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cid a30
CID-10

Hanseníase – doença de Hansen

Lepra

Resumo

Hanseníase é uma infecção tratável; pele e nervos podem ser afetados; diagnóstico precoce ajuda.

Identificação

Código Principal
A30
Versão CID
CID-10
Nome Oficial
Hanseníase (Hansen's disease) — OMS nomenclatura oficial
Nome em Inglês
Hansen's disease
Outros Nomes
Hanseníase • Doença de Hansen • Lepra • Hansen disease • Leprosy
Siglas Comuns
HD

Classificação

Capítulo CID
Capítulo I - Doenças infecciosas e parasitárias
Categoria Principal
Doenças infecciosas
Subcategoria
Infecções por micobactérias, hanseníase
Tipo de Condição
doenca
Natureza
cronica
Gravidade Geral
variavel

Epidemiologia

Prevalência Mundial
Distribuição global baixa; maior impacto em áreas com acesso limitado a saúde.
Prevalência no Brasil
Casos ocorrem, especialmente em áreas rurais com menor acesso a serviços
Faixa Etária Principal
Adultos de 20 a 50 anos
Distribuição por Sexo
Homens e mulheres aproximadamente iguais
Grupos de Risco
Contato próximo com caso ativo Área com pouca cobertura de saúde Baixa condição socioeconômica Desnutrição
Tendência Temporal
Tendência estável com diagnóstico precoce.

Etiologia e Causas

Causa Principal
Mycobacterium leprae como agente principal
Mecanismo Fisiopatológico
Bactérias afetam pele e nervos, provocando lesões, neuropatia e deformidades se não tratadas
Fatores de Risco
Contato próximo com caso ativo Origem rural Baixa imunidade Fatores socioeconomicos Acesso limitado a cuidados
Fatores de Proteção
Diagnóstico precoce Tratamento adequado Condições de higiene Vacinação BCG parcial
Componente Genético
Contribuição genética modesta; não determina a doença sozinha

Manifestações Clínicas

Sintoma Principal
Lesões de pele hipopigmentadas com perda de sensibilidade
Sintomas Frequentes
Lesões cutâneas
Perda de sensibilidade
Nervos periféricos inchados
Fraqueza muscular leve
Dor neuropática suave
Lesões faciais em alguns tipos
Sinais de Alerta
  • Perda súbita de visão
  • Feridas que não cicatrizam
  • Piora rápida de função neural
  • Febre persistente com lesões cutâneas
  • Nódulos dolorosos extensos
Evolução Natural
Sem tratamento danos nervos e deformidades progridem; MDT freia evolução
Complicações Possíveis
Neuropatia permanente Deformidades faciais Úlceras crônicas Infecções graves Deficiência funcional

Diagnóstico

Critérios Diagnósticos
Avaliação clínica, pele, nervos; baciloscopia e biópsia confirmam
Exames Laboratoriais
Baciloscopia de pele Biópsia de pele com histologia Testes sorológicos quando disponíveis Exames de função nervosa Laboratório básico
Exames de Imagem
Ultrassom de nervos Ressonância de áreas lesionadas Oftalmologia conforme necessidade Tomografia se indicado
Diagnóstico Diferencial
  • Dermatites diversas
  • Doenças granulomatosas
  • Neuropatias periféricas
  • Tuberculose cutânea
  • Dermatose infecciosa
Tempo Médio para Diagnóstico
De meses a anos, depende de vigilância e acesso

Tratamento

Abordagem Geral
Terapia multidrogas conforme forma clínica; monitoramento de efeitos
Modalidades de Tratamento
1 Medicamentos MDT
2 Cuidados com feridas
3 Fisioterapia
4 Reabilitação cognitiva? Not
5 Cirurgia reconstructiva quando necessário
Especialidades Envolvidas
Médico de família Dermatologista Neurologista Enfermeiro Fisioterapeuta
Tempo de Tratamento
6 a 12 meses, conforme forma e resposta
Acompanhamento
Visitas regulares para ajuste, ouvir efeitos e adesão

Prognóstico

Prognóstico Geral
Com MDT, cura é comum; danos nervos podem persistir
Fatores de Bom Prognóstico
  • Início precoce do MDT
  • Forma paucibacilar
  • Boa adesão
  • Poucas lesões nervosas
Fatores de Mau Prognóstico
  • Atraso no diagnóstico
  • Forma multibacilar
  • Neuropatia extensa
  • Adesão irregular
Qualidade de Vida
Melhora com tratamento; ainda pode haver limitações

Prevenção

Prevenção Primária
Identificação precoce, tratamento rápido e educação
Medidas Preventivas
Diagnóstico rápido
Contato próximo avaliado
Educação comunitária
Acesso a serviços
Acompanhamento
Rastreamento
Contato próximo avaliado; busca de sinais suspeitos

Dados no Brasil

Milhares de internações anuais variáveis por região.
Internações/Ano
Óbitos moderados variam por forma clínica e atraso.
Óbitos/Ano
Distribuição Regional
Mais incidentes no Norte/Nordeste; variações regionais.

Perguntas Frequentes

1 Hanseníase é contagiosa?
Contágio ocorre por contato próximo com caso não tratado; tratamento reduz transmissão.
2 Como é feito o diagnóstico?
Avaliação clínica, pele, nervos; baciloscopia ou biópsia confirmam.
3 A hanseníase tem cura?
Sim, com tratamento multidroga; adesão evita danos permanentes.
4 Quais são as sequelas?
Neuropatia e deformidades podem ocorrer; reabilitação ajuda muito.
5 Como prevenir?
Diagnóstico precoce, tratamento completo e apoio social.

Mitos e Verdades

Mito

higiene ruim causa hanseníase

Verdade

contágio depende de exposição; higiene não explica tudo

Mito

não tem cura

Verdade

MDT cura a grande maioria com adesão

Mito

afeta apenas idosos

Verdade

pode ocorrer em qualquer idade; diagnóstico cedo evita danos

Recursos para o Paciente

Onde Buscar Ajuda
Procure unidade básica de saúde ou clínica da família
Especialista Indicado
Médico de família ou dermatologista
Quando Procurar Emergência
Procure pronto atendimento se visão piorar ou feridas profundas
Linhas de Apoio
136 Disque Saúde local

CIDs Relacionados

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Aviso Importante

As informações contidas neste site são apenas para fins educacionais e não substituem o aconselhamento médico profissional. Sempre consulte um profissional de saúde qualificado para diagnóstico e tratamento.