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cid 11 tea
CID-11

Transtorno do Espectro Autista (TEA)

Autismo

Resumo

TEA é uma forma de ver o mundo com nuances; educação ajuda muito

Identificação

Código Principal
6A02
Versão CID
CID-11
Nome Oficial
Transtorno do Espectro Autista
Nome em Inglês
Autism Spectrum Disorder
Outros Nomes
TEA • Transtorno do Espectro Autista • Transtorno Autista • Autismo Infantil • Transtorno Autista
Siglas Comuns
TEA ASD AUT

Classificação

Capítulo CID
Capítulo 24 - Transtornos do neurodesenvolvimento
Categoria Principal
Transtornos do neurodesenvolvimento
Subcategoria
Tipo de Condição
transtorno
Natureza
cronica
Gravidade Geral
moderada

Epidemiologia

Prevalência Mundial
Cerca de 1% da população mundial tem TEA.
Prevalência no Brasil
Estimativas nacionais variam; dados regionais são inconsistentes.
Faixa Etária Principal
Primeira infância a pré-escola
Distribuição por Sexo
Mais frequente em crianças meninos
Grupos de Risco
Historia familiar de TEA Desenvolvimento infantil atípico Baixa interação social Prematuridade Exposição a fatores ambientais
Tendência Temporal
Aumento observado em várias regiões, com detecção ampliada.

Etiologia e Causas

Causa Principal
Neurodesenvolvimento alterado com base multifatorial
Mecanismo Fisiopatológico
Desenvolvimento neural atípico em redes de comunicação cerebral
Fatores de Risco
História familiar de TEA Idade paterna avançada Baixa interação social na infância Prematuridade Complicações perinatais Transtornos do processamento sensorial
Fatores de Proteção
Estimulação social precoce Intervenção educativa efetiva Ambiente previsível Tratamentos precoces de linguagem
Componente Genético
Contribuição genética em múltiplos genes; herança complexa

Manifestações Clínicas

Sintoma Principal
Desenvolvimento social reduzido e comunicação afetada
Sintomas Frequentes
Dificuldade de contato visual
Interesses restritos
Comportamentos repetitivos
Dificuldade com mudanças
Atraso de linguagem
Dificuldade em entender expressões
Sinais de Alerta
  • Retraso significativo no desenvolvimento
  • Falha em falar aos 24 meses
  • Perda de habilidades aprendidas
  • Dificuldade de higiene e alimentação
  • Mudanças de comportamento abruptas
Evolução Natural
Sem tratamento, dificuldades persistem, com variações individuais
Complicações Possíveis
Dificuldades escolares Isolamento social Ansiedade Depressão em idade escolar Problemas de sono

Diagnóstico

Critérios Diagnósticos
Avaliação comportamental com critérios de desenvolvimento social e linguagem
Exames Laboratoriais
Não existem exames laboratoriais diagnósticos Genética opcional Avaliação metabólica quando indicado Triagem de comorbidades Nenhum exame padrão
Exames de Imagem
RM cerebral apenas em pesquisa Avaliação de neuroimagem não é rotineira Nenhuma imagem obrigatória Avaliação funcional conforme necessidade
Diagnóstico Diferencial
  • Transtornos de linguagem
  • Desenvolvimento global sem TEA
  • Ansiedade
  • Deficiência intelectual
  • Sindrome de Rett
Tempo Médio para Diagnóstico
Geralmente entre 2-4 anos; pode atrasar

Tratamento

Abordagem Geral
Intervenção multidisciplinar precoce para melhorar comunicação
Modalidades de Tratamento
1 Intervenção precoce
2 Terapia comportamental
3 Terapia da fala e linguagem
4 Integração sensorial
5 Apoio educacional
Especialidades Envolvidas
Pediatria Neurologia Psiquiatria infantil Fonoaudiologia Psicologia educacional
Tempo de Tratamento
Continuo ao longo da vida; ajustado a cada fase
Acompanhamento
Consultas regulares a cada 3-6 meses, com ajuste de terapias

Prognóstico

Prognóstico Geral
Perspectiva de desafios na comunicação; melhora com intervenção
Fatores de Bom Prognóstico
  • Início precoce de intervenção
  • Ambiente familiar de apoio
  • Perfil de habilidades específicas
  • Adesão ao tratamento
Fatores de Mau Prognóstico
  • Comorbidades graves
  • Atraso linguístico intenso
  • Dificuldades escolares severas
  • Acesso limitado a serviços
Qualidade de Vida
Impacto variável; requer adaptações na escola e no trabalho

Prevenção

Prevenção Primária
Não há prevenção direta; estimular o desenvolvimento infantil
Medidas Preventivas
Estimulação precoce
Ambiente estável
Intervenções educativas
Apoio à linguagem
Acompanhamento médico regular
Rastreamento
Rastreamento de desenvolvimento em consultas pediátricas regulares

Dados no Brasil

Números variam; TEA não exige internação padrão
Internações/Ano
Mortalidade baixa relacionada a comorbidades
Óbitos/Ano
Distribuição Regional
Maior detecção em regiões com maior acesso

Perguntas Frequentes

1 TEA pode ser curado com tratamento adequado?
Não existe cura definitiva; melhorias dependem de intervenção contínua
2 Quando procurar avaliação se há atraso?
Avalie se não houver fala aos 2 anos; buscar orientação especializada
3 Diagnóstico definitivo depende de exames?
Avaliação clínica abrangente é central; exames auxiliam comorbidades
4 TEA muda com idade?
Sinais evoluem; continuidade de apoio facilita progresso
5 Como apoiar em casa diariamente?
Rotina previsível, comunicação clara e participação familiar

Mitos e Verdades

Mito

vacinas causam TEA

Verdade

Evidência não sustenta vínculo vacina-TEA

Mito

pais são culpados pelo TEA

Verdade

Genética e neurodesenvolvimento moldam TEA

Mito

TEA impede emoções

Verdade

Pessoas com TEA sentem, apenas expressam de modo distinto

Recursos para o Paciente

Onde Buscar Ajuda
Primeiro passo: procurar equipe de desenvolvimento infantil
Especialista Indicado
Pediatra ou neurologista infantil
Quando Procurar Emergência
Procure pronto atendimento se atraso grave no desenvolvimento
Linhas de Apoio
Disque 100 SUS 136 Telefone de apoio social

CIDs Relacionados

6A02

Aviso Importante

As informações contidas neste site são apenas para fins educacionais e não substituem o aconselhamento médico profissional. Sempre consulte um profissional de saúde qualificado para diagnóstico e tratamento.