contato@nztbr.com
cid c53
CID-10

Carcinoma do colo do útero

Câncer de colo do útero

Resumo

Câncer cervical é causado por HPV; rastreamento salva vidas.

Identificação

Código Principal
C53
Versão CID
CID-10
Nome Oficial
Malignant neoplasm of cervix uteri
Nome em Inglês
Cervical cancer
Outros Nomes
Carcinoma cervical • Câncer do colo uterino • Neoplasia maligna do colo do útero • Cervical cancer • Carcinoma cervicis uteri
Siglas Comuns
CCU CaCu CCR

Classificação

Capítulo CID
Capítulo II - Neoplasias
Categoria Principal
Neoplasia maligna
Subcategoria
Neoplasia maligna do colo do útero
Tipo de Condição
doenca
Natureza
cronica
Gravidade Geral
variavel

Epidemiologia

Prevalência Mundial
Globalmente, câncer cervical é comum; distribuição depende de HPV, vacinação e triagem.
Prevalência no Brasil
Brasil apresenta alta carga; desigualdades regionais moldam as taxas.
Faixa Etária Principal
Mulheres entre 25 e 64 anos
Distribuição por Sexo
Predominantemente feminino; homens pouco afetados
Grupos de Risco
HPV de alto risco persistente Baixa vacinação HPV Tabagismo Imunossupressão Desigualdades sociais DSTs
Tendência Temporal
Queda na mortalidade com rastreamento e vacinação; ainda há disparidades.

Etiologia e Causas

Causa Principal
Infecção por HPV de alto risco (principal etiologia)
Mecanismo Fisiopatológico
HPV de alto risco induz alterações genéticas, promovendo displasia e progressão a câncer
Fatores de Risco
HPV de alto risco persistente Múltiplos parceiros sexuais Primeira relação precoce Tabagismo Baixo acesso à saúde Desigualdades sociais
Fatores de Proteção
Vacinação HPV Papanicolau regular Uso de preservativo Gestão de infecções sexuais
Componente Genético
Contribuição genética moderada; histórico familiar aumenta o risco

Manifestações Clínicas

Sintoma Principal
Poucos sintomas no início; sangramento irregular é comum
Sintomas Frequentes
Sangramento entre períodos
Sangramento após relação
Dor pélvica
Corrimento anormal
Dor durante relação
Perda de peso em estágios avançados
Sinais de Alerta
  • Sangramento pós-menopausa
  • Dor pélvica intensa
  • Febre persistente
  • Inchaço abdominal
  • Dificuldade para urinar
Evolução Natural
Se não tratado, evolução lenta da displasia ao câncer invasivo
Complicações Possíveis
Metástases Infertilidade Dor crônica pélvica Obstrução urinária Hidronefrose

Diagnóstico

Critérios Diagnósticos
Citologia anormal, confirmação por biópsia com histologia
Exames Laboratoriais
Citologia cervical HPV-DNA Hemograma Função renal Função hepática
Exames de Imagem
Colposcopia com biópsia RM cervico-pélvica TC abdômen PET-CT opcional
Diagnóstico Diferencial
  • Cervicite crônica
  • Lesões benignas cervicais
  • Adenocarcinoma in situ
  • Mioma do colo
  • Metástases cervicais
Tempo Médio para Diagnóstico
Tempo médio depende de acesso a rastreamento; muitos casos diagnosticados tardiamente

Tratamento

Abordagem Geral
Abordagem multimodal: cirurgia, radioterapia e quimioterapia conforme estágio
Modalidades de Tratamento
1 Cirurgia
2 Radioterapia
3 Quimioterapia
4 Quimiorradioterapia
5 Seguimento oncológico
Especialidades Envolvidas
Ginecologia oncológica Rad. Oncológica Oncologia clínica Radiologia Enfermagem oncológica
Tempo de Tratamento
Duração varia por estágio; meses a anos
Acompanhamento
Acompanhamento frequente com equipe oncológica nos anos iniciais

Prognóstico

Prognóstico Geral
Perspectiva depende do estágio e resposta ao tratamento
Fatores de Bom Prognóstico
  • Estágio inicial
  • Resposta ao tratamento
  • Boa condição geral
  • Sem metástases
Fatores de Mau Prognóstico
  • Estágio avançado
  • Metástases
  • Idade avançada
  • Comorbidades graves
Qualidade de Vida
Impacto na vida; suporte multidisciplinar recomendado

Prevenção

Prevenção Primária
Vacinação HPV, redução de fatores de risco e sexo seguro
Medidas Preventivas
Vacinação HPV
Triagem regular
Preservativo
Acesso rápido a serviços
Educação em saúde
Rastreamento
Triagem com Papanicolaou a cada 3 anos para mulheres 21-65; HPV quando indicado

Dados no Brasil

Milhares de internações anuais no Brasil
Internações/Ano
Mortalidade em queda com rastreamento e tratamento
Óbitos/Ano
Distribuição Regional
Varia por região; maior impacto onde há menos acesso à saúde

Perguntas Frequentes

1 Quais são os sintomas iniciais do câncer cervical?
Poucos sinais no começo; rastreamento é essencial para detecção precoce.
2 Como funciona a prevenção com vacina HPV?
A vacina protege contra tipos de HPV de alto risco; reduz cancer cervical.
3 Qual exame confirma o diagnóstico?
Biópsia cervical com avaliação histológica.
4 O tratamento depende do estágio?
Sim, opções variam entre cirurgia, radioterapia e quimioterapia conforme estágio.
5 Como reduzir o risco?
Vacine-se, faça rastreamento regular, use preservativo, não fume.

Mitos e Verdades

Mito

HPV vacina causa câncer

Verdade

Vacina HPV é segura e reduz câncer cervical

Mito

Câncer cervical aparece só em mulheres velhas

Verdade

Pode ocorrer em diversas idades; risco aumenta com fatores

Mito

Homens não precisam se vacinar

Verdade

Vacinação protege contra HPV em homens e mulheres

Recursos para o Paciente

Onde Buscar Ajuda
Procure posto de saúde ou médico de família para orientação inicial
Especialista Indicado
Ginecologista ou oncologista
Quando Procurar Emergência
Sangramento intenso, dor forte ou desidratação requer atendimento
Linhas de Apoio
Disque saúde 136 SUS 135 Unidades de apoio locais

CIDs Relacionados

C53.0 C53.1 C53.9 C53.2 C53.8

Aviso Importante

As informações contidas neste site são apenas para fins educacionais e não substituem o aconselhamento médico profissional. Sempre consulte um profissional de saúde qualificado para diagnóstico e tratamento.