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cid angina
CID-10

Angina Pectoris

Dor no peito por isquemia

Resumo

Dor no peito ao esforço pode indicar angina; busque avaliação médica.

Identificação

Código Principal
I20.9
Versão CID
CID-10
Nome Oficial
Angina pectoris - doença isquêmica do coração
Nome em Inglês
Angina Pectoris
Outros Nomes
angina de peito • angina estável • angina instável • dor torácica inespecífica • angina crônica
Siglas Comuns
CAD SCA ANG

Classificação

Capítulo CID
Capítulo IX - Doenças do aparelho circulatório
Categoria Principal
Doenças isquêmicas do coração
Subcategoria
Angina estável/instável
Tipo de Condição
doenca
Natureza
crônica
Gravidade Geral
variavel

Epidemiologia

Prevalência Mundial
Prevalência mundial alta entre adultos, associada à aterosclerose coronária.
Prevalência no Brasil
Brasil: comum entre adultos, ligada a hipertensão, dislipidemia e tabagismo.
Faixa Etária Principal
Adultos acima de 40 anos
Distribuição por Sexo
Maioria homens; aumento em mulheres após menopausa.
Grupos de Risco
Tabagismo Hipertensão Dislipidemia Diabetes Sedentarismo Obesidade
Tendência Temporal
Tendência estável com melhoria onde há controle de fatores de risco.

Etiologia e Causas

Causa Principal
Aterosclerose coronariana com redução do fluxo sanguíneo ao miocárdio.
Mecanismo Fisiopatológico
Aterosclerose progressiva reduz o fluxo de sangue, levando isquemia e dor com esforço.
Fatores de Risco
Hipertensão Dislipidemia Tabagismo Diabetes Sedentarismo Obesidade
Fatores de Proteção
Parar de fumar Exercício regular Dieta balanceada Controle de fatores de risco
Componente Genético
Contribuição hereditária para aterosclerose e risco cardíaco, variável entre indivíduos.

Manifestações Clínicas

Sintoma Principal
Dor torácica típica, pressionante, ao esforço.
Sintomas Frequentes
Dor irradiada para ombros/mandíbula
Fadiga
Falta de ar
Suor frio
Náusea
Zumbido leve
Sinais de Alerta
  • Dor torácica intensa súbita
  • Dor que não cede com repouso
  • Dor associada a tontura
  • Perda de consciência
  • Espaço para desmaio
Evolução Natural
Pode progredir com o tempo se fatores de risco não forem controlados.
Complicações Possíveis
Infarto do miocárdio Insuficiência cardíaca Arritmias Desequilíbrio hemodinâmico Morte súbita

Diagnóstico

Critérios Diagnósticos
Dor torácica típica com isquemia comprovada por testes
Exames Laboratoriais
Troponina cardíaca Perfil lipídico Glicemia de jejum Hemograma Função renal
Exames de Imagem
ECG em repouso Ecocardiograma Teste de esforço com imagem Perfusão miocárdica
Diagnóstico Diferencial
  • Pleurite
  • Pneumonia
  • Dispepsia
  • Dissecção de aorta
  • Dor musculoesquelética
Tempo Médio para Diagnóstico
Varia com sintomas; diagnóstico pode levar dias a semanas.

Tratamento

Abordagem Geral
Alívio da dor, reduzir risco cardiovascular e orientar estilo de vida.
Modalidades de Tratamento
1 Medicação antianginosa
2 Controle de risco (hipertensão, dislipidemia, diabetes)
3 Revascularização por angioplastia
4 Cirurgia de revascularização
5 Reabilitação cardíaca
Especialidades Envolvidas
Cardiologia Clínica Geral Enfermagem Fisioterapia cardíaca
Tempo de Tratamento
Longo prazo com monitoramento periódico.
Acompanhamento
Consultas regulares a cada 3-6 meses; revisão de medicações.

Prognóstico

Prognóstico Geral
Gestão adequada leva a bom prognóstico; angina estável tem menos risco que instável.
Fatores de Bom Prognóstico
  • Angina estável bem controlada
  • Baixo risco de SCA
  • Adesão ao tratamento
  • Reabilitação efetiva
Fatores de Mau Prognóstico
  • Angina instável
  • Dissecação ou multivasos
  • Diabetes não controlado
  • Hipertensão não controlada
Qualidade de Vida
Melhora com tratamento e estilo de vida; atividades diárias mais seguras.

Prevenção

Prevenção Primária
Reduzir fatores de risco por meio de alimentação saudável, exercícios e não fumar.
Medidas Preventivas
Parar de fumar
Dieta balanceada
Exercício regular
Controle de peso
Tratamento de hipertensão/dislipidemia/diabetes
Rastreamento
Avaliação de risco e testes conforme idade e sintomas.

Dados no Brasil

Milhares de internações anuais no SUS.
Internações/Ano
Mortalidade relevante pela doença cardíaca.
Óbitos/Ano
Distribuição Regional
Carga maior no Sudeste; acesso varia por região.

Perguntas Frequentes

1 Angina é igual a infarto?
Não; angina é dor por baixa irrigação temporária, infarto envolve dano.
2 O que fazer ao sentir dor no peito?
Parar, descansar, buscar atendimento se dor persistir ou piorar.
3 Quais exames são usados?
ECG, teste de esforço, troponina, lipídios e glicose.
4 É possível tratar sem cirurgia?
Muitos casos usam medicamentos e mudanças de estilo; cirurgia só se necessário.
5 Sinais de alerta?
Dor intensa, dificuldade para respirar, desmaio ou sudorese súbita.

Mitos e Verdades

Mito

Dor no peito sempre é infarto.

Verdade

Angina não é infarto; avaliação é essencial.

Mito

Remédio milagroso cura rapidamente.

Verdade

Tratamento reduz sintomas e risco; não há cura única.

Mito

Mulheres não têm angina.

Verdade

Mulheres também têm angina, com apresentação às vezes diferente.

Recursos para o Paciente

Onde Buscar Ajuda
Procure cardiologia ou pronto atendimento se dor intensa.
Especialista Indicado
Cardiologista
Quando Procurar Emergência
Dor forte com sudorese, desmaio ou respiração difícil; acione 192.
Linhas de Apoio
Disque SUS 136 SAMU 192 Central de saúde

CIDs Relacionados

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Aviso Importante

As informações contidas neste site são apenas para fins educacionais e não substituem o aconselhamento médico profissional. Sempre consulte um profissional de saúde qualificado para diagnóstico e tratamento.