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cid 79
CID-10

Deficiência Intelectual (Deficiência Cognitiva)

Deficiência intelectual não especificada

Resumo

DI não especificada é deficiência cognitiva com impactos no aprendizado e na vida diária; ajuda está disponível.

Identificação

Código Principal
F79
Versão CID
CID-10
Nome Oficial
Deficiência intelectual, não especificada
Nome em Inglês
Intellectual Disability, unspecified
Outros Nomes
Deficiência cognitiva não especificada • Deficiência intelectual inespecífica • Atraso intelectual não determinado • Deficiência intelectual de origem desconhecida • Transtorno cognitivo não especificado
Siglas Comuns
DI CID-F79 F79

Classificação

Capítulo CID
Capítulo V - Transtornos mentais e comportamentais
Categoria Principal
Transtornos do desenvolvimento
Subcategoria
Deficiência intelectual, não especificada
Tipo de Condição
transtorno
Natureza
crônica
Gravidade Geral
varíavel

Epidemiologia

Prevalência Mundial
Estimativas globais apontam cerca de 1% da população com deficiência intelectual
Prevalência no Brasil
Estimativas nacionais variam; aproximadamente 0,8–2,5%
Faixa Etária Principal
Infância até início da adolescência
Distribuição por Sexo
Proporção próxima de 1:1, levemente mais em meninos
Grupos de Risco
Fatores genéticos História familiar de DI Prematuridade Infecções graves na gestação Deficiências nutricionais maternas
Tendência Temporal
Estável sem tratamento específico

Etiologia e Causas

Causa Principal
Desenvolvimento cerebral alterado, com contribuição genética e ambiental
Mecanismo Fisiopatológico
Desenvolvimento cerebral prejudicado durante a infância, com impacto nas funções cognitivas e adaptativas
Fatores de Risco
Anomalias genéticas História familiar de DI Prematuridade Gravidez com álcool ou drogas Infecções maternas Baixa nutrição materna
Fatores de Proteção
Cuidados pré-natais adequados Estimulação precoce Ambiente familiar estável Acesso a serviços de saúde
Componente Genético
Contribuição genética multifatorial; alguns casos associados a síndromes específicas

Manifestações Clínicas

Sintoma Principal
Deficiência cognitiva com dificuldades de aprendizagem e adaptação
Sintomas Frequentes
Dificuldade de fala e linguagem
Atrasos no desenvolvimento
Limitações em atividades diárias
Problemas de socialização
Habilidades de raciocínio reduzidas
Necessita de apoio contínuo
Sinais de Alerta
  • Atraso acentuado após 3 anos
  • Perda súbita de marcos
  • Convulsões novas
  • Queda abrupta de linguagem
  • Sinais de desorganização
Evolução Natural
Sem intervenção, déficits persistem; com apoio, ganhos limitados são comuns
Complicações Possíveis
Dificuldade escolar persistente Baixa independência Risco de transtornos de ansiedade Limitada participação social Necessidade de cuidadores

Diagnóstico

Critérios Diagnósticos
Avaliação clínica, IQ e funcionamento adaptativo, histórico de desenvolvimento
Exames Laboratoriais
Avaliação metabólica Avaliação genética Avaliação endocrinológica Avaliação auditiva Avaliação oftalmológica
Exames de Imagem
RM craniana US transfontanelar TC simples Ecografia ocular
Diagnóstico Diferencial
  • Autismo
  • Transtornos de linguagem
  • Deficiências auditivas
  • Transtornos de humor
  • Atraso global do desenvolvimento
Tempo Médio para Diagnóstico
Pode levar meses para avaliação completa

Tratamento

Abordagem Geral
Equipe multidisciplinar com foco em habilidades adaptativas, educação e inclusão social
Modalidades de Tratamento
1 Estimulação precoce
2 Terapia da fala
3 Treinamento de atividades diárias
4 Ajustes educacionais
5 Suporte psicossocial
Especialidades Envolvidas
Pediatria Neurologia infantil Psicologia Fisioterapia Fonoaudiologia
Tempo de Tratamento
Longo prazo com revisões periódicas
Acompanhamento
Acompanhamento semestral com equipe multidisciplinar

Prognóstico

Prognóstico Geral
Varia com gravidade e suporte; melhoria funcional é possível com intervenção
Fatores de Bom Prognóstico
  • Intervenção precoce
  • Ambiente estável
  • Rede de apoio familiar
  • Acesso à educação inclusiva
Fatores de Mau Prognóstico
  • Gravidade alta
  • Comorbidades médicas
  • Baixo acesso a serviços
  • Fatores socioeconômicos desfavoráveis
Qualidade de Vida
Qualidade de vida pode melhorar com inclusão, educação adequada e suporte

Prevenção

Prevenção Primária
Cuidados pré-natais, nutrição adequada, proteção contra toxinas e infecções
Medidas Preventivas
Acesso a pré-natal
Vacinação adequada
Estimulação infantil
Nutrição equilibrada
Ambiente seguro
Rastreamento
Monitoramento do desenvolvimento e intervenções precoces

Dados no Brasil

Estimativas variam por comorbidades; dados de internação não padronizados
Internações/Ano
Mortalidade baixa; relacionada a comorbidades
Óbitos/Ano
Distribuição Regional
Maior concentração em capitais; acesso menor no interior

Perguntas Frequentes

1 Existe cura para deficiência intelectual?
Não há cura; manejo e apoio melhoram qualidade de vida e habilidades.
2 Como identificar cedo atrasos no desenvolvimento?
Atrasos em várias áreas, avaliação por equipe multidisciplinar é essencial.
3 Pode haver tratamento medicamentoso?
Tratamento não farmacológico é prioridade; medicamentos apenas se indicar comorbidade.
4 A DI piora com a idade?
Possível evolução com suporte; com intervenções, ganho funcional é possível.
5 Qualidade de vida com DI?
Inclusão escolar, apoio familiar e serviços adequados elevam qualidade de vida.

Mitos e Verdades

Mito

deficiência intelectual vem de educação ruim.

Verdade

fatores genéticos e pré natais contribuem.

Mito

não há opções de ajuda.

Verdade

intervenções precoces melhoram habilidades.

Mito

DI impede aprendizado.

Verdade

com ensino adequado é possível aprender.

Recursos para o Paciente

Onde Buscar Ajuda
Unidade básica de saúde funciona como porta de entrada
Especialista Indicado
Pediatra, neurologista infantil ou geneticista
Quando Procurar Emergência
Procure pronto atendimento se convulsões, piora súbita
Linhas de Apoio
Disque 136 Linha de cuidado infantil Centros de apoio comunitário

CIDs Relacionados

F70 F71 F72 F79 G80

Aviso Importante

As informações contidas neste site são apenas para fins educacionais e não substituem o aconselhamento médico profissional. Sempre consulte um profissional de saúde qualificado para diagnóstico e tratamento.