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cid burnout
CID-11

Burnout ocupacional

Esgotamento profissional

Resumo

Exaustão emocional ligada ao trabalho; melhora com apoio e mudanças no ambiente.

Identificação

Código Principal
Z73.0
Versão CID
CID-11
Nome Oficial
Sindrome ocupacional por estresse crônico no trabalho, reconhecida pela OMS como fenômeno ocupacional.
Nome em Inglês
Burnout (occupational)
Outros Nomes
Burnout ocupacional • Fadiga profissional • Exaustão no trabalho • Esforço extremo • Esgotamento laboral
Siglas Comuns
BO EBP EO

Classificação

Capítulo CID
Capítulo Z — Fatores de saúde ocupacional (Z55-Z64)
Categoria Principal
Transtornos ligados ao estresse ocupacional
Subcategoria
Sindrome de burnout ocupacional
Tipo de Condição
sindrome
Natureza
cronica
Gravidade Geral
variavel

Epidemiologia

Prevalência Mundial
Estimativas globais: 10-20% entre trabalhadores expostos a estresse ocupacional.
Prevalência no Brasil
Dados nacionais limitados; varia por setor e região.
Faixa Etária Principal
Adultos jovens a meia-idade
Distribuição por Sexo
Proporção relativamente equilibrada; leve predomínio feminino
Grupos de Risco
Profissionais de Saúde Professores Tecnologia Atendimento ao público Gestores
Tendência Temporal
Aumento gradual com maior reconhecimento e pressão de mercado.

Etiologia e Causas

Causa Principal
Estresse crônico no trabalho com demandas altas, controle baixo e suporte inadequado.
Mecanismo Fisiopatológico
Estresse crônico ativa eixo HPA, afetando sono, humor e cognição, levando esgotamento.
Fatores de Risco
Carga de trabalho excessiva Baixo controle sobre tarefas Insegurança no emprego Ambiente pouco estável Pouca rede de apoio Perfeccionismo
Fatores de Proteção
Liderança positiva Programas de bem-estar Cultura de apoio Retorno gradual ao trabalho
Componente Genético
Variação genética pode influenciar vulnerabilidade; estudo em andamento.

Manifestações Clínicas

Sintoma Principal
Exaustão emocional com fadiga persistente
Sintomas Frequentes
Fadiga persistente
Distanciamento emocional
Desempenho reduzido
Insônia
Irritabilidade
Dificuldade de concentração
Sinais de Alerta
  • Ideação suicida
  • Depressão grave
  • Pensamento de abandonar o emprego
  • Queda acentuada de desempenho
  • Intolerância a ruídos/estímulos
Evolução Natural
Sem tratamento, pode progredir para sofrimento mental e social.
Complicações Possíveis
Depressão maior Ansiedade persistente Insônia crônica Desestruturação familiar Abandono de atividades

Diagnóstico

Critérios Diagnósticos
Avaliação clínica centrada em exaustão ocupacional sem doença física grave como causa.
Exames Laboratoriais
Hemograma Glicose TGO/TGP TSH Avaliação psicossocial
Exames de Imagem
Não há achados específicos obrigatórios Exclusão de outras patologias se indicado RM/TC conforme necessidade
Diagnóstico Diferencial
  • Depressão maior
  • Transtorno de ansiedade
  • Síndrome de fadiga crônica
  • Estresse agudo
  • Distimia
Tempo Médio para Diagnóstico
Varia de semanas a meses desde início dos sintomas

Tratamento

Abordagem Geral
Estratégia multidisciplinar para reduzir estresse e promover bem-estar no trabalho.
Modalidades de Tratamento
1 Terapia cognitivo-comportamental
2 Mindfulness
3 Gestão de carga de trabalho
4 Treinamento de resiliência
5 Educação sobre sono e hábitos saudáveis
Especialidades Envolvidas
Psicologia Psiquiatria Medicina do Trabalho Enfermagem Fisioterapia ocupacional
Tempo de Tratamento
Varia com gravidade; tipicamente semanas a meses
Acompanhamento
Consultas regulares com metas de bem-estar e retorno ao trabalho

Prognóstico

Prognóstico Geral
Melhora com intervenção adequada e suporte institucional
Fatores de Bom Prognóstico
  • Suporte social
  • Ambiente saudável
  • Adesão ao tratamento
  • Gravidade inicial baixa
Fatores de Mau Prognóstico
  • Persistência de estressores
  • Comorbidades psiquiátricas
  • Baixa adesão
  • Fadiga persistente
Qualidade de Vida
Impacto moderado a significativo; melhora com apoio

Prevenção

Prevenção Primária
Práticas saudáveis no trabalho: pausas, organização, apoio de liderança, cultura de cuidado.
Medidas Preventivas
Gestão adequada de carga de trabalho
Programas de bem-estar
Treinamento em resiliência
Sono saudável
Acesso a apoio psicossocial
Rastreamento
Avaliações periódicas de burnout em avaliações ocupacionais

Dados no Brasil

Internações associadas são relativamente poucas e variam por região
Internações/Ano
Óbitos diretos por burnout são incomuns; dados limitados
Óbitos/Ano
Distribuição Regional
Maior prevalência em grandes centros com alta demanda

Perguntas Frequentes

1 Burnout é doença ou fenômeno ocupacional?
Fenômeno ocupacional; diagnóstico envolve histórico e avaliação clínica.
2 É possível curar burnout?
Melhora com tratamento e mudanças ambientais; depende de tempo e recursos.
3 Quais tratamentos são eficazes?
Terapia psicológica, gestão do estresse, ajuste ocupacional.
4 Como prevenir no trabalho?
Carga equilibrada, pausas, apoio de liderança, bem-estar.
5 É comum em qualquer profissão?
Pode ocorrer em qualquer área; mais em ambientes de alta demanda.

Mitos e Verdades

Mito

é sinal de fraqueza pessoal.

Verdade

resulta de estresse ocupacional; requer apoio e mudanças.

Mito

medicamentos são primeira linha.

Verdade

psicoterapia e ajustes são centrais; meds apenas se houver comorbidades.

Mito

só acontece em profissões de alto nível.

Verdade

qualquer área pode ser afetada; contexto importa.

Recursos para o Paciente

Onde Buscar Ajuda
Comece com médico de família ou médico do trabalho; avalie inicial
Especialista Indicado
Médico do trabalho ou psicólogo clínico
Quando Procurar Emergência
Sinais de depressão grave ou ideação suicida: procure pronto-socorro
Linhas de Apoio
CVV 188 SUS Central CAPs locais

CIDs Relacionados

Z73.0 Z56.9 F41.9 F32.9 Z64.9

Aviso Importante

As informações contidas neste site são apenas para fins educacionais e não substituem o aconselhamento médico profissional. Sempre consulte um profissional de saúde qualificado para diagnóstico e tratamento.