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cid b309
CID-11

Conjuntivite viral inespecífica

Conjuntivite viral comum

Resumo

Olho vermelho com lacrimejamento; melhora na maioria com higiene e cuidado.

Identificação

Código Principal
B30.9
Versão CID
CID-11
Nome Oficial
Conjuntivite viral aguda, infecção ocular contagiosa da conjuntiva
Nome em Inglês
Acute Viral Conjunctivitis
Outros Nomes
Conjuntivite viral • Conjuntivite infecciosa • Conjuntiva vermelha • Pink eye viral • Conjuntivite contagiosa
Siglas Comuns
CjV VConj C.V.

Classificação

Capítulo CID
Capítulo XVI - Doenças oftalmológicas
Categoria Principal
Doenças da conjuntiva
Subcategoria
Conjuntivite infecciosa viral
Tipo de Condição
doenca
Natureza
infecciosa
Gravidade Geral
leve

Epidemiologia

Prevalência Mundial
Prevalência mundial estimada em 1–3% das consultas oftalmológicas.
Prevalência no Brasil
Brasil: comum na infância; variações por região e sazonalidade.
Faixa Etária Principal
Crianças pequenas; também afeta adultos.
Distribuição por Sexo
Geralmente equilíbrio entre sexos.
Grupos de Risco
Contato próximo com doentes Higiene ocular inadequada Compartilhamento de itens de higiene Ambientes com muitas crianças Imunossupressão
Tendência Temporal
Tendência estável, picos sazonais em ambientes fechados.

Etiologia e Causas

Causa Principal
Causa principal: infecção viral por adenovírus, contágio ocular direto.
Mecanismo Fisiopatológico
Vírus invade conjuntiva, provoca inflamação e edema com lacrimejamento.
Fatores de Risco
Contato próximo com doentes Higiene ocular inadequada Uso de lentes de contato Ambientes com muitos crianças Imunossupressão
Fatores de Proteção
Higiene das mãos Não compartilhar itens Desinfecção de superfícies Evitar lentes durante infecção
Componente Genético
Não há predisposição genética determinante.

Manifestações Clínicas

Sintoma Principal
Olho vermelho com sensação de areia e coceira.
Sintomas Frequentes
Lacrimejamento intenso
Hiperemia conjuntival
Secreção aquosa
Inchaço matinal
Fotofobia leve
Ardor ocular
Sinais de Alerta
  • Dor severa
  • Perda de visão súbita
  • Secreção purulenta persistente
  • Edema palpebral grave
  • Febre alta incomum
Evolução Natural
Melhora em 7–14 dias com manejo básico; recorrência possível
Complicações Possíveis
Infecção bacteriana secundária Conjuntivite recorrente Fotofobia prolongada Queratite rara Aumento de irritação ocular

Diagnóstico

Critérios Diagnósticos
Observação clínica de hiperemia, vesículas e secreção; exclusão de outras conjuntivites.
Exames Laboratoriais
PCR ocular Cultura de secreção Teste rápido se disponível Hemograma apenas se sinais sistêmicos Não obrigatório
Exames de Imagem
Não rotineiros Ultrassom apenas se dor/edema injustificado Tomografia se suspeita de complicação Não de rotina
Diagnóstico Diferencial
  • Conjuntivite bacteriana
  • Conjuntivite alérgica
  • Blefarite
  • Uveíte leve
  • Síndrome do olho seco
Tempo Médio para Diagnóstico
1–3 dias até confirmação clínica

Tratamento

Abordagem Geral
Higiene ocular, compressas frias, lágrimas; antibiótico tópico apenas se infecção bacteriana for comprovada.
Modalidades de Tratamento
1 Higiene rigorosa
2 Lágrimas artificiais
3 Compressas frias
4 Antibiótico tópico apenas se bacteriana
5 Evitar lentes de contato
Especialidades Envolvidas
Oftalmologia Medicina de família Enfermagem Saúde pública
Tempo de Tratamento
7–14 dias típico
Acompanhamento
Retorno em 48–72h; monitorar evolução e ajuste.

Prognóstico

Prognóstico Geral
Geralmente bom; resolução em 1–2 semanas com manejo adequado.
Fatores de Bom Prognóstico
  • Rápida resposta
  • Gravidade leve
  • Boa adesão
  • Higiene eficaz
Fatores de Mau Prognóstico
  • Imunossupressão
  • Não adesão ao tratamento
  • Nova exposição
  • Infecção bacteriana secundária
Qualidade de Vida
Desconforto temporário; levou a ajustes simples no dia a dia.

Prevenção

Prevenção Primária
Higiene das mãos, evitar tocar olhos, não compartilhar itens de higiene.
Medidas Preventivas
Higiene das mãos
Não compartilhar maquiagem
Desinfecção de superfícies
Cuidado com lentes de contato
Educação de saúde
Rastreamento
Monitorar sintomas em contatos próximos; encaminhar se agravarem.

Dados no Brasil

Poucas internações por complicações; maioria é ambulatorial.
Internações/Ano
Óbitos são raros na conjuntivite viral isolada.
Óbitos/Ano
Distribuição Regional
Maior acesso em capitais; interior com menor disponibilidade.

Perguntas Frequentes

1 Posso usar maquiagem durante a conjuntivite?
Não use maquiagem ocular até melhora; descarte itens contaminados.
2 A conjuntivite passa sozinha?
A maioria melhora em 1–2 semanas com higiene e cuidado.
3 Lentes de contato podem?
Evite usar até recuperação; siga orientação do profissional.
4 Pode haver perda de visão permanente?
Rara; procure atendimento se houver dor forte ou visão piorando.
5 Quais sinais são emergentes?
Dor intensa, queda de visão, secreção purulenta persistente.

Mitos e Verdades

Mito

antibióticos aceleram a cura sem necessidade.

Verdade

antibióticos ajudam apenas se houver infecção bacteriana.

Mito

conjuntivite viral é sinônimo de alergia.

Verdade

alergia ocular é distinta de infecção viral.

Mito

transmissão ocorre apenas por água de olho.

Verdade

contato com secreção viral transmite o causador.

Recursos para o Paciente

Onde Buscar Ajuda
Procure médico se olhos ficarem muito vermelhos ou doloridos.
Especialista Indicado
Oftalmologista
Quando Procurar Emergência
Dor intensa, queda súbita de visão, secreção purulenta contínua.
Linhas de Apoio
0800 SUS DisqueSaude 136 CAPS local

CIDs Relacionados

B30.0 B30.1 B30.2 B30.8 B30.9

Aviso Importante

As informações contidas neste site são apenas para fins educacionais e não substituem o aconselhamento médico profissional. Sempre consulte um profissional de saúde qualificado para diagnóstico e tratamento.