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cid c 73
CID-10

Neoplasia maligna da tireoide

Câncer de tireoide

Resumo

Câncer de tireoide é tumor da glândula que pode tratar com cirurgia e hormônios

Identificação

Código Principal
C73
Versão CID
CID-10
Nome Oficial
Neoplasia maligna da glândula tireoide
Nome em Inglês
Malignant neoplasm of the thyroid
Outros Nomes
Carcinoma da tireoide • Neoplasia tiroide maligna • Tumor maligno da tireoide • Câncer tireoidiano
Siglas Comuns
Ca tiroide CaT C.Tireoide

Classificação

Capítulo CID
Capítulo II - Neoplasias
Categoria Principal
Neoplasias malignas
Subcategoria
Neoplasia maligna da tireoide
Tipo de Condição
doenca
Natureza
neoplasica
Gravidade Geral
variavel

Epidemiologia

Prevalência Mundial
1-2% de todos os cancers; mais comum em mulheres
Prevalência no Brasil
Padrão global similar; maior frequência em mulheres
Faixa Etária Principal
30 a 50 anos, pico jovem-adulto
Distribuição por Sexo
Predominantemente mulheres
Grupos de Risco
Sexo feminino Idade jovem História familiar Radiação cervical Nódulos tireoidianos suspeitos
Tendência Temporal
Levemente crescente com detecção precoce

Etiologia e Causas

Causa Principal
Mutação genética associada e possível radiação de cabeça/pescoço
Mecanismo Fisiopatológico
Transformação maligna das células tireoidianas com crescimento desregulado
Fatores de Risco
Sexo feminino Idade jovem História familiar Radiação na infância Deficiência de iodo Nódulos suspeitos
Fatores de Proteção
Iodação adequada Acesso a diagnóstico Tratamento de nódulos suspeitos Monitoramento regular
Componente Genético
Mutations associadas (RET, BRAF) podem ocorrer

Manifestações Clínicas

Sintoma Principal
Nódulo no pescoço sem dor é comum
Sintomas Frequentes
Nódulo palpável
Rouquidão persistente
Dificuldade para engolir
Dor rara no pescoço
Crescimento do nódulo
Alteração de voz ao falar
Sinais de Alerta
  • Nódulo duro em rápido crescimento
  • Rouquidão persistente
  • Dificuldade respiratória
  • Engasgo com alimento
  • Dor óssea incomum
Evolução Natural
Progride lentamente sem tratamento; pode metastizar
Complicações Possíveis
Metástases cervical Disfunção vocal permanente Hipocalcemia pós-cirurgia Recorrência tumoral Dor persistente

Diagnóstico

Critérios Diagnósticos
Confirmação histológica de carcinoma tiroideano
Exames Laboratoriais
TSH e T4 livre Calcitonina (medular) Tireoglobulina Anticorpos tireoidianos Perfil inflamatório
Exames de Imagem
Ultrassom de pescoço Cintilografia tiroideia Tomografia/TC de pescoço RM quando necessário
Diagnóstico Diferencial
  • Nódulo benigno
  • Linfadenopatia cervical
  • Metástase de outra origem
  • Disfunção tireoide difusa
  • Quisto tóxico
Tempo Médio para Diagnóstico
Semanas a meses, depende de acesso a exames

Tratamento

Abordagem Geral
Equipe multidisciplinar: cirurgia, endocrinologia, oncologia, radioterapia
Modalidades de Tratamento
1 Cirurgia tiroideia
2 Iodo radioativo
3 Terapia hormonal substitutiva
4 Radioterapia externa
5 Quimioterapia (quando necessário)
Especialidades Envolvidas
Cirurgia de cabeça e pescoço Endocrinologia Oncologia Radioterapia Patologia
Tempo de Tratamento
Varia conforme subtipo; geralmente meses
Acompanhamento
Acompanhamento endocrinológico e monitoramento de tireoglobulina

Prognóstico

Prognóstico Geral
Perspectiva boa, especialmente para papilar; menor quando diagnóstico é tardio
Fatores de Bom Prognóstico
  • Baixo estágio no diagnóstico
  • Tipo papilar predominante
  • Mulheres
  • Nódulos bem circunscritos
Fatores de Mau Prognóstico
  • Idade avançada
  • Metástases distantes
  • Doença agressiva
  • Carcinoma anaplásico
Qualidade de Vida
Boa com tratamento adequado e reposição hormonal

Prevenção

Prevenção Primária
Reduzir radiação desnecessária; iodação adequada
Medidas Preventivas
Avaliar nódulos
Acesso à função tireoidiana
Rastreamento de risco familiar
Dieta rica em iodo
Acompanhamento médico
Rastreamento
Avaliar chagas de nódulos suspeitos; não há rastreamento de população

Dados no Brasil

Números anualizados variam por estado
Internações/Ano
Mortalidade depende do subtipo e estágio
Óbitos/Ano
Distribuição Regional
Padrões regionais semelhantes, com variação local

Perguntas Frequentes

1 O câncer de tireoide é curável?
Em muitos casos sim, especialmente papilar; acompanhamento é essencial
2 O tratamento elimina sempre a tireoide?
Nem sempre; cirurgia pode preservar parte da glândula conforme tipo
3 Como é feito o diagnóstico final?
Biópsia por agulha e confirmação histológica no laboratório
4 Posso evitar complicações com dieta?
Iodo adequado auxilia; dieta sozinha não cura, combine com tratamento
5 Qual o papel do acompanhamento?
Monitorar função hormonal e tireoglobulina para detectar recidiva

Mitos e Verdades

Mito

câncer de tireoide é sempre fatal

Verdade

com tratamento adequado, muitos vivem anos

Mito

cirurgia total é sempre indispensável

Verdade

alguns subtipos permitem preservação parcial

Mito

iodo não tem papel no tireoidiano

Verdade

iodo radioativo é recurso importante em alguns casos

Recursos para o Paciente

Onde Buscar Ajuda
Primeiro passo: clínica de cabeça e pescoço ou endocrinologia
Especialista Indicado
Endocrinologista ou Cirurgião de cabeça e pescoço
Quando Procurar Emergência
Dificuldade respiratória, fala grave, dor aguda
Linhas de Apoio
Disque 136 SUS central Grupo de apoio local

CIDs Relacionados

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Aviso Importante

As informações contidas neste site são apenas para fins educacionais e não substituem o aconselhamento médico profissional. Sempre consulte um profissional de saúde qualificado para diagnóstico e tratamento.