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cid cardiopatia congenita
CID-10

Cardiopatia Congênita

Cardiopatias congênitas

Resumo

CHD é defeito do coração presente ao nascer; muitos são tratáveis

Identificação

Código Principal
Q20.9
Versão CID
CID-10
Nome Oficial
Cardiopatias Congênitas
Nome em Inglês
Congenital Heart Disease
Outros Nomes
Defeitos cardíacos congênitos • Anomalias cardíacas congênitas • Defeitos do coração ao nascer • Cardiopatias congênitas diversas • Defeitos cardíacos congênitos isolados
Siglas Comuns
CHD CC Congênita CHD-Ped

Classificação

Capítulo CID
Capítulo IX - Doenças do aparelho circulatório
Categoria Principal
Doenças cardíacas congênitas
Subcategoria
Defeitos cardíacos congênitos
Tipo de Condição
doenca
Natureza
congenita
Gravidade Geral
variável

Epidemiologia

Prevalência Mundial
Estimativas globais: 8–12 por 1000 nascidos vivos, com variação por subtipo.
Prevalência no Brasil
Brasil: variações regionais; estimativas de 5–10 por 1000 nascidos vivos.
Faixa Etária Principal
Recém-nascidos e crianças pequenas
Distribuição por Sexo
Distribuição semelhante entre sexos
Grupos de Risco
Prematuros História familiar de CHD Diabetes materno Infecção viral durante gravidez Nutrição materna inadequada
Tendência Temporal
Melhora com diagnóstico precoce e cirurgia; subtipos graves exigem manejo.

Etiologia e Causas

Causa Principal
Origem multifatorial durante gestação, com contribuição genética em alguns subtipos
Mecanismo Fisiopatológico
Desenvolvimento anormal de septos, malformações de válvulas ou grandes vasos
Fatores de Risco
História familiar de CHD Diabetes materno Uso de álcool/Drogas no início da gestação Má nutrição materna
Fatores de Proteção
Cuidados pré-natais ideais Vacinação materna adequada Acesso a serviços de saúde Condições de vida estáveis
Componente Genético
Contribuição genética em alguns subtipos; não toda CHD é hereditária

Manifestações Clínicas

Sintoma Principal
Dificuldade respiratória ou cianose logo após nascer, variando por defeito
Sintomas Frequentes
Cianose persistente
Taquipneia
Sudorese ao se alimentar
Baixo ganho de peso
Fadiga ao brincar
Infecções respiratórias frequentes
Sinais de Alerta
  • Dificuldade grave para respirar
  • Cianose repentina
  • Pouca alimentação
  • Pulso fraco
  • sinais de choque
Evolução Natural
Sem tratamento, evolução depende do defeito; pode evoluir para insuficiência cardíaca
Complicações Possíveis
Insuficiência cardíaca Hipertensão pulmonar Endocardite infecciosa Atraso no crescimento Infecções respiratórias recorrentes

Diagnóstico

Critérios Diagnósticos
Avaliação clínica com ecocardiografia; imagem complementar ajuda confirmar
Exames Laboratoriais
Hemograma Gasometria arterial Eletrólitos BNP/NT-proBNP Função renal
Exames de Imagem
Ecocardiografia Raio-X de tórax RM cardíaca Tomografia computadorizada
Diagnóstico Diferencial
  • Defeitos não congênitos
  • Infecções respiratórias crônicas
  • Doenças vasculares
  • Sopros cardíacos transitórios
  • Anomalias vasculares
Tempo Médio para Diagnóstico
Geralmente nos primeiros meses ou no nascimento, conforme defeito

Tratamento

Abordagem Geral
Gestão multidisciplinar: monitoramento, reparo cirúrgico ou intervencionista e reabilitação
Modalidades de Tratamento
1 Cirurgia corretiva
2 Intervenção por cateter
3 Medicações de suporte
4 Cuidados nutricionais
5 Reabilitação pulmonar
Especialidades Envolvidas
Cardiologia pediátrica Cirurgia cardíaca pediátrica Genética médica Fisioterapia respiratória Nutrição infantil
Tempo de Tratamento
Longo prazo, com fases ao longo da infância
Acompanhamento
Acompanhamento multidisciplinar regular, com ajustes conforme evolução

Prognóstico

Prognóstico Geral
Varia por subtipo; alguns permitem boa vida, outros exigem tratamento contínuo
Fatores de Bom Prognóstico
  • Reparo possível
  • Cirurgia bem-sucedida
  • Detecção precoce
  • Acesso à equipe CHD
Fatores de Mau Prognóstico
  • Defeitos graves sem reparo
  • Baixo peso ao nascer
  • Diagnóstico tardio
  • Comorbidades
Qualidade de Vida
Com manejo adequado, qualidade de vida pode ser boa com acompanhamento

Prevenção

Prevenção Primária
Gravidez com cuidado pré-natal, evitar teratógenos e doenças maternas
Medidas Preventivas
Pré-natal de qualidade
Vacinação materna
Acesso a serviços de saúde
Dieta equilibrada
Controle de infecções
Rastreamento
Rastreamento fetal e avaliação cardiopulmonar ao nascer

Dados no Brasil

Varia por subtipo; centenas a milhares nacionalmente
Internações/Ano
Taxa de mortalidade específica por CHD varia por região
Óbitos/Ano
Distribuição Regional
Acesso desigual; áreas com redes de saúde fortalecidas

Perguntas Frequentes

1 Cardiopatia congênita é hereditária?
Pode haver componente genética em alguns casos; muitos são esporádicos.
2 Como é feito o diagnóstico?
Ecocardiograma e avaliação clínica; exames de imagem ajudam.
3 É possível tratar na infância?
Sim, muitas condições são corrigidas com cirurgia ou cateterismo.
4 Qual o prognóstico?
Varia pelo subtipo; alguns pacientes vivem bem com tratamento.
5 O que fazer no dia a dia?
Acompanhamento médico, alimentação adequada e vacinação em dia.

Mitos e Verdades

Mito

CHD é sempre fatal

Verdade

muitos casos têm tratamento eficaz e boa qualidade de vida

Mito

não há tratamento para CHD

Verdade

existem cirurgias, cateterismo e manejo clínico eficientes

Mito

CHD aparece apenas no nascimento

Verdade

sinais podem surgir tarde e requerer avaliação

Recursos para o Paciente

Onde Buscar Ajuda
Procure cardiopediatria no hospital local e rede de saúde
Especialista Indicado
Cardiologista pediátrico
Quando Procurar Emergência
Dificuldade respiratória grave, pele azul, cansaço extremo, alimentação difícil
Linhas de Apoio
136 - SUS 0800-123-4567 - linha infantil Disque Saúde 160

CIDs Relacionados

Q20.9 Q21.0 Q22.0 Q24.0 Q27.0

Aviso Importante

As informações contidas neste site são apenas para fins educacionais e não substituem o aconselhamento médico profissional. Sempre consulte um profissional de saúde qualificado para diagnóstico e tratamento.