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cid cardiomiopatia dilatada
CID-10

Cardiomiopatia dilatada

Doença do coração com ventrículo dilatado

Resumo

Doença do coração que dilata e compromete o bombeamento.

Identificação

Código Principal
I42.0
Versão CID
CID-10
Nome Oficial
Cardiomiopatia dilatada
Nome em Inglês
Dilated Cardiomyopathy
Outros Nomes
DCM • cardiomiopatia dilatada • miocardiopatia dilatada • dilated cardiomyopathy • cardiomiopatia de ventrículo dilatado
Siglas Comuns
DCM IDCM DCM Idiopática

Classificação

Capítulo CID
Capítulo IX - Doenças do aparelho circulatório
Categoria Principal
Doenças do músculo cardíaco
Subcategoria
Cardiomiopatias
Tipo de Condição
doenca
Natureza
cronica
Gravidade Geral
moderada

Epidemiologia

Prevalência Mundial
Prevalência global estimada entre 1,0 a 2,0 por 1.000 adultos, com variações por etnia e método diagnóstico.
Prevalência no Brasil
Brasil possui dados limitados; prevalência tende a similar à mundial em algumas regiões.
Faixa Etária Principal
Adultos de 40 anos ou mais
Distribuição por Sexo
Proporção próxima de homens e mulheres; variação regional.
Grupos de Risco
história familiar de DCM HAS/diabetes e obesidade alcoolismo crônico drogas cardiotóxicas infecção viral prévia
Tendência Temporal
Tendência estável na maioria dos países; maior detecção com ecocardiografia.

Etiologia e Causas

Causa Principal
Multifatorial: genética, infecções virais, intoxicação alcoólica e fatores ambientais; muitos são idiopáticos.
Mecanismo Fisiopatológico
Dano progressivo do miocárdio leva à dilatação e fraqueza de bombeamento.
Fatores de Risco
história familiar de DCM HAS crônica diabetes obesidade álcool crônico infecção viral prévia
Fatores de Proteção
controle da PA atividade física regular evitar álcool não fumar
Componente Genético
Herança identificada em 20-50%; cartilha genética aponta TTN, LMNA, DSP.

Manifestações Clínicas

Sintoma Principal
Fadiga e falta de ar ao esforço.
Sintomas Frequentes
falta de ar ao esforço
fadiga
edema de membros
palpitações
taquicardia
tontura leve
Sinais de Alerta
  • dispneia grave
  • edema agudo de pulmão
  • hipotensão
  • síncope
  • dor torácica súbita
Evolução Natural
Progride lentamente; IC é a principal complicação sem tratamento.
Complicações Possíveis
insuficiência cardíaca arritmias tromboembolismo morte súbita embolias

Diagnóstico

Critérios Diagnósticos
Ventrículo dilatado com FE reduzida, sem doença coronariana significativa; confirmação por ecocardiograma/RM.
Exames Laboratoriais
NT-proBNP elevado troponina não estática hemograma função renal perfil hepático
Exames de Imagem
ecocardiograma RM cardíaca TC coronária quando indicado cintilografia ventricular
Diagnóstico Diferencial
  • cardiopatia isquêmica
  • cardiomiopatia restritiva
  • cardiopatia hipertensiva
  • miocardite
  • valvopatia grave
Tempo Médio para Diagnóstico
Tempo de confirmação varia; pode levar meses.

Tratamento

Abordagem Geral
Manejo da IC, ritmo e fatores de risco, com objetivo de sintoma controlado.
Modalidades de Tratamento
1 IECA/BRA e betabloqueadores
2 Diuréticos
3 Anticoagulantes quando indicado
4 Reabilitação cardíaca
5 Transplante em casos graves
Especialidades Envolvidas
Cardiologia Genética Reabilitação cardíaca Nutrição Fisioterapia
Tempo de Tratamento
Tratamento contínuo, ajustes conforme evolução.
Acompanhamento
Acompanhamento semestral com ecocardiografia.

Prognóstico

Prognóstico Geral
Varia com função ventricular e adesão; alguns evoluem estáveis, outros progridem.
Fatores de Bom Prognóstico
  • boa resposta a betabloqueadores
  • FE moderadamente reduzida
  • função renal estável
  • poucas comorbidades
Fatores de Mau Prognóstico
  • arritmias graves
  • FE muito baixa
  • IC refratária
  • comorbidades elevadas
Qualidade de Vida
Impacto significativo; melhora com tratamento adequado.

Prevenção

Prevenção Primária
Não há método único; controlar fatores de risco e avaliar genética em famílias.
Medidas Preventivas
controle da PA
atividade física regular
evitar álcool
vacinação adequada
sono adequado
Rastreamento
Rastreamento familiar com avaliação clínica e ecocardiografia.

Dados no Brasil

Centenas a milhares de internações anuais.
Internações/Ano
Mortalidade moderada; varia por região.
Óbitos/Ano
Distribuição Regional
Regiões com acesso variado a diagnóstico e tratamento.

Perguntas Frequentes

1 Quais são os sintomas comuns da DCM?
Fadiga, falta de ar e inchaço nas pernas são comuns.
2 A DCM pode recidivar?
Sim, com progressão ou falha no tratamento.
3 Como é feito o diagnóstico?
Ecocardiograma e RM ajudam, com exclusão de isquemia.
4 Há prevenção específica?
Não há modo único; controlar fatores de risco ajuda.
5 A doença impede atividades diárias?
Pode limitar temporariamente; reabilitação ajuda.

Mitos e Verdades

Mito

DCM só afeta idosos

Verdade

Variações etárias são comuns; jovens podem ter.

Mito

remédios simples curam

Verdade

Tratamento reduz sintomas, não cura total.

Mito

DCM sempre é genética

Verdade

Muitos casos são idiopáticos; genética é apenas parte.

Recursos para o Paciente

Onde Buscar Ajuda
Procure cardiologista ou pronto atendimento se piorar.
Especialista Indicado
Cardiologista
Quando Procurar Emergência
Dor no peito com falta de ar grave, procure pronto-socorro.
Linhas de Apoio
Ligue 136 (SUS) Central de atendimento de saúde local

CIDs Relacionados

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Aviso Importante

As informações contidas neste site são apenas para fins educacionais e não substituem o aconselhamento médico profissional. Sempre consulte um profissional de saúde qualificado para diagnóstico e tratamento.