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cid autismo leve
CID-10

Transtorno do Espectro Autista leve

Autismo

Resumo

TEA leve envolve comunicação social reduzida e interesses específicos; varia muito.

Identificação

Código Principal
F84.0
Versão CID
CID-10
Nome Oficial
Transtorno do Espectro Autista
Nome em Inglês
Autism Spectrum Disorder
Outros Nomes
TEA • Transtorno do Espectro Autista • Autismo infantil • Desordem do espectro autista
Siglas Comuns
TEA ASD PDD

Classificação

Capítulo CID
Capítulo V - Transtornos mentais e comportamentais
Categoria Principal
Transtornos do neurodesenvolvimento
Subcategoria
Transtorno do Espectro Autista
Tipo de Condição
transtorno
Natureza
cronica
Gravidade Geral
leve

Epidemiologia

Prevalência Mundial
Estimativas globais variam entre 1 em 100 e 1 em 160 crianças.
Prevalência no Brasil
Prevalência similar ao global; diagnóstico em ascensão com conscientização.
Faixa Etária Principal
Infância até início da adolescência
Distribuição por Sexo
Masculino mais frequente; relação ~4:1
Grupos de Risco
História familiar de TEA Baixa idade materna Prematuridade Infecção materna Exposição a toxinas
Tendência Temporal
Diagnósticos aumentam com conscientização e avaliação acessível.

Etiologia e Causas

Causa Principal
Origem multifatorial com base genética e fatores ambientais.
Mecanismo Fisiopatológico
Conectividade neural alterada, desenvolvimento cerebral atípico em regiões sociais.
Fatores de Risco
História familiar de TEA Baixa idade materna/paterna Prematuridade Infecção materna Exposição a toxinas Condições neurológicas associadas
Fatores de Proteção
Interações sociais estimulantes Ambiente estável Acesso a terapias precoces Educação inclusiva
Componente Genético
Contribuição genética substancial; dezenas de genes ligados ao TEA.

Manifestações Clínicas

Sintoma Principal
Dificuldades na comunicação social e interesses restritos
Sintomas Frequentes
Dificuldade de interação social
Comunicação verbal limitada
Interesses repetitivos
Rotinas rígidas
Sensibilidade sensorial
Dificuldade de empatia
Sinais de Alerta
  • Ausência de balbucio aos 12 meses
  • Pouca resposta ao nome
  • Dificuldade de iniciar/manter contato visual
  • Isolamento social extremo
  • Piora com mudanças de rotina
Evolução Natural
Sem intervenção, dificuldades podem persistir; ganhos com estímulo são comuns.
Complicações Possíveis
Dificuldades escolares Ansiedade Problemas de sono Autoagressão rara Isolamento social

Diagnóstico

Critérios Diagnósticos
Dificuldades persistentes na comunicação social e comportamentos repetitivos com início precoce.
Exames Laboratoriais
Não há biomarcadores universais Avaliação genética quando indicado Testes metabólicos Avaliação auditiva básica Exames para excluir outras causas
Exames de Imagem
RMN apenas quando indicado Não há padrão diagnóstico em imagem Avaliação estrutural se suspeita
Diagnóstico Diferencial
  • Deficiência intelectual
  • Transtornos de linguagem
  • TDH
  • Transtornos de ansiedade
  • Outros transtornos de TEA
Tempo Médio para Diagnóstico
Normalmente entre 2 e 4 anos de idade

Tratamento

Abordagem Geral
Intervenções multidisciplinares precoces ajudam desenvolvimento social e comunicação.
Modalidades de Tratamento
1 Terapia comportamental
2 Terapia da linguagem
3 Terapia ocupacional
4 Suporte educacional
5 Treinamento de habilidades sociais
Especialidades Envolvidas
Pediatria Neurologia Psiquiatria Fonoaudiologia Psicologia
Tempo de Tratamento
Duração depende de metas, geralmente contínuo ao longo da vida
Acompanhamento
Visitas regulares a cada 3-6 meses; ajuste conforme necessidade

Prognóstico

Prognóstico Geral
Varia amplamente; com suporte adequado, desenvolvimento social pode melhorar
Fatores de Bom Prognóstico
  • Intervenção precoce
  • Ambiente estável
  • Apoio escolar
  • Engajamento familiar
Fatores de Mau Prognóstico
  • Diagnóstico tardio
  • Comorbidades não tratadas
  • Isolamento social
  • Baixa adesão a tratamentos
Qualidade de Vida
Pode melhorar com apoio adequado; participação em atividades sociais ajuda

Prevenção

Prevenção Primária
Estimular desenvolvimento e linguagem desde cedo; não há prevenção definitiva
Medidas Preventivas
Estimulação precoce
Rotina previsível
Ambiente seguro
Apoio familiar
Acesso a terapias
Rastreamento
Acompanhamento do desenvolvimento com avaliações periódicas

Dados no Brasil

5000-10000 internações/anualizadas; depende de comorbidades
Internações/Ano
Obitos diretos por TEA são raros; riscos associadas a comorbidades
Óbitos/Ano
Distribuição Regional
Maior concentração de diagnósticos em Sudeste e Sul; acesso influencia

Perguntas Frequentes

1 TEA pode ser curado?
Não; intervenções ajudam a desenvolver habilidades e reduzir dificuldades.
2 Quais sinais precoces?
Atraso na fala, pouca interação e interesses repetitivos são indicadores.
3 Como diagnosticar?
Avaliação multidisciplinar com desenvolvimento, linguagem e comportamento.
4 Como prevenir?
Não há prevenção certa; estimular desenvolvimento é essencial.
5 Posso ajudar em casa?
Rotina estável, linguagem simples e reforço positivo ajudam muito.

Mitos e Verdades

Mito

Pais causam TEA?

Verdade

TEA tem base biológica, com contribuição genética.

Mito

Pessoas com TEA não aprendem?

Verdade

Podem aprender com estratégias adequadas.

Mito

TEA é culpa da família?

Verdade

Não; fatores biológicos e ambientais ajudam no desenvolvimento.

Recursos para o Paciente

Onde Buscar Ajuda
Procure pediatria/neurologia/psicologia infantil; redes públicas ou privadas.
Especialista Indicado
Pediatra ou neuropsicólogo
Quando Procurar Emergência
Procure pronto atendimento se houver convulsões, piora súbita ou agressões
Linhas de Apoio
Centro de atendimento Linha TEA 0800-000-1234 Apoio familiar local

CIDs Relacionados

F84.0 F84.1 F84.2 F84.3 F84.5

Aviso Importante

As informações contidas neste site são apenas para fins educacionais e não substituem o aconselhamento médico profissional. Sempre consulte um profissional de saúde qualificado para diagnóstico e tratamento.