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cid b86
CID-10

Leishmaniose (CID B86)

Leishmaniose

Resumo

Infecção por protozoário transmitido por mosquitos; afeta pele ou órgãos internos.

Identificação

Código Principal
B86
Versão CID
CID-10
Nome Oficial
Leishmaniose causada por Leishmania spp., infecção parasitária tropical
Nome em Inglês
Leishmaniasis (Leishmania infection)
Outros Nomes
Leishmaniose cutânea • Leishmaniose visceral • Espundia • Doença de Espundia • Protozoose tropical
Siglas Comuns
LC LV L.spp

Classificação

Capítulo CID
Capítulo I - Doenças infecciosas e parasitárias
Categoria Principal
Parasitárias
Subcategoria
Leishmaniose cutânea e visceral
Tipo de Condição
doenca
Natureza
cronica
Gravidade Geral
variavel

Epidemiologia

Prevalência Mundial
Zonas tropicais e subtropicais; milhões expostos, variação por vetor e clima.
Prevalência no Brasil
Nordeste e regiões secas; subnotificação comum em áreas de vulnerabilidade.
Faixa Etária Principal
Crianças e adultos em áreas endêmicas
Distribuição por Sexo
Equilibrada entre sexos; leve predomínio masculino em alguns locais
Grupos de Risco
moradores de áreas rurais populações em áreas com vetores trabalhadores agropecuários migrantes nutrição precária
Tendência Temporal
Tendência estável com picos sazonais e variações regionais.

Etiologia e Causas

Causa Principal
Leishmania spp., protozoário transmitido por flebotomíneos
Mecanismo Fisiopatológico
parasita invade macrófagos, gerando lesões cutâneas ou infiltração visceral com inflamação
Fatores de Risco
exposição a vetores pobreza habitat rural migração urbana condições sanitárias precárias trabalho ao ar livre
Fatores de Proteção
controle de vetores uso de telas mosquiteiras nutrição adequada redução de exposição noturna
Componente Genético
suscetibilidade genética do hospedeiro influencia risco

Manifestações Clínicas

Sintoma Principal
Lesões cutâneas indolores ou febre na forma visceral
Sintomas Frequentes
ulcerações cutâneas
febre irregular
perda de peso
esplenomegalia
fadiga
inchaço dos gânglios
Sinais de Alerta
  • febre alta persistente
  • aumento abdominal súbito
  • dor intensa ou piora rápida
  • feridas que não cicatrizam
  • confusão ou vômitos
Evolução Natural
sem tratamento, pode evoluir para organomegalia e falência de órgão
Complicações Possíveis
infecções secundárias desnutrição anemia falência orgânica deformidades

Diagnóstico

Critérios Diagnósticos
achados clínicos + confirmação laboratorial
Exames Laboratoriais
hemograma serologia rK39 PCR Leishmania cultura de amostra exame histológico
Exames de Imagem
ultrassom abdômen RM/CT conforme envolvimento radiografia de tórax endoscopia se mucosa
Diagnóstico Diferencial
  • toxoplasmose
  • tuberculose
  • micoses profundas
  • dermatites crônicas
  • neoplasias
Tempo Médio para Diagnóstico
variável; depende de acesso a serviços

Tratamento

Abordagem Geral
forma dependente; buscar eliminar parasita e reduzir danos
Modalidades de Tratamento
1 Miltefosina
2 Anfotericina lipossomal
3 Antimoniatos pentavalentes
4 Tratamento de suporte
5 Terapias combinadas
Especialidades Envolvidas
Infectologia Clínica médica Pediatria Parasitologia Hematologia
Tempo de Tratamento
duração varia pela forma; tipicamente semanas
Acompanhamento
retornos programados e monitoramento de parâmetros

Prognóstico

Prognóstico Geral
versátil; depende da forma clínica e do tratamento
Fatores de Bom Prognóstico
  • forma cutânea leve
  • diagnóstico precoce
  • boa adesão
  • baixa carga parasitária
Fatores de Mau Prognóstico
  • forma visceral avançada
  • coinfecções
  • nutrição pobre
  • multissistema
Qualidade de Vida
pode melhorar com manejo adequado

Prevenção

Prevenção Primária
reduzir exposição a flebotomíneos; roupas, repelentes e ambiente sanitário
Medidas Preventivas
repelente
telas mosquiteiras
ambientes limpos
controle de vetores
educação comunitária
Rastreamento
vigilância regional e detecção precoce de casos

Dados no Brasil

casos e internações variam por estado
Internações/Ano
óbitos variam pela forma e acesso ao tratamento
Óbitos/Ano
Distribuição Regional
maior carga no Nordeste e áreas endêmicas; Sul menor

Perguntas Frequentes

1 Qual a diferença entre cutânea e visceral?
forma cutânea afeta pele; visceral envolve órgãos internos com febre e anemia.
2 É contagiosa entre pessoas?
transmissão ocorre por mosquitos vetores; não há transmissão pessoa a pessoa conhecida.
3 Como é feito o diagnóstico?
exame clínico, sorologia, PCR ou amostra de tecido para confirmação.
4 Como evitar a doença?
proteção contra mosquitos, ambiente limpo e controle de vetores.
5 Tempo de recuperação?
depende da forma e adesão ao tratamento; muitas curam com tratamento adequado.

Mitos e Verdades

Mito

cães são únicos transmissores.

Verdade

transmissão envolve flebotomíneos; humanos adoecem.

Mito

vacina já impede doença.

Verdade

não há vacina amplamente disponível.

Mito

cura rápida sem tratamento.

Verdade

tratamento adequado é essencial; sem ele há risco de gravidade.

Recursos para o Paciente

Onde Buscar Ajuda
unidades de saúde, pronto atendimento ou infectologia
Especialista Indicado
Infectologista
Quando Procurar Emergência