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cid blefarite
CID-10

Blefarite marginal

Blefarite

Resumo

Blefarite é inflamação da borda da pálpebra, com coceira, irritação e crostas.

Identificação

Código Principal
H01.0
Versão CID
CID-10
Nome Oficial
Blefarite marginal da borda palpebral (inflamação da margem palpebral)
Nome em Inglês
Marginal Blepharitis
Outros Nomes
Blefarite marginal • Blefarite palpebral • Inflamação da margem palpebral • Inflamação palpebral
Siglas Comuns
BLP BLEF

Classificação

Capítulo CID
Capítulo VIII - Doenças do olho
Categoria Principal
Doenças inflamatórias da pálpebra
Subcategoria
Blefarite marginal
Tipo de Condição
doenca
Natureza
cronica
Gravidade Geral
variável

Epidemiologia

Prevalência Mundial
Prevalência global variável; acomete adultos de diferentes regiões, frequência comum na prática clínica.
Prevalência no Brasil
Dados nacionais limitados; frequência moderada na oftalmologia primária.
Faixa Etária Principal
Adultos
Distribuição por Sexo
Relativamente igual entre homens e mulheres
Grupos de Risco
Dermatite seborréica ocular Rosácea ocular Uso de lentes de contato Higiene ocular inadequada Idade adulta
Tendência Temporal
Variável; recidivas comuns com fatores desencadeantes.

Etiologia e Causas

Causa Principal
Inflamação da margem palpebral por fatores bacterianos, sebáceos e higiene inadequada
Mecanismo Fisiopatológico
Inflamação crônica pela combinação de colonização bacteriana, acúmulo lipídico e hiperqueratinização das margens
Fatores de Risco
Higiene ocular inadequada Lentes de contato Dermatite seborréica Rosácea Conjuntivite alérgica Ambiente seco
Fatores de Proteção
Higiene palpebral diária Tratamento de dermatite associada Uso adequado de lentes de contato Acesso a cuidado oftalmológico regular
Componente Genético
Predisposição para dermatite seborreica e rosácea pode influenciar

Manifestações Clínicas

Sintoma Principal
Irritação e sensação de corpo estranho na margem palpebral
Sintomas Frequentes
Eritema na margem palpebral
Crostas ou escamas ao redor dos cílios
Coceira ocular
Lacrimejamento leve
Sensação de ardor
Sinais de Alerta
  • Dor aguda de olho
  • Alteração súbita de visão
  • Inchaço intenso com febre
  • Supuração abundante
  • Secreção purulenta persistente
Evolução Natural
Sem tratamento pode piorar com prurido e crostas; recorrência comum
Complicações Possíveis
Conjuntivite bacteriana secundária Inconforto crônico Dificuldade de uso de lentes Redução da qualidade de vida Infecções oculares secundárias

Diagnóstico

Critérios Diagnósticos
Achados na margem palpebral, histórico de prurido e crostas
Exames Laboratoriais
Avaliação clínica da margem palpebral Cultura de secreção se infecção suspeita Avaliação de olho seco Teste de lágrima Exames de base conforme necessário
Exames de Imagem
Exame de visão básico Oftalmometria simples Topografia ocular se necessário Tomografia apenas em dúvida diagnóstica
Diagnóstico Diferencial
  • Conjuntivite viral
  • Conjuntivite alérgica
  • Dermatite atópica da pálpebra
  • Síndrome do olho seco
  • Blefarite mucosa seca
Tempo Médio para Diagnóstico
Horas a dias com avaliação clínica

Tratamento

Abordagem Geral
Higiene palpebral, controle de inflamação e tratamento de causas associadas
Modalidades de Tratamento
1 Higiene palpebral diária
2 Antibióticos tópicos conforme infecção
3 Pomadas anti-inflamatórias leves
4 Tratamento de olho seco
5 Cuidados com lentes de contato
Especialidades Envolvidas
Oftalmologia Dermatologia Medicina de família Clínica geral
Tempo de Tratamento
Cerca de 2 a 6 semanas, conforme gravidade
Acompanhamento
Retorno em 4 a 8 semanas; ajuste conforme evolução

Prognóstico

Prognóstico Geral
Geralmente bom com adesão; recidivas comuns sem modificação de fatores
Fatores de Bom Prognóstico
  • Boa adesão ao plano
  • Controle de dermatite associada
  • Tratamento adequado de olho seco
  • Detecção precoce
Fatores de Mau Prognóstico
  • Ambiente irritante persistente
  • Resposta inadequada ao tratamento
  • Blefarite posterior sem controle
  • Uso indiscriminado de antibióticos
Qualidade de Vida
Pode reduzir conforto diário, melhora com manejo adequado

Prevenção

Prevenção Primária
Higiene palpebral diária, evitar irritantes, tratar rosácea ocular
Medidas Preventivas
Higiene palpebral diária
Limpeza de sombras e maquiagem ocular
Não compartilhar maquiagem ocular
Tratar dermatite seborréica
Reduzir irritantes oculares
Rastreamento
Exame oftalmológico anual em indivíduos com risco

Dados no Brasil

Poucas internações anuais
Internações/Ano
Baixa mortalidade associada
Óbitos/Ano
Distribuição Regional
Maior incidência em áreas urbanas com acesso a oftalmologia

Perguntas Frequentes

1 Blefarite é contagiosa?
Não costuma ser contagiosa; infecções associadas podem exigir cuidado
2 É curável?
Controle possível; recidivas comuns com manejo adequado
3 Preciso parar de usar lentes?
Pode ser recomendado suspender até melhoria; siga orientação médica
4 Como prevenir?
Higiene palpebral diária, evitar coçar olhos, tratar causas associadas
5 Qual o papel da alimentação?
Dieta equilibrada ajuda, mas não cura; foco na higiene e tratamento

Mitos e Verdades

Mito

mexer nos olhos com as mãos sujas cura blefarite

Verdade

higiene correta reduz irritação e infecção

Mito

apenas idosos adoecem

Verdade

pode afetar qualquer idade; higiene é crucial

Mito

antibiótico cura sem necessidade

Verdade

uso inadequado pode atrasar melhora; orientação médica necessária

Recursos para o Paciente

Onde Buscar Ajuda
Procure oftalmologista; procure atendimento se irritação intensa
Especialista Indicado
Oftalmologista
Quando Procurar Emergência
Dor intensa, visão prejudicada, olho inchado com febre
Linhas de Apoio
0800-111-2222 SUS Central de Atendimento Disque Saúde 136

CIDs Relacionados

H01.0 H01.1 H02.1 H00.9 Z01.0

Aviso Importante

As informações contidas neste site são apenas para fins educacionais e não substituem o aconselhamento médico profissional. Sempre consulte um profissional de saúde qualificado para diagnóstico e tratamento.