Neoplasia maligna do reto
Câncer de reto
Resumo
Câncer de reto é tumor maligno no reto; diagnóstico por colonoscopia.
Identificação
- Código Principal
- C20
- Versão CID
- CID-10
- Nome Oficial
- Neoplasia maligna do reto
- Nome em Inglês
- Rectal Cancer
- Outros Nomes
- câncer retal • carcinoma do reto • neoplasia retal • adenocarcinoma de reto • tumor maligno do reto
- Siglas Comuns
- CRC CaR CCR
Classificação
- Capítulo CID
- Capítulo II - Neoplasias do Trato Digestivo
- Categoria Principal
- Neoplasia maligna
- Subcategoria
- Neoplasia do reto
- Tipo de Condição
- doenca
- Natureza
- cronica
- Gravidade Geral
- grave
Epidemiologia
- Prevalência Mundial
- Câncer colorretal entre as quatro principais neoplasias; varia por região.
- Prevalência no Brasil
- Incidência elevada no Brasil, com variação regional; mais comum em idosos.
- Faixa Etária Principal
- 60-70 anos
- Distribuição por Sexo
- Homens e mulheres próximos; leve predomínio masculino
- Grupos de Risco
- Idade avançada História familiar Polipose familiar Dieta pobre em fibras Obesidade
- Tendência Temporal
- Incidência está estável a levemente crescente em muitos países; Brasil regionalmente variável.
Etiologia e Causas
- Causa Principal
- Origem multifatorial; mutações somáticas e fatores ambientais atuam.
- Mecanismo Fisiopatológico
- Sequência polipose-adenocarcinoma com acúmulo de mutações genéticas ao longo de anos
- Fatores de Risco
- Idade História familiar Polipose familiar Dieta pobre em fibras Obesidade Tabagismo
- Fatores de Proteção
- Dieta rica em fibras Rastreamento regular Atividade física Controle de peso
- Componente Genético
- Contribuição genética multifatorial; alguns síndromes elevam risco
Manifestações Clínicas
- Sintoma Principal
- Sangramento retal acompanhado de mudança no habito intestinal
- Sintomas Frequentes
-
HematocheziaDor abdominalPerda de pesoFadigaAnemiaMassa abdominal
- Sinais de Alerta
-
- Dor abdominal grave
- Perda de peso rápida
- Hematúria
- Alterações neurológicas incomuns
- Febre persistente
- Evolução Natural
- Sem tratamento, progride de local para metastático, com piora clínica.
- Complicações Possíveis
- Obstrução intestinal Metástases hepáticas Fístula genitourinária Isquemia intestinal Anemia grave
Diagnóstico
- Critérios Diagnósticos
- Colonoscopia com biópsia e avaliação de estadiamento
- Exames Laboratoriais
- Hemograma completo CEA plasmático Ferritina Glicemia Função hepática
- Exames de Imagem
- TC abdômen e pelve RM pélvica TC de torax RM de coluna
- Diagnóstico Diferencial
-
- Pólipos retais
- Doença diverticular com sangramento
- Doença inflamatória intestinal
- Hemorragia de origem não maligna
- Pólipo pré-maligno
- Tempo Médio para Diagnóstico
- Tempo típico até diagnóstico varia de meses a anos.
Tratamento
- Abordagem Geral
- Estratégia multimodal: cirurgia, quimioterapia e radioterapia conforme estágio.
- Modalidades de Tratamento
-
1 Cirurgia curativa2 Quimioterapia adjuvante3 Radioterapia neoadjuvante4 Terapia alvo (quando aplicável)5 Cuidados paliativos
- Especialidades Envolvidas
- Cirurgia colorretal Oncologia médica Radioterapia Gastroenterologia Patologia
- Tempo de Tratamento
- Duração depende de estádio e resposta; tipicamente meses.
- Acompanhamento
- Acompanhamento envolve consultas, exames de imagem e monitoramento de CEA.
Prognóstico
- Prognóstico Geral
- Perspectiva depende do estadiamento; cura viável nos I-II com tratamento adequado.
- Fatores de Bom Prognóstico
-
- Estágio I/II
- Ressecabilidade R0
- Baixa carga tumoral
- Resposta positiva à terapia
- Fatores de Mau Prognóstico
-
- Estágio IV
- Metástases hepáticas
- Invasão nodal
- Comorbidades graves
- Qualidade de Vida
- Impacto variável; foco em função intestinal, nutrição e bem-estar.
Prevenção
- Prevenção Primária
- Hábitos saudáveis reduzem risco; rastreamento é a chave.
- Medidas Preventivas
-
Rastreamento regularDieta rica em fibrasExercício físicoControle de pesoLimitar álcool
- Rastreamento
- Programas de colonoscopia para detecção precoce conforme faixa etária.
Dados no Brasil
Perguntas Frequentes
Mitos e Verdades
CRC só acontece em idosos.
pode surgir em várias idades; risco aumenta com idade.
colonoscopia é dolorosa.
sedação torna o exame seguro.
não existe cura.
cura é possível quando diagnosticado cedo.
Recursos para o Paciente
- Onde Buscar Ajuda
- Procure clínica de gastroenterologia ou oncologia para avaliação inicial.
- Especialista Indicado
- Oncologista médico e cirurgião colorretal
- Quando Procurar Emergência
- Sangramento intenso, dor súbita, vômitos graves ou perfuração devem ir ao pronto.
- Linhas de Apoio
- SUS 136 Disque 100 CVV 188
CIDs Relacionados
Aviso Importante
As informações contidas neste site são apenas para fins educacionais e não substituem o aconselhamento médico profissional. Sempre consulte um profissional de saúde qualificado para diagnóstico e tratamento.