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cid c90
CID-10

Mieloma múltiplo e plasmócitos malignos

Mieloma múltiplo

Resumo

Mieloma é câncer de plasmócitos na medula que afeta ossos e rins; tratamentos atuais ajudam controle.

Identificação

Código Principal
C90
Versão CID
CID-10
Nome Oficial
Neoplasia maligna de plasmócitos
Nome em Inglês
Malignant plasma cell neoplasm (myeloma)
Outros Nomes
Mieloma múltiplo • Neoplasia de plasmócitos • Mieloma plasmocítico • Plasmocitose maligna • Mieloma de células plasmáticas
Siglas Comuns
MM

Classificação

Capítulo CID
Capítulo II - Neoplasias hematológicas
Categoria Principal
Neoplasias malignas de plasmócitos
Subcategoria
C90.0-C90.2
Tipo de Condição
doenca
Natureza
neoplasica
Gravidade Geral
moderada

Epidemiologia

Prevalência Mundial
Estimativa global: ~1% dos cânceres; ~1-2 casos por 100 mil por ano.
Prevalência no Brasil
Brasil: incidência em idosos, com variação regional.
Faixa Etária Principal
Média acima de 60 anos
Distribuição por Sexo
Leve predomínio masculino
Grupos de Risco
Idade avançada Sexo masculino História familiar Exposição ocupacional a pesticidas Síndromes monoclonais
Tendência Temporal
Aumento gradual com envelhecimento populacional

Etiologia e Causas

Causa Principal
Transformação clonal de plasmócitos com alterações genéticas
Mecanismo Fisiopatológico
Proliferação clonal de plasmócitos anormais, produzindo imunoglobulinas anormais, com dano ósseo, anemia e disfunção renal.
Fatores de Risco
Idade avançada Sexo masculino História familiar Exposição a pesticidas Fatores genéticos Inflamação crônica
Fatores de Proteção
Estilo de vida saudável Controle de infecções Hidratação adequada Acompanhamento médico regular
Componente Genético
Alterações cromossômicas frequentes influenciam curso e resposta.

Manifestações Clínicas

Sintoma Principal
Dor óssea persistente, especialmente coluna, quadris ou costelas.
Sintomas Frequentes
Dor óssea recorrente
Fadiga
Infecções frequentes
Anemia
Fraqueza
Perda de peso
Sinais de Alerta
  • Dor que piora
  • Fraturas sem trauma
  • Infecções graves
  • Cansaço extremo
  • Sangramento incomum
Evolução Natural
Sem tratamento, progresão com danos ósseos, anemia e falência renal
Complicações Possíveis
Fraturas osteoporóticas Insuficiência renal Infecções graves Hipercalcemia Neuropatia

Diagnóstico

Critérios Diagnósticos
Clonagem plasmocítica na medula óssea e proteína monoclonal no sangue/urina
Exames Laboratoriais
Hemograma ESR/proteína plasmática Imunofixação Creatinina Calcio
Exames de Imagem
Radiografia/DEXA RM coluna TC PET-CT
Diagnóstico Diferencial
  • Linfoma
  • Leucemia
  • Doença óssea metastática
  • Linfopatia plasmocítica
  • Amiloidose
Tempo Médio para Diagnóstico
Varia; pode levar meses até confirmação

Tratamento

Abordagem Geral
Controle de plasmócitos, redução de danos ósseos e manejo renal
Modalidades de Tratamento
1 Quimioterapia antiplasmocítica
2 Terapia alvo/proteassomo
3 Imunoterapia
4 Transplante de células-tronco
5 Radioterapia p/ lesões
Especialidades Envolvidas
Hematologia Nefrologia Ortopedia Radioterapia Nutrição Fisioterapia
Tempo de Tratamento
Duração varia conforme protocolo; meses a anos
Acompanhamento
Consultas regulares a cada 1-3 meses, com exames de sangue e função renal

Prognóstico

Prognóstico Geral
Varia amplamente; tratamento moderno oferece controle duradouro
Fatores de Bom Prognóstico
  • ISS I
  • Boa resposta inicial
  • Função renal preservada
  • Carga tumoral baixa
Fatores de Mau Prognóstico
  • ISS III
  • Carga M elevada
  • Insuficiência renal avançada
  • Doença agressiva
Qualidade de Vida
Vida diária pode piorar durante tratamento; melhora com manejo adequado

Prevenção

Prevenção Primária
Não há prevenção específica; reduzir exposições e manter imunizações em dia
Medidas Preventivas
Acompanhamento médico regular
Vacinação conforme orientação
Controle de infecções
Hidratação
Nutrição equilibrada
Rastreamento
Acompanhamento com proteina monoclonal e função renal para recaída

Dados no Brasil

Varia por ano; dezenas de milhares no Brasil
Internações/Ano
Mortalidade variável com idade e acesso ao tratamento
Óbitos/Ano
Distribuição Regional
Distribuição desigual; maior impacto em regiões com população idosa

Perguntas Frequentes

1 Mieloma é contagioso?
Não; doença não se transmite entre pessoas.
2 Quais são os sintomas iniciais?
Dor óssea, fadiga e infecções frequentes aparecem cedo.
3 Como é feito o diagnóstico?
Exames de sangue, urina, imagem e biópsia da medula.
4 Qual é o tratamento típico?
Quimioterapia, imunoterapia, terapias-alvo e, às vezes, transplante.
5 É possível prevenir?
Não há prevenção específica; foco em controle de infecções e bem-estar.

Mitos e Verdades

Mito

mieloma é contagioso.

Verdade

não é contagioso; envolve plasmócitos.

Mito

só idosos sofrem.

Verdade

jovens podem ser afetados, embora raro.

Mito

não há tratamento eficaz.

Verdade

terapias modernas controlam a doença.

Recursos para o Paciente

Onde Buscar Ajuda
Procure médico de família ou hematologista para avaliação inicial
Especialista Indicado
Hematologista
Quando Procurar Emergência
Dor intensa, falta de ar, fraturas sem trauma, febre alta ou confusão
Linhas de Apoio
Ligue 188 (SUS) Central de apoio ao paciente Linha MS - apoio médico

CIDs Relacionados

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Aviso Importante

As informações contidas neste site são apenas para fins educacionais e não substituem o aconselhamento médico profissional. Sempre consulte um profissional de saúde qualificado para diagnóstico e tratamento.