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cid atraso na fala
CID-10

Atraso na Fala Infantil

Atraso da fala infantil

Resumo

Atraso na fala: fala mais lenta que a idade; avaliação ajuda a orientar.

Identificação

Código Principal
R47.0
Versão CID
CID-10
Nome Oficial
Distúrbios da fala e da linguagem, conforme OMS
Nome em Inglês
Speech and Language Disorder
Outros Nomes
Retardo de fala • Distúrbios da fala • Fala atrasada • Dificuldade de fala • Atraso linguístico
Siglas Comuns
DLF TDL TFala

Classificação

Capítulo CID
Capítulo IX - Doenças do sistema nervoso
Categoria Principal
Transtorno de linguagem
Subcategoria
Transtorno da fala
Tipo de Condição
transtorno
Natureza
cronica
Gravidade Geral
variavel

Epidemiologia

Prevalência Mundial
Estimativas globais: 5-8% de crianças com atraso leve a moderado.
Prevalência no Brasil
Brasil: 3-6% em idade escolar; variação por acesso
Faixa Etária Principal
Pré-escolar
Distribuição por Sexo
Levemente mais comum em meninos
Grupos de Risco
Baixa estimulação precoce Distúrbios auditivos História familiar Prematuridade Desenvolvimento neurológico
Tendência Temporal
Com intervenção, tende a melhorar

Etiologia e Causas

Causa Principal
Origem multifatorial envolvendo linguagem, audição e desenvolvimento.
Mecanismo Fisiopatológico
Defasagem no desenvolvimento da linguagem pela integração neurolinguística.
Fatores de Risco
Nascimento prematuro Infecção neonatal História familiar Ambiente com estímulo limitado Condições neurológicas Uso de álcool durante a gravidez
Fatores de Proteção
Estimulação precoce Ambiente rico em fala Acesso a fonoaudiologia Saúde auditiva regular
Componente Genético
Risco aumentado em familiares; herdabilidade moderada

Manifestações Clínicas

Sintoma Principal
Retardo no desenvolvimento da fala com vocabulário limitado
Sintomas Frequentes
Frases curtas
Pronúncia imprecisa
Vocabulário reduzido
Dificuldade em imitar sons
Compreensão relativamente preservada
Fala lenta
Sinais de Alerta
  • Ausência de palavras aos 2 anos
  • Perda de progressos por mais de 6 meses
  • Desconexão entre fala e compreensão
  • Sinais auditivos anormais
  • Dificuldade grave na escola
Evolução Natural
Sem intervenção, pode persistir com limitações; melhoria com tratamento.
Complicações Possíveis
Baixo desempenho escolar Isolamento social Conflitos familiares Baixa autoestima Necessidade de apoio escolar

Diagnóstico

Critérios Diagnósticos
Suspeita por atraso; avaliação fonoaudiológica; audição normal; desenvolvimento global
Exames Laboratoriais
Audiologia completa Teste de audição Hemograma opcional Avaliação metabólica se indicado Exames conforme necessidade
Exames de Imagem
RM encefálica TC craniana Ultrassom de fontanela se indicado Neuroimagem conforme necessidade
Diagnóstico Diferencial
  • Autismo
  • Dislexia
  • Disartria
  • Deficiência auditiva
  • Distúrbios de linguagem específicos
Tempo Médio para Diagnóstico
Geralmente 1-2 anos desde suspeita

Tratamento

Abordagem Geral
Intervenção multidisciplinar com foco em linguagem e audição.
Modalidades de Tratamento
1 Terapia fonoaudiológica
2 Estimulação linguística
3 Treino de leitura
4 Terapia ocupacional se necessário
5 Apoio escolar
Especialidades Envolvidas
Fonoaudiologia Pediatria Neurologia Psicologia Pedagogia
Tempo de Tratamento
Duração típica de meses a anos; depende da evolução
Acompanhamento
Consultas a cada 3 meses; ajustes conforme evolução

Prognóstico

Prognóstico Geral
Com intervenção precoce, boa evolução e menor impacto escolar
Fatores de Bom Prognóstico
  • Início precoce
  • Adesão familiar
  • Acesso a serviços
  • Audição normal
Fatores de Mau Prognóstico
  • Diagnóstico tardio
  • Baixa adesão
  • Comorbidades neurólogicas
  • Gravidade inicial alta
Qualidade de Vida
Melhora com apoio escolar, terapias e suporte familiar

Prevenção

Prevenção Primária
Estimulação linguística desde bebê; saúde auditiva regular
Medidas Preventivas
Estimulação verbal diário
Leitura compartilhada
Áudios com clareza
Evitar ruído excessivo
Atendimento rápido a problemas auditivos
Rastreamento
Triagens de linguagem e audição em consultas pediátricas

Dados no Brasil

Poucas internações diretas; tratamento em ambulatório
Internações/Ano
Sem mortalidade direta associada ao atraso de fala
Óbitos/Ano
Distribuição Regional
Desigualdades de acesso afetam distribuição de serviços

Perguntas Frequentes

1 Quais sinais indicam avaliação precoce?
Atraso visível aos 2 anos, vocabulário limitado, ou dificuldade com sons.
2 Pode ser hereditário?
Pode ocorrer em famílias; ambiente também influencia desenvolvimento.
3 Diagnóstico depende da escola?
Não: envolve avaliação clínica, audiologia e fonoaudiologia.
4 Tratamento é caro?
Programas públicos ajudam; terapia domiciliar também.
5 A criança supera sozinha?
Intervenção melhora significativamente a evolução.

Mitos e Verdades

Mito

atraso de fala é sinal de pouca inteligência.

Verdade

IQ não define atraso; apoio é determinante.

Mito

gagueira é sempre grave.

Verdade

muitas gagueiras são transitórias.

Mito

só acontece por má educação.

Verdade

envolve biologia, ambiente e estímulo.

Recursos para o Paciente

Onde Buscar Ajuda
Procure pediatra ou fonoaudiologia; comece pela rede pública
Especialista Indicado
Fonoaudiólogo pediátrico
Quando Procurar Emergência
Sinais de engasgo, respiração difícil ou piora súbita
Linhas de Apoio
SUS 136 Disque 100 Centro de Atenção à Criança

CIDs Relacionados

R47.0 R48 F80.0 F80.9 Z00.129

Aviso Importante

As informações contidas neste site são apenas para fins educacionais e não substituem o aconselhamento médico profissional. Sempre consulte um profissional de saúde qualificado para diagnóstico e tratamento.