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CID-10

Alergia de pele

Alergia de pele

Resumo

Alergia de pele envolve reação a substâncias em contato com a pele, com coceira e erupção.

Identificação

Código Principal
L23
Versão CID
CID-10
Nome Oficial
Dermatite de contato alérgica (OMS)
Nome em Inglês
Allergic contact dermatitis
Outros Nomes
Dermatite de contato alérgica • Dermatite alérgica de pele • Reação alérgica cutânea • Dermatite de contato
Siglas Comuns
LCA DCa ACD

Classificação

Capítulo CID
Capítulo IX - Doenças da pele
Categoria Principal
Pele e anexos
Subcategoria
Dermatite de contato alérgica
Tipo de Condição
doenca
Natureza
cronica
Gravidade Geral
variavel

Epidemiologia

Prevalência Mundial
Estimativas globais variam entre 5-20% da população já sofreu dermatite de contato alérgica.
Prevalência no Brasil
Brasil: alta entre trabalhadores expostos; estimativas 7-12%.
Faixa Etária Principal
Adultos jovens a meia-idade
Distribuição por Sexo
Mulheres ligeiramente mais afetadas
Grupos de Risco
Exposição ocupacional a metais e fragrâncias História de atopia Trabalhadores da indústria química Uso de cosméticos com conservantes
Tendência Temporal
Tendência estável ao longo de décadas, com picos em setores industriais

Etiologia e Causas

Causa Principal
Reação imune tardia a alérgenos de pele em contato com substâncias sensibilizantes.
Mecanismo Fisiopatológico
Inflamação mediada por linfócitos T após sensibilização, com citocinas e desregulação da barreira cutânea
Fatores de Risco
Exposição ocupacional a metais Atopia prévia Contato frequente com fragrâncias Pele sensível Uso de cosméticos agressivos Deficiência de barreiras cutâneas
Fatores de Proteção
Luvas adequadas Produtos hipoalergênicos Higiene correta Emolientes regulares
Componente Genético
Predisposição genética moderada para sensibilização a alérgenos cutâneos

Manifestações Clínicas

Sintoma Principal
Coceira intensa com eritema e erupção vesicante
Sintomas Frequentes
Coceira persistente
Vermelhidão
Pápulas e vesículas
Edema local
Descamação
Sinais de Alerta
  • Infecção secundária
  • Edema progressivo do rosto
  • Febre com dor local
  • Lesões extensas com dificuldade de cicatrização
  • Dor acentuada
Evolução Natural
Se não manejar, persiste prurido e lesões podem demorar semanas; melhora com controle de exposição
Complicações Possíveis
Infecção secundária Hiperpigmentação persistentemente marcada Eczema ocupacional grave Dermatite crônica recorrente Limitada função estética

Diagnóstico

Critérios Diagnósticos
História de contato com alérgenos; eritema e prurido; patch test positivo para alérgenos relevantes.
Exames Laboratoriais
Hemograma para excluir infecção Proteína C reativa se febre IgE total não específico Testes de alergia sanguínea limitados Não há exames obrigatórios
Exames de Imagem
Não requer rotina; dermatoscopia apenas em casos especiais Dermatoscopia para avaliação de lesões Ultrassom em envolvimento profundo Fotografia para monitoramento
Diagnóstico Diferencial
  • Dermatite atópica
  • Dermatite irritativa
  • Urticária
  • Psoríase
  • Infecção cutânea
Tempo Médio para Diagnóstico
Pode levar semanas desde o início até confirmação

Tratamento

Abordagem Geral
Eliminar alérgenos, hidratar pele, educar sobre autocuidado diário
Modalidades de Tratamento
1 Evitar contato com alérgenos
2 Corticosteroides tópicos conforme gravidade
3 Emolientes diários
4 Proteção da pele
5 Antihistamínicos para prurido quando necessário
Especialidades Envolvidas
Dermatologia Alergia e Imunologia Medicina ocupacional Enfermagem dermatológica Farmacologia clínica
Tempo de Tratamento
Duração varia com exposição; semanas típicas de controle
Acompanhamento
Follow-up a cada 4-8 semanas até controle; ajuste de medidas

Prognóstico

Prognóstico Geral
Perspectiva boa com evitação de alérgenos; recidivas comuns se exposição ocorrer
Fatores de Bom Prognóstico
  • Sucesso em evitar alérgenos
  • Lesões leves
  • Boa adesão ao tratamento
  • Higiene adequada
Fatores de Mau Prognóstico
  • Exposição contínua a irritantes
  • Lesões extensas
  • Infecção secundária
  • Baixa adesão ao tratamento
Qualidade de Vida
Impacto moderado; prurido pode afetar sono e trabalho

Prevenção

Prevenção Primária
Reduzir exposição a alérgenos; optar por produtos seguros
Medidas Preventivas
Usar luvas quando manusear químicos
Cosméticos hipoalergênicos
Teste de sensibilidade antes de novos produtos
Ventilação adequada no trabalho
Lavar mãos após contato com irritantes
Rastreamento
Monitoramento simples; evitar repetição de alérgenos identificados

Dados no Brasil

Taxa baixa; hospitalizações por complicações são raras.
Internações/Ano
Baixos óbitos; geralmente não fatal.
Óbitos/Ano
Distribuição Regional
Mais prevalência no Sudeste e Sul por ocupações industriais.

Perguntas Frequentes

1 Alergia de pele é igual a irritação?
Não; alergia envolve resposta imune, irritação é dano direto.
2 Como confirmar alergênicos?
Teste de contato (patch test) identifica alérgenos.
3 Preciso cortar tudo?
Manter higiene segura, evitar irritantes, usar produtos neutros.
4 Posso fazer autodiagnóstico?
Melhor procurar médico; diagnóstico definitivo exige avaliação.
5 Como reduzir coceira?
Hidratação, compressas frias e evitar coçar.

Mitos e Verdades

Mito

alergia aparece imediatamente

Verdade

pode levar horas a dias; varia entre indivíduos

Mito

qualquer creme irritante causa alergia

Verdade

sensibilização ocorre com exposições repetidas

Mito

antibiótico cura alergia de pele

Verdade

antibiótico só se infecção secundária; alergia não usa antibiótico

Recursos para o Paciente

Onde Buscar Ajuda
Unidade básica de saúde ou dermatologista
Especialista Indicado
Dermatologista
Quando Procurar Emergência
Dificuldade respiratória, inchaço ou choque devem ir a pronto-socorro
Linhas de Apoio
SUS 136 Centro de Dermatologia Apoio ao Paciente

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Aviso Importante

As informações contidas neste site são apenas para fins educacionais e não substituem o aconselhamento médico profissional. Sempre consulte um profissional de saúde qualificado para diagnóstico e tratamento.