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cid acamado
CID-10

Síndrome do paciente acamado

Síndrome do acamado

Resumo

Conjunto de alterações pela imobilidade, com foco na prevenção de danos e recuperação.

Identificação

Código Principal
cid acamado
Versão CID
CID-10
Nome Oficial
Conjunto de alterações associadas à imobilidade prolongada com prejuízo funcional
Nome em Inglês
Bedridden Status Syndrome
Outros Nomes
Síndrome por desuso • Imobilidade crônica • Decúbito prolongado • Determinante de fraqueza • Inatividade física grave
Siglas Comuns
SIA SMA SIP

Classificação

Capítulo CID
Capítulo XII - Doenças associadas à imobilidade
Categoria Principal
Doenças pela mobilidade reduzida
Subcategoria
Síndrome por imobilidade
Tipo de Condição
sindrome
Natureza
adquirida
Gravidade Geral
variavel

Epidemiologia

Prevalência Mundial
Prevalência global não bem definida; associada a idosos e pacientes acamados
Prevalência no Brasil
Nível de conhecimento local limitado; mais comum em cuidados prolongados
Faixa Etária Principal
Idade avançada (>65 anos)
Distribuição por Sexo
Predominância em mulheres idosas
Grupos de Risco
Idosos Indivíduos imobilizados Pacientes hospitalizados Deficiências físicas Condições graves
Tendência Temporal
Aumento com envelhecimento populacional; vigilância necessária

Etiologia e Causas

Causa Principal
Imobilidade prolongada associada a internação ou confinamento
Mecanismo Fisiopatológico
Perda de mobilidade induz desuso muscular, alterações circulatórias e metabólicas
Fatores de Risco
Idade avançada Imobilização prolongada Comorbidades graves Inatividade física Polifarmácia Sedação prolongada
Fatores de Proteção
Mobilização precoce Atividades regulares Nutrição adequada Cuidados de pele
Componente Genético
Influência genética limitada; não determinante

Manifestações Clínicas

Sintoma Principal
Perda de mobilidade e força por imobilidade
Sintomas Frequentes
Fraqueza muscular
Dor com posição
Declínio funcional
Risco de úlcera de pressão
Dificuldade de deambular
Alteração na marcha
Sinais de Alerta
  • Febre persistente
  • Dor torácica súbita
  • Dificuldade respiratória aguda
  • Feridas que não cicatrizam
  • Confusão aguda
Evolução Natural
Sem intervenção, piora da autonomia; com reabilitação, possível ganho funcional
Complicações Possíveis
Úlceras de pressão Pneumonia associada à imobilidade Tromboembolismo venoso Atrofia muscular Declínio cognitivo por desuso

Diagnóstico

Critérios Diagnósticos
Avaliação de mobilidade, história de imobilização e função diária
Exames Laboratoriais
Hemograma Proteína C reativa Albumina Eletrólitos Função renal
Exames de Imagem
Radiografia de pelve/torácica Densitometria óssea US musculoesquelético RM se indicado
Diagnóstico Diferencial
  • Fraqueza por idade
  • Desuso muscular
  • Doenças neuromusculares
  • Depressão
  • Infecção crônica
Tempo Médio para Diagnóstico
Varia com acesso a cuidados; geralmente gradual

Tratamento

Abordagem Geral
Foco na recuperação funcional com mobilização, nutrição e prevenção de complicações
Modalidades de Tratamento
1 Reabilitação física
2 Nutrição clínica
3 Prevenção de úlceras
4 Cuidados da pele
5 Hidratação e dor
Especialidades Envolvidas
Geriatria Fisiatria Enfermagem Nutrição Fisioterapia
Tempo de Tratamento
Duração baseada na gravidade; semanas a meses
Acompanhamento
Retornos quinzenais no começo, ajustando conforme evolução

Prognóstico

Prognóstico Geral
Perspectiva de ganho funcional com mobilização; nem sempre resolução completa
Fatores de Bom Prognóstico
  • Mobilização precoce
  • Nutrição adequada
  • Controle de dor
  • Reabilitação regular
Fatores de Mau Prognóstico
  • Imobilização prolongada
  • Multimorbidades
  • Grande fraqueza
  • Complicações infecciosas
Qualidade de Vida
Pode melhorar com suporte, mantendo autonomia por mais tempo

Prevenção

Prevenção Primária
Estimular mobilidade precoce e nutrição para evitar imobilidade
Medidas Preventivas
Mobilização diária
Cuidados com pele
Nutrição adequada
Controle de dor
Revisão de medicações
Rastreamento
Avaliar mobilidade e nutrição anualmente nos grupos de risco

Dados no Brasil

Varia por comorbidades; não há cifra única
Internações/Ano
Mortalidade não definida apenas pela imobilidade
Óbitos/Ano
Distribuição Regional
Concentração em capitais com UTIs e leitos

Perguntas Frequentes

1 Quais sinais indicam necessidade de avaliação?
Mudanças súbitas na mobilidade, dor, febre ou feridas devem levar a orientação médica.
2 O tratamento requer cirurgia?
Geralmente não; prioriza mobilização e nutrição com prevenção de complicações.
3 Posso prevenir com exercícios?
Sim; pequenas atividades ajudam a manter força e independência.
4 Qual é o prognóstico típico?
Varia; melhora com reabilitação, manutenção de mobilidade e suporte.
5 Como lidar em casa?
Movimente-se, hidrate-se, cuide da pele e siga orientação médica.

Mitos e Verdades

Mito

repouso total cura mais rápido.

Verdade

mobilização precoce reduz perdas e melhora função.

Mito

apenas idosos ficam acamados.

Verdade

qualquer idade pode ficar acamado com imobilização longa.

Mito

feridas aparecem só em velhos.

Verdade

feridas podem surgir em qualquer pessoa imobilizada.

Recursos para o Paciente

Onde Buscar Ajuda
Procure serviço médico na internação ou na UBS para avaliação inicial
Especialista Indicado
Geriatra ou fisioterapeuta
Quando Procurar Emergência
Procure pronto-socorro se febre alta, dor intensa, dificuldade respiratória
Linhas de Apoio
SUS 136 Central de Cuidados 0800-000-0000 Disque Saúde 160

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Z74.0 Z99.89 R53.1 Z68.0 F02

Aviso Importante

As informações contidas neste site são apenas para fins educacionais e não substituem o aconselhamento médico profissional. Sempre consulte um profissional de saúde qualificado para diagnóstico e tratamento.