Doença valvular reumática
Valvopatia reumática
Resumo
Doença cardíaca antiga com lesões valvulares; requer acompanhamento médico.
Identificação
- Código Principal
- CID-10-390
- Versão CID
- CID-10
- Nome Oficial
- Doença valvular reumática, condição cardíaca causada por febre reumática
- Nome em Inglês
- Rheumatic heart disease affecting heart valves
- Outros Nomes
- Doença valvular reumática • Cardiopatia reumática • Valvopatia por febre reumática • Válvula reumática crônica
- Siglas Comuns
- DVR VR reumática DRV
Classificação
- Capítulo CID
- Capítulo II - Doenças do aparato circulatório
- Categoria Principal
- Doenças valvulares cardíacas
- Subcategoria
- Doença valvular reumática
- Tipo de Condição
- doenca
- Natureza
- cronica
- Gravidade Geral
- moderada
Epidemiologia
- Prevalência Mundial
- Estimativas globais: 0,5 a 7 por 1000 crianças, maior em LMIC.
- Prevalência no Brasil
- Brasil: prevalência baixa; variações regionais e idade escolar.
- Faixa Etária Principal
- Crianças e adolescentes (5–15 anos) com maior carga
- Distribuição por Sexo
- Proporção homem/mulheres aproximadamente igual, variações regionais.
- Grupos de Risco
- Baixa renda Áreas rurais Acesso limitado a saúde Infecção estreptocócica não tratada Saneamento precário
- Tendência Temporal
- Tendência global em declínio com melhoria de tratamento da febre reumática; ainda está estável em LMIC.
Etiologia e Causas
- Causa Principal
- Febre reumática não tratada induz lesões valvulares crônicas.
- Mecanismo Fisiopatológico
- Inflamação autoimune após faringite estreptocócica, levando à fibrose e calcificação valvar.
- Fatores de Risco
- Acesso limitado a antibióticos Condições de saneamento precárias Baixa adesão à profilaxia Infecções respiratórias recorrentes Desigualdades regionais Pouco acesso a cardiologia
- Fatores de Proteção
- Vacinação adequada para infecções Acesso rápido a antibióticos Melhoria do saneamento Perfis de saúde pública eficientes
- Componente Genético
- Predisposição genética modera a resposta imune, não é determinante.
Manifestações Clínicas
- Sintoma Principal
- Sopro valvular com sinais de insuficiência cardíaca.
- Sintomas Frequentes
-
DispneiaFadigaOrtopneiaEdema de membrosTaquicardiaFadiga ao esforço
- Sinais de Alerta
-
- Edema grave de pernas
- Dispneia súbita
- Dor torácica intensa
- Febre alta com calafrios
- Palidez extrema
- Evolução Natural
- Progride com lesões valvulares crônicas, podendo levar a insuficiência cardíaca sem tratamento.
- Complicações Possíveis
- Insuficiência cardíaca Aritmias como fibrilação atrial Hipertensão pulmonar Endocardite infecciosa Falha circulatória aguda
Diagnóstico
- Critérios Diagnósticos
- Critérios de Jones mais evidência ecocardiográfica de lesão valvar.
- Exames Laboratoriais
- Hemograma com anemia leve PCR/CRP elevados Antistreptolínia O elevada VHS elevado Função renal normal
- Exames de Imagem
- Ecocardiograma mostrando regurgitação/estenose RX de tórax com cardiomegalia ECG com hipertrofia ou alterações de condução
- Diagnóstico Diferencial
-
- Cardiopatia isquêmica
- Miocardiopatia dilatada
- Endocardite infecciosa
- Neoplasias valvulares
- Cardiopatia congênita
- Tempo Médio para Diagnóstico
- Tempo até diagnóstico maior em LMIC; eco acessível reduz atraso.
Tratamento
- Abordagem Geral
- Manter função cardíaca estável, profilaxia de febre reumática e avaliação cirúrgica quando indicada.
- Modalidades de Tratamento
-
1 Gerenciamento farmacológico: diuréticos e vasodilatadores2 Profilaxia antibiótica da febre reumática3 Reparos ou substituição valvar cirúrgicos4 Reabilitação cardíaca5 Acompanhamento longitudinal
- Especialidades Envolvidas
- Cardiologia Clínica médica Cirurgia cardíaca Radiologia Fisioterapia respiratória
- Tempo de Tratamento
- Indeterminado; depende da gravidade e resposta ao tratamento.
- Acompanhamento
- Consultas semestrais com ecocardiografia periódica.
Prognóstico
- Prognóstico Geral
- Perspectiva heterogênea; depende da gravidade e acesso a tratamento.
- Fatores de Bom Prognóstico
-
- Gravidade leve
- Acesso a tratamento adequado
- Eco sem lesões graves
- Adesão ao seguimento
- Fatores de Mau Prognóstico
-
- Valvopatia grave
- Presença de insuficiência cardíaca
- Comorbidades
- Acesso limitado a saúde
- Qualidade de Vida
- Pode exigir ajustes; acompanhamento ajuda manter qualidade de vida.
Prevenção
- Prevenção Primária
- Tratamento rápido de faringite estreptocócica com antibióticos adequados para evitar febre reumática.
- Medidas Preventivas
-
Higiene das vias aéreasAcesso a antibióticos quando necessárioEducação em saúdeSaneamento básicoVigilância de infecções
- Rastreamento
- ECG e ecocardiografia para pacientes com febre reumática prévia; monitorar válvulas.
Dados no Brasil
Perguntas Frequentes
Mitos e Verdades
doença ocorre apenas em crianças
adultos com histórico de febre reumática podem ter RHD.
antibióticos curam tudo de uma vez
antibióticos previnem febre reumática, não eliminam danos já causados.
cirurgia é sempre necessária
cirurgia depende da gravidade e função cardíaca.
Recursos para o Paciente
- Onde Buscar Ajuda
- Primeiro passo: unidade básica de saúde para avaliação.
- Especialista Indicado
- Cardiologista com foco em doença valvular.
- Quando Procurar Emergência
- Dificuldade respiratória aguda, dor torácica severa, desmaio, cianose; ir ao pronto atendimento.
- Linhas de Apoio
- Disque SUS 136 Central de atendimento cardiovascular
CIDs Relacionados
Aviso Importante
As informações contidas neste site são apenas para fins educacionais e não substituem o aconselhamento médico profissional. Sempre consulte um profissional de saúde qualificado para diagnóstico e tratamento.