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cid autista
CID-11

Autismo

TEA, Transtorno Autista

Resumo

Autismo é um transtorno de desenvolvimento com desafios na comunicação e interação social.

Identificação

Código Principal
F84.0
Versão CID
CID-11
Nome Oficial
Autism Spectrum Disorder
Nome em Inglês
Autism Spectrum Disorder
Outros Nomes
Transtorno Autista • Transtorno do Espectro Autista • Autismo Infantil • Espectro Autista • Transtorno TEA
Siglas Comuns
TEA ASD TEA/TEA

Classificação

Capítulo CID
Capítulo V: Transtornos do Desenvolvimento Neurológico
Categoria Principal
Transtornos do espectro autista
Subcategoria
Transtorno Autista (TEA)
Tipo de Condição
transtorno
Natureza
cronica
Gravidade Geral
variável

Epidemiologia

Prevalência Mundial
Estimativas globais: 1–2% da população.
Prevalência no Brasil
Prevalência semelhante, com subdiagnóstico em áreas com menor acesso.
Faixa Etária Principal
Infância precoce, geralmente antes dos 3 anos.
Distribuição por Sexo
Mais comum em meninos; relação ~4:1.
Grupos de Risco
Histórico familiar de TEA Gêmeos idênticos Condições genéticas associadas Baixo acesso a diagnóstico Pré-natal com complicações
Tendência Temporal
Aumento no reconhecimento e diagnóstico com melhor educação pública.

Etiologia e Causas

Causa Principal
Multicausal: base genética e fatores neurobiológicos.
Mecanismo Fisiopatológico
Conectividade neural atípica, plasticidade alterada.
Fatores de Risco
Histórico familiar de TEA Gêmeos idênticos Idade materna avançada Baixo nível socioeconômico Exposição a infecções maternas Complicações neonatais
Fatores de Proteção
Intervenção precoce Ambiente estimulante Acesso à educação inclusiva Rede de apoio familiar
Componente Genético
Hereditário significativo; genes como SHANK3 podem influenciar.

Manifestações Clínicas

Sintoma Principal
Dificuldade na comunicação social e interesse restrito.
Sintomas Frequentes
Dificuldade de comunicação não verbal
Interesses repetitivos
Rotinas rígidas
Dificuldade em transições
Apego a objetos específicos
Dificuldade de relações sociais
Sinais de Alerta
  • Atraso no desenvolvimento até 18 meses
  • Pouca resposta ao nome
  • Perda de marcos de linguagem
  • Contato visual reduzido
  • Ausência de gestos simples
Evolução Natural
Progresso varia; intervenção melhora qualidade de vida.
Complicações Possíveis
Comprometimento escolar Problemas de saúde mental Ansiedade Depressão Isolamento social

Diagnóstico

Critérios Diagnósticos
Déficits na comunicação social e padrões repetitivos.
Exames Laboratoriais
Triagem do desenvolvimento Avaliação genética quando indicado Avaliação auditiva para descartar surdez Avaliações psicométricas Exames complementares conforme necessidade
Exames de Imagem
RMN funcional apenas quando indicado RMN estrutural se comorbidades EEG se suspeita de crises Não essencial para diagnóstico
Diagnóstico Diferencial
  • Deficiências intelectuais
  • Transtorno de linguagem
  • TDAH diagnosticado incorretamente
  • Transtorno de ansiedade
  • Transtorno pragmático
Tempo Médio para Diagnóstico
2 a 4 anos

Tratamento

Abordagem Geral
Abordagem multidisciplinar com foco em comunicação, socialização e habilidades diárias.
Modalidades de Tratamento
1 Terapias comportamentais
2 Terapia de linguagem
3 Intervenção ocupacional
4 Suporte educacional
5 Treinamento de habilidades sociais
Especialidades Envolvidas
Pediatria Neurologia Psiquiatria infantil Fonoaudiologia Terapia ocupacional
Tempo de Tratamento
Dura meses a anos, conforme metas
Acompanhamento
Consultas regulares a cada 3-6 meses; ajustes conforme evolução

Prognóstico

Prognóstico Geral
Com intervenção precoce, melhora significativa é possível.
Fatores de Bom Prognóstico
  • Início precoce de intervenção
  • Engajamento familiar
  • Escola inclusiva
  • Tratamento de comorbidades
Fatores de Mau Prognóstico
  • Acesso limitado a serviços
  • Diagnóstico tardio
  • Comorbidades graves
  • Isolamento social
Qualidade de Vida
Pode ser boa com redes de apoio, educação inclusiva e cuidados adequados

Prevenção

Prevenção Primária
Estimulação precoce e apoio familiar para desenvolvimento
Medidas Preventivas
Acesso rápido a diagnóstico
Intervenção precoce
Treinamento de cuidadores
Escola inclusiva
Ambiente familiar estável
Rastreamento
null

Dados no Brasil

Estimativas de internações variam; números elevados em serviços com suporte.
Internações/Ano
Baixa mortalidade direta; óbitos vinculados a comorbidades
Óbitos/Ano
Distribuição Regional
Concentração em cidades grandes; menor acesso no interior

Perguntas Frequentes

1 O TEA pode ser curado?
Não há cura única; com intervenção, habilidades melhoram.
2 Quais sinais precoces?
Atrasos de fala, pouca interação social, interesses repetitivos.
3 Como diagnosticar?
Avaliação multidisciplinar com observação de comportamento.
4 Prevenção possível?
Não há prevenção direta, mas estímulos precoces ajudam.
5 Como ajudar no dia a dia?
Rotinas previsíveis, comunicação simples e apoio escolar.

Mitos e Verdades

Mito

TEA aparece por má criação.

Verdade

TEA é neurodesenvolvimento, não educação.

Mito

Pessoas com TEA não querem socializar.

Verdade

muitos desejam conexão; habilidades variam.

Mito

não há tratamento eficaz.

Verdade

intervenção adequada melhora comunicação e adaptação.

Recursos para o Paciente

Onde Buscar Ajuda
Primeiro passo: procurar unidade de referência em saúde/escala
Especialista Indicado
Pediatra ou neurologista infantil
Quando Procurar Emergência
Sinais de crise, convulsões ou alto risco devem levar a pronto atendimento
Linhas de Apoio
Disque 136 Disque TEA APAE local

CIDs Relacionados

F84.0 F84.1 F84.5

Aviso Importante

As informações contidas neste site são apenas para fins educacionais e não substituem o aconselhamento médico profissional. Sempre consulte um profissional de saúde qualificado para diagnóstico e tratamento.