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cid a91
CID-10

Dengue hemorrágica (DHF)

Dengue hemorrágica, dengue grave

Resumo

Dengue hemorrágica é febre grave pelo dengue, exigindo hidratação e avaliação médica.

Identificação

Código Principal
A91
Versão CID
CID-10
Nome Oficial
Dengue hemorrágica (DHF) segundo OMS, forma grave da dengue com vazamento capilar
Nome em Inglês
Dengue Hemorrhagic Fever (DHF)
Outros Nomes
Dengue DHF • DHF • Febre hemorrágica da dengue • Dengue com sangramento • Dengue grave
Siglas Comuns
DHF Dengue DHF DH dengue

Classificação

Capítulo CID
Capítulo I - Doenças infecciosas e parasitárias
Categoria Principal
Doenças infecciosas virais
Subcategoria
Febre hemorrágica da dengue
Tipo de Condição
doenca
Natureza
aguda
Gravidade Geral
grave

Epidemiologia

Prevalência Mundial
DHF ocorre em regiões tropicais, com milhões de infecções por ano e surtos sazonais.
Prevalência no Brasil
Brasil apresenta dengue endêmica com DHF mais raro que a dengue simples.
Faixa Etária Principal
Adultos jovens e crianças em áreas endêmicas
Distribuição por Sexo
Distribuição aproximadamente igual entre homens e mulheres
Grupos de Risco
Habitantes de áreas tropicais Não imunes Viajantes a regiões endêmicas Crianças pequenas Saneamento precário
Tendência Temporal
Picos durante a estação chuvosa com circulação do mosquito

Etiologia e Causas

Causa Principal
Vírus dengue transmitido por mosquitos Aedes; sorotipos DEN-1 a DEN-4
Mecanismo Fisiopatológico
Viremia com replicação imune, vazamento capilar e possível choque em DHF
Fatores de Risco
Exposição a Aedes em áreas urbanas Não imune a dengue Viagens a regiões endêmicas Água parada e criadouros Surtos sazonais Contato próximo com casos
Fatores de Proteção
Eliminação de criadouros Uso de repelentes e telas Vacinação apenas para grupos elegíveis Hidratação adequada e higiene
Componente Genético
Poucas evidências de predisposição; pesquisas em andamento

Manifestações Clínicas

Sintoma Principal
Febre alta súbita, dor de cabeça e dor atrás dos olhos
Sintomas Frequentes
Dor muscular intensa
Dor de cabeça forte
Erupção cutânea
Dor retro-orbital
Náuseas/vômitos
Dor abdominal
Sinais de Alerta
  • Dor no peito/abdômen intenso
  • Diminuição da diurese
  • Sinais de desmaio
  • Molestia torácica
  • Choque incipiente
Evolução Natural
Sem tratamento, DHF pode evoluir para choque pelo vazamento capilar
Complicações Possíveis
Choque hipovolêmico Insuficiência de órgãos Hemorragias graves Desidratação severa Insuficiência renal transitória

Diagnóstico

Critérios Diagnósticos
Febre+sinais de alarme/vazamento+plaquetopenia; sorologia positiva ou RT-PCR
Exames Laboratoriais
Hemograma com plaquetas baixas Hemoconcentração Função hepática alterada Coagulograma Eletrólitos
Exames de Imagem
USG abdômen com derrame Radiografia tórax se edema RM/CT se complicações Avaliação de órgãos
Diagnóstico Diferencial
  • Dengue sem DHF
  • Chikungunya
  • Zika
  • Leptospirose
  • Malária
Tempo Médio para Diagnóstico
2 a 5 dias desde o início da febre

Tratamento

Abordagem Geral
Suporte de fluidos, monitorização e manejo de sinais de choque
Modalidades de Tratamento
1 Hidratação IV
2 Monitorização clínica
3 Transfusões se necessário
4 Tratamento sintomático
5 Cuidados de enfermagem
Especialidades Envolvidas
Clínico geral Infectologista Pediatra Enfermeiro Nutrição
Tempo de Tratamento
Gravidade determina duração; pode ser dias a semanas
Acompanhamento
Monitorar diurese, hematócrito e sinais vitais diariamente

Prognóstico

Prognóstico Geral
Com manejo adequado, há boa recuperação; complicações são raras
Fatores de Bom Prognóstico
  • Tratamento precoce
  • Hemodinâmica estável
  • Plaquetas estáveis
  • Resposta clínica rápida
Fatores de Mau Prognóstico
  • Choque persistente
  • Falência de órgãos
  • Hematúria severa
  • Desidratação grave
Qualidade de Vida
Convalescença exige repouso, hidratação e retorno gradual às atividades

Prevenção

Prevenção Primária
Eliminar criadouros, evitar água parada; usar repelente e roupas claras
Medidas Preventivas
Controle de mosquitos
Eliminação de criadouros
Uso de repelentes
Tela em portas/janelas
Conscientização comunitária
Rastreamento
Vigilância comunitária e monitoramento de casos para reduzir transmissão

Dados no Brasil

Milhares de internações anuais, variando com surtos
Internações/Ano
Óbitos baixos quando tratado rapidamente
Óbitos/Ano
Distribuição Regional
Maior transmissão em regiões Norte/Nordeste durante surtos

Perguntas Frequentes

1 Dengue hemorrágica pode ser transmitida entre pessoas?
Não. Transmissão ocorre pela picada de mosquitos infectados.
2 Quais sinais exigem atendimento imediato?
Dor no peito, tontura, desmaio, sangramento ou vômito persistente.
3 Como confirmar o diagnóstico?
Teste sorológico ou RT-PCR; também há NS1 para dengue aguda.
4 Posso tratar com antibiótico?
Antibióticos não curam dengue; o manejo é de suporte.
5 Posso evitar reinfecções?
Sim. Evite picadas com repelente, telas e manejo de mosquitos.

Mitos e Verdades

Mito

Dengue sempre exige internação para cura.

Verdade

Caso leve, pode curar com manejo ambulatorial.

Mito

Vacina contra dengue não funciona.

Verdade

Existem vacinas para grupos elegíveis em certains lugares.

Mito

Dengue é contagiosa pelo ar.

Verdade

Transmissão depende de mosquitos, não de gotículas.

Recursos para o Paciente

Onde Buscar Ajuda
Procure unidade de saúde ao apresentar febre com sinais de agravamento
Especialista Indicado
Clínico geral ou infectologista
Quando Procurar Emergência
Dor torácica, tontura, desmaio, sangramento acentuado
Linhas de Apoio
SUS 136 SUS 0800 701 1515 SAMU 192

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A90 A91

Aviso Importante

As informações contidas neste site são apenas para fins educacionais e não substituem o aconselhamento médico profissional. Sempre consulte um profissional de saúde qualificado para diagnóstico e tratamento.