Neoplasia maligna do ovário
Câncer de ovário
Resumo
Câncer de ovário é tumor raro; diagnóstico depende de exames, biópsia e monitoramento
Identificação
- Código Principal
- C56.9
- Versão CID
- CID-10
- Nome Oficial
- Neoplasia maligna do ovário (C56)
- Nome em Inglês
- Ovarian Malignant Neoplasm
- Outros Nomes
- Carcinoma ovariano • Câncer do ovário • Neoplasia ovariana • Tumor ovariano • Oncologia do ovário
- Siglas Comuns
- CA-125 CA125 C56
Classificação
- Capítulo CID
- Capítulo II - Neoplasias
- Categoria Principal
- Neoplasias malignas do sistema reprodutor feminino
- Subcategoria
- Ovariano
- Tipo de Condição
- doenca
- Natureza
- neoplasica
- Gravidade Geral
- grave
Epidemiologia
- Prevalência Mundial
- Estimativas globais apontam milhares de casos novos anuais; mortalidade elevada entre cânceres ginecológicos.
- Prevalência no Brasil
- Brasil apresenta carga variável; diagnóstico muitas vezes tardio, impacto social significativo.
- Faixa Etária Principal
- Mulheres entre 50 e 70 anos
- Distribuição por Sexo
- Predominantemente mulheres; casos em homens são raros
- Grupos de Risco
- Idade avançada Mutação BRCA1/BRCA2 História familiar de câncer ginecológico Nulliparidade Endometriose
- Tendência Temporal
- Números estáveis a levemente crescentes pela idade média da população
Etiologia e Causas
- Causa Principal
- Origem multifatorial envolvendo genética, idade, hormônios e fatores ambientais
- Mecanismo Fisiopatológico
- Mutação genética facilita crescimento tumoral e disseminação peritoneal com angiogênese
- Fatores de Risco
- Idade avançada Mutação BRCA1/BRCA2 História familiar de câncer ginecológico Nulliparidade Uso prolongado de hormônios Endometriose
- Fatores de Proteção
- Gravidez e amamentação Anticoncepcionais de longa duração Cirurgia profilática em alto risco Peso saudável e atividade física
- Componente Genético
- Contribuição genética significativa em portadores BRCA; herança autossômica dominante
Manifestações Clínicas
- Sintoma Principal
- Dor abdominal suave ou sensação de plenitude persistente
- Sintomas Frequentes
-
Inchaço abdominal progressivoSinais de plenitude precoceDor pélvica baixaFadiga persistentePerda de apetiteMudanças no trânsito intestinal
- Sinais de Alerta
-
- Dor abdominal súbita e intensa
- Icterícia súbita
- OBSTRUÇÃO intestinal aguda
- Massas abdominais palpáveis
- Febre com calafrios persistentes
- Evolução Natural
- Sem tratamento, tumor cresce, invade estruturas e pode se disseminar
- Complicações Possíveis
- Ascite persistente Metástases peritoneais Obstrução intestinal Falência de órgãos Dor crônica pós-tratamento
Diagnóstico
- Critérios Diagnósticos
- Suspeita com avaliação clínica, imagem e confirmação histológica
- Exames Laboratoriais
- CA-125 elevado HE4 Hemograma Função hepática Painéis genéticos BRCA
- Exames de Imagem
- Ultrassom transvaginal TC abdômen/pélvis RM PET-CT se indicado
- Diagnóstico Diferencial
-
- Endometriose
- Quisto ovariano benigno
- Abscesso pélvico
- Metástase de outro órgão
- Leiomioma
- Tempo Médio para Diagnóstico
- Tempo variável; diagnóstico frequentemente tardio
Tratamento
- Abordagem Geral
- Equipe multidisciplinar buscando controle da doença e qualidade de vida
- Modalidades de Tratamento
-
1 Cirurgia de cytoredução2 Quimioterapia adjuvante/neoadjuvante3 Terapia-alvo conforme mutação4 Cuidados paliativos5 Suporte nutricional
- Especialidades Envolvidas
- Ginecologia oncológica Oncologia médica Cirurgia oncológica Radiologia Genética médica
- Tempo de Tratamento
- Duração variável conforme estágio e resposta
- Acompanhamento
- Visitas periódicas, exames de imagem e monitoramento de CA-125
Prognóstico
- Prognóstico Geral
- Depende do estágio; fases iniciais têm melhor perspectiva
- Fatores de Bom Prognóstico
-
- Estágio I/II ao diagnóstico
- Ressecção completa
- Baixo CA-125 pós-tratamento
- Boa resposta à quimioterapia
- Fatores de Mau Prognóstico
-
- Estágio III/IV
- Resíduo tumoral
- Mutação BRCA resistente
- Piora clínica durante tratamento
- Qualidade de Vida
- Impacto significativo; suporte multidisciplinar ajuda
Prevenção
- Prevenção Primária
- Não há prevenção simples; manter saúde e relatar sinais precocemente
- Medidas Preventivas
-
Consulta regular com ginecologistaUso adequado de contraceptivosCirurgia profilática em alto riscoEstilo de vida saudávelAvaliação familiar de risco
- Rastreamento
- Rastreamento não universal; foco em risco alto com avaliação especializada
Dados no Brasil
Perguntas Frequentes
Mitos e Verdades
câncer de ovário sempre provoca sintomas cedo
doença pode ser silenciosa; exames ajudam a identificar cedo
CA-125 sozinho confirma diagnóstico
CA-125 é apenas marcador auxiliar; confirmação exige imagem e biópsia
tratamento é doloroso sem benefício
terapias modernas visam controle da doença e qualidade de vida
Recursos para o Paciente
- Onde Buscar Ajuda
- Procure ginecologista ou oncologista; início com consulta pode esclarecer sinais
- Especialista Indicado
- Ginecologista oncológico
- Quando Procurar Emergência
- Dor abdominal forte, vômitos persistentes, febre alta ou sangramento anormal
- Linhas de Apoio
- Disque SUS 136 Centros de referência oncológica Hospitais públicos locais
CIDs Relacionados
Aviso Importante
As informações contidas neste site são apenas para fins educacionais e não substituem o aconselhamento médico profissional. Sempre consulte um profissional de saúde qualificado para diagnóstico e tratamento.