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cid c64
CID-10

Neoplasia maligna do corpo do útero

Câncer do corpo do útero

Resumo

Câncer do corpo do útero é câncer ginecológico comum, tratado com cirurgia e cuidado a seguir.

Identificação

Código Principal
C64
Versão CID
CID-10
Nome Oficial
Malignant neoplasm of corpus uteri
Nome em Inglês
Malignant neoplasm of corpus uteri
Outros Nomes
Câncer uterino de corpo • Carcinoma endometrial • Neoplasia do endométrio maligno • Tumor uterino maligno • Câncer do corpo uterino
Siglas Comuns
CCU CMU CUU

Classificação

Capítulo CID
Capítulo II - Neoplasias
Categoria Principal
Neoplasias malignas do sistema reprodutor feminino
Subcategoria
Corpo do útero
Tipo de Condição
doenca
Natureza
neoplasica
Gravidade Geral
grave

Epidemiologia

Prevalência Mundial
Câncer do corpo uterino é menos comum que o colo; incidência aumenta com idade
Prevalência no Brasil
Mais frequente em mulheres após 50 anos; variação regional
Faixa Etária Principal
50-70 anos
Distribuição por Sexo
Predominantemente mulheres
Grupos de Risco
Idade avançada Obesidade Anovulação crônica Hiperplasia endometrial Diabetes
Tendência Temporal
Aumento com obesidade e envelhecimento populacional

Etiologia e Causas

Causa Principal
Estrogênio excessivo sem progesterona favorece hiperplasia endometrial
Mecanismo Fisiopatológico
Estrogenio excessivo leva a hiperplasia, com progressão tumoral
Fatores de Risco
Idade avançada Obesidade Diabetes Hipertensão Anovulação Hereditariedade
Fatores de Proteção
Gravidez prolongada Uso de progestáneos Contracepção hormonal combinada Atividade física regular
Componente Genético
Síndrome de Lynch aumenta risco; predisposição familiar

Manifestações Clínicas

Sintoma Principal
Sangramento uterino anormal, sobretudo pós-menopausa
Sintomas Frequentes
Sangramento irregular
Dor pélvica
Perda de peso gradual
Secreção vaginal
Fadiga
Anemia
Sinais de Alerta
  • Sangramento pós-menopausa
  • Dor severa persistente
  • Perda de peso sem explicação
  • Dor na pelve
Evolução Natural
Progride ao longo de meses a anos sem tratamento
Complicações Possíveis
Metástases Anemia Infecção pós-operatória Trombose

Diagnóstico

Critérios Diagnósticos
História, exame, biópsia confirmatória; endométrio espessado
Exames Laboratoriais
Hemograma Função renal Função hepática Beta-hCG Perfil hormonal
Exames de Imagem
US transvaginal RM pélvico TC abdômino-pélvico PET-CT em estadiamento
Diagnóstico Diferencial
  • Hiperplasia endometrial
  • Câncer de colo
  • Mioma com sangramento
  • Atrofia endometrial
Tempo Médio para Diagnóstico
Meses até confirmação, com avaliação de estadiamento

Tratamento

Abordagem Geral
Cirurgia principal; adjuvante depende do estadiamento e histologia
Modalidades de Tratamento
1 Cirurgia (histerectomia)
2 Radioterapia
3 Quimioterapia
4 Terapia hormonal
5 Cuidados paliativos
Especialidades Envolvidas
Ginecologia Oncologia médica Radioterapia Cirurgia oncológica Radiologia
Tempo de Tratamento
Varia com estágio e resposta; meses a anos
Acompanhamento
Consultas regulares, exames de imagem e exames de sangue

Prognóstico

Prognóstico Geral
Depende de estágio e resposta; diagnóstico precoce melhora.
Fatores de Bom Prognóstico
  • Estágio inicial
  • Histologia bem diferenciada
  • Confinamento ao útero
  • Resposta cirúrgica completa
Fatores de Mau Prognóstico
  • Estágio avançado
  • Metástases
  • Histologia agressiva
  • Comorbidades graves
Qualidade de Vida
Pode melhorar com tratamento; monitoramento é essencial

Prevenção

Prevenção Primária
Controle de fatores de risco: peso, hormônios, saúde geral
Medidas Preventivas
Controle de obesidade
Tratamento de hiperplasia endometrial
Uso de hormônios com progesterona
Rotina ginecológica
Gestão de diabetes
Rastreamento
Não há triagem universal; discutir exames com médico de confiança

Dados no Brasil

Centenas a milhares de internações anuais
Internações/Ano
Óbitos anuais relevantes; depende de estágio
Óbitos/Ano
Distribuição Regional
Incidência maior em regiões com diagnóstico acessível

Perguntas Frequentes

1 Quais são os fatores de risco?
Idade >50, obesidade, diabetes, hipertensão, hiperplasia endometrial
2 Como é feito o diagnóstico?
História, exame, biópsia endometrial e exames de imagem
3 Qual o papel da cirurgia?
Histerectomia é tratamento central na maioria dos estágios
4 Posso prevenir com dieta?
Manter peso saudável e evitar hormônios estrogênicos sem progesterona ajudam
5 Qual é o prognóstico?
Depende do estágio; estadiamento precoce traz melhores chances

Mitos e Verdades

Mito

A doença é rara em mulheres jovens

Verdade

Risco aumenta com idade e fatores de obesidade

Mito

Tratamento demora anos

Verdade

Pode ser eficaz com cirurgia e adjuvância

Mito

Dietas curam

Verdade

Dietas ajudam, mas não curam; acompanhamento é essencial

Recursos para o Paciente

Onde Buscar Ajuda
Procure ginecologista ou oncologista; serviços de saúde
Especialista Indicado
Ginecologista/Oncologista
Quando Procurar Emergência
Sangramento intenso, dor forte, desmaio
Linhas de Apoio
SUS 136 Centros de apoio locais Ligações de saúde

CIDs Relacionados

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Aviso Importante

As informações contidas neste site são apenas para fins educacionais e não substituem o aconselhamento médico profissional. Sempre consulte um profissional de saúde qualificado para diagnóstico e tratamento.