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cid apneia do sono
CID-10

Apneia do sono

Apneia obstrutiva do sono

Resumo

Resumo: pausas respiratórias noturnas, tratadas com mudanças de hábitos e dispositivos.

Identificação

Código Principal
G47.30
Versão CID
CID-10
Nome Oficial
Transtorno do sono por apneia obstrutiva, CID-10 G47.3
Nome em Inglês
Obstructive Sleep Apnea
Outros Nomes
Apneia do sono obstrutiva • SAOS • Apnéia obstrutiva do sono • Apneia noturna
Siglas Comuns
SAOS AOS OSA

Classificação

Capítulo CID
Capítulo XVIII - Doenças do sistema nervoso
Categoria Principal
Distúrbios do sono
Subcategoria
Apneia obstrutiva do sono
Tipo de Condição
transtorno
Natureza
cronica
Gravidade Geral
variavel

Epidemiologia

Prevalência Mundial
Estimativas globais: 2-4% de adultos com SAOS; variação por critérios diagnósticos.
Prevalência no Brasil
Brasil: SAOS entre 6-12% de adultos, frequentemente subdiagnosticada.
Faixa Etária Principal
Adultos de meia-idade e idosos
Distribuição por Sexo
Predominância masculina, ~2:1 frente a mulheres
Grupos de Risco
Obesidade Idade acima de 40 Gênero masculino Hipertensão Tabagismo
Tendência Temporal
Aumento com obesidade, envelhecimento populacional e maior detecção.

Etiologia e Causas

Causa Principal
Obstrução repetida das vias aéreas superiores durante sono, associada a fatores anatômicos.
Mecanismo Fisiopatológico
Relaxamento da musculatura faríngea e retração das vias aéreas durante sono resulta em pausas respiratórias.
Fatores de Risco
Obesidade Idade avançada Gênero masculino Consumo de álcool à noite Hipertensão Fatores anatômicos
Fatores de Proteção
Perda de peso Sono de lado Exercício regular Tratamento de comorbidades
Componente Genético
Predisposição genética influencia tamanho das vias aéreas e padrão de obesidade.

Manifestações Clínicas

Sintoma Principal
Ronco frequente com pausas respiratórias durante o sono.
Sintomas Frequentes
Ronco alto
Pausas respiratórias
Sono não reparador
Despertares noturnos
Sonolência diurna excessiva
Cefaleia matinal
Sinais de Alerta
  • Sonolência extrema ao dirigir
  • Pausas respiratórias longas
  • Hipertensão nova
  • Confusão matinal
  • Dor torácica
Evolução Natural
Sem tratamento, cansaço persistente, piora do sono e maior risco cardiovascular.
Complicações Possíveis
Hipertensão Doença cardíaca Diabetes Fadiga crônica Acidentes de trânsito

Diagnóstico

Critérios Diagnósticos
Avaliação clínica; polissonografia confirma AHI com quedas de oxigênio.
Exames Laboratoriais
Hemograma Glicemia Perfil lipídico TGP/TGO Função renal
Exames de Imagem
Polissonografia Radiografia de vias aéreas Tomografia de vias aéreas superiores
Diagnóstico Diferencial
  • Ronco simples
  • Narcolepsia
  • Síndrome das pernas inquietas
  • Distúrbio do sono não especificado
  • Doença pulmonar obstructiva
Tempo Médio para Diagnóstico
Tempo médio de diagnóstico: semanas a meses.

Tratamento

Abordagem Geral
Tratamento multidisciplinar com mudanças de peso, sono e dispositivos conforme gravidade.
Modalidades de Tratamento
1 Mudanças de estilo de vida
2 CPAP/BiPAP
3 MAD (dispositivo de avanço mandibular)
4 Cirurgia das vias aéreas
5 Tratamento de comorbidades
Especialidades Envolvidas
Otorrino Pneumologista Neurologista Cirurgião maxilo facial Fisioterapeuta respiratório
Tempo de Tratamento
Duração varia; acompanhamento contínuo com ajustes.
Acompanhamento
Consultas periódicas a cada 3-6 meses para adesão e ajuste.

Prognóstico

Prognóstico Geral
Com tratamento, melhora significativa da qualidade de sono e saúde geral.
Fatores de Bom Prognóstico
  • Adesão ao CPAP
  • Perda de peso
  • Sono regular
  • Controle de pressão arterial
Fatores de Mau Prognóstico
  • Baixa adesão
  • Obesidade grave
  • Uso de álcool persistente
  • Doenças cardíacas não controladas
Qualidade de Vida
Sono reparador aumenta energia, disposição e bem estar diário.

Prevenção

Prevenção Primária
Manter peso saudável, sono regular, evitar álcool perto da noite.
Medidas Preventivas
Perda de peso
Rotina de sono estável
Reduzir álcool
Não fumar
Avaliação de sono se suspeita SAOS
Rastreamento
Triagem em grupos de risco; avaliação com PSG se indicado.

Dados no Brasil

Entre 9 mil e 12 mil
Internações/Ano
Entre 2 mil e 3 mil
Óbitos/Ano
Distribuição Regional
Regiões com maior obesidade e acesso a diagnóstico apresentam maior registro.

Perguntas Frequentes

1 Quais são os sinais mais comuns da apneia do sono?
Ronco alto, pausas respiratórias e sono não reparador.
2 A apneia do sono tem cura?
Não há cura única; melhora com tratamento consistente.
3 Como é feito o diagnóstico?
Avaliação clínica e polissonografia para confirmar apneia.
4 É possível tratar em casa?
Dispositivos de respiração e ajustes de hábitos são comuns.
5 Quais riscos se não tratar?
Pode aumentar pressão arterial, risco cardíaco e fadiga.

Mitos e Verdades

Mito

apenas homens sofrem.

Verdade

mulheres também podem ter SAOS; risco aumenta com idade.

Mito

dormir muito resolve tudo.

Verdade

qualidade do sono importa; tratamento reduz complicações.

Mito

CPAP é dolorido.

Verdade

geralmente bem tolerado com ajuste adequado.

Recursos para o Paciente

Onde Buscar Ajuda
Procure médico do sono ou pneumologista; encaminhamento pela clínica geral.
Especialista Indicado
Médico do sono
Quando Procurar Emergência
Sinais de alerta: respiração ausente prolongada, confusão, piora súbita.
Linhas de Apoio
SUS 136 Disque Saúde 136 CAPS locais

CIDs Relacionados

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Aviso Importante

As informações contidas neste site são apenas para fins educacionais e não substituem o aconselhamento médico profissional. Sempre consulte um profissional de saúde qualificado para diagnóstico e tratamento.