista
Componente Genético
Predisposição genética modula o risco, mas não é causa isolada.

Manifestações Clínicas

Sintoma Principal
Dor ao mastigar ou sensibilidade ao calor/frio com manchas visíveis.
Sintomas Frequentes
manchas escuras na superfície
sensibilidade ao quente/frio
dor ao mastigar
dor espontânea em estágios avançados
mau hálito leve
dor localizada
Sinais de Alerta
  • dor súbita com febre
  • inchaço progressivo
  • dor que não passa
  • dor associada a febre
  • aumento de sensibilidade ao toque
Evolução Natural
Sem tratamento, cavidade avança, pode atingir nervo e provocar dor aguda.
Complicações Possíveis
dor crônica abscesso perda dentária infecção pulpar abscesso facial

Diagnóstico

Critérios Diagnósticos
Exame visual/tátil com sonda; radiografias ajudam a confirmar profundidade.
Exames Laboratoriais
radiografia bite-wing radiografia periapical exame clínico fotografia intraoral toma de decisão compartilhada
Exames de Imagem
radiografia bite-wing radiografia periapical CBCT quando indicado imagem intraoral
Diagnóstico Diferencial
  • hipersensibilidade dentinária
  • erosão dental
  • mancha de fluorose
  • traumatismo dental
  • cárie de raiz
Tempo Médio para Diagnóstico
Varia com acesso; diagnóstico médio em semanas.

Tratamento

Abordagem Geral
Remoção de tecido cariado e restauração, com foco em prevenção futura.
Modalidades de Tratamento
1 restauração com resina ou amálgama
2 controle da placa e higiene
3 fluoreto tópico
4 tratamento de canal quando pulpo comprometido
5 exodontia apenas em casos graves
Especialidades Envolvidas
Odontologia preventiva Restauradora Endodontia Periodontia Cirurgia oral
Tempo de Tratamento
Depende da extensão; geralmente várias visitas.
Acompanhamento
Consultas de acompanhamento a cada 6-12 meses para restaurações e higiene.

Prognóstico

Prognóstico Geral
Boa com tratamento e higiene; dentes preservados.
Fatores de Bom Prognóstico
  • intervenção precoce
  • boa higiene
  • acesso a dentista
  • educação em saúde
Fatores de Mau Prognóstico
  • diagnóstico tardio
  • higiene bucal precária
  • consumo excessivo de açúcares
  • falta de fluoreto
Qualidade de Vida
Melhora com tratamento; higiene influencia bem-estar diário.

Prevenção

Prevenção Primária
Higiene diária, redução de açúcares, fluoreto, visitas ao dentista.
Medidas Preventivas
escovação após cada refeição
fio dental
fluoreto tópico
reduzir doces
fluoretação da água
Rastreamento
Exames preventivos a cada 6-12 meses conforme recomendação.

Dados no Brasil

Não costuma exigir internação.
Internações/Ano
Mortalidade muito baixa quando tratado.
Óbitos/Ano
Distribuição Regional
Prevalência maior em áreas com menor acesso à saúde bucal.

Perguntas Frequentes

1 É possível curar cárie?
Não há cura; restaurações interrompem a progressão.
2 Quais sinais de alerta?
Dor intensa, inchaço ou sensibilidade persistente.
3 É preciso tratar cedo?
Sim, diagnóstico precoce evita danos maiores.
4 Como prevenir?
Higiene, dieta com menos açúcar e visitas regulares.
5 Posso lidar em casa?
Boa higiene e dieta ajudam, mas restauração necessária.

Mitos e Verdades

Mito

Escovação forte elimina cárie.

Verdade

Não; reduz risco com técnica correta.

Mito

Cárie só afeta crianças.

Verdade

Pode afetar qualquer idade; prevenção é essencial.

Mito

A água com açúcar cura dor.

Verdade

Água não cura; higiene funciona melhor.

Recursos para o Paciente

Onde Buscar Ajuda
Consulte dentista ou clínica de saúde bucal próxima.
Especialista Indicado
Odontologista ou dentista geral.
Quando Procurar Emergência
Dor intensa, face inchada, febre ou dificuldade respiratória: vá ao pronto atendimento.
Linhas de Apoio
Disque SUS 136 Centro de saúde PS municipal

CIDs Relacionados

K02 K02.0 K02.1 K02.9 K02.2

Aviso Importante

As informações contidas neste site são apenas para fins educacionais e não substituem o aconselhamento médico profissional. Sempre consulte um profissional de saúde qualificado para diagnóstico e tratamento.