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cid 11 tdah
CID-11

Transtorno de déficit de atenção e hiperatividade

TDAH (Transtorno de déficit de atenção e hiperatividade)

Resumo

TDAH envolve atenção prejudicada, impulsividade; fatores cerebrais e genéticos.

Identificação

Código Principal
6A05
Versão CID
CID-11
Nome Oficial
Attention deficit hyperactivity disorder (ADHD)
Nome em Inglês
Attention deficit hyperactivity disorder
Outros Nomes
TDAH • TDah • transtorno déficit de atenção e hiperatividade • déficit de atenção com hiperatividade • hiperatividade infantil
Siglas Comuns
TDAH ADHD TDH

Classificação

Capítulo CID
Capítulo 6A - Transtornos do neurodesenvolvimento
Categoria Principal
Transtornos do neurodesenvolvimento
Subcategoria
Transtorno do déficit de atenção com hiperatividade
Tipo de Condição
transtorno
Natureza
cronica
Gravidade Geral
variavel

Epidemiologia

Prevalência Mundial
Estimativas globais entre 5% e 7% em crianças.
Prevalência no Brasil
Brasil varia entre 2% e 7% na infancia.
Faixa Etária Principal
Crianças em idade escolar; pode persistir.
Distribuição por Sexo
Mais comum em meninos na infância.
Grupos de Risco
Histórico familiar de TDAH Prematuridade Baixo peso ao nascer Ambiente escolar competitivo Sono inadequado
Tendência Temporal
Aumento de diagnósticos nas últimas décadas.

Etiologia e Causas

Causa Principal
Herança multifatorial; fatores ambientais influenciam o neurodesenvolvimento.
Mecanismo Fisiopatológico
Disfunção de redes fronto-estriatais com alterações dopaminérgicas.
Fatores de Risco
Histórico familiar de TDAH Baixo peso ao nascer Exposição a álcool/drogas Ambiente escolar exigente Sono irregular
Fatores de Proteção
Atenção precoce Ambiente estável Rotinas consistentes Suporte educacional
Componente Genético
Herdabilidade elevada; múltiplos genes envolvidos.

Manifestações Clínicas

Sintoma Principal
Desatenção predominante com dificuldade de manter foco.
Sintomas Frequentes
Dificuldade de manter atenção em tarefas
Hiperatividade-impulsividade presente
Esquecimento de compromissos
Desorganização de materiais
Interrupções frequentes
Dificuldade em seguir instruções
Sinais de Alerta
  • Atraso no desenvolvimento
  • Declínio escolar
  • Conflitos graves com pares
  • Ideação suicida ou automutilação
  • Comportamentos perigosos
Evolução Natural
Sem intervenção, desempenho piora; com apoio, melhora função.
Complicações Possíveis
Baixo rendimento escolar Conflitos familiares Baixa autoestima Risco de uso de substâncias Problemas de relacionamento

Diagnóstico

Critérios Diagnósticos
Critérios clínicos exigem 6 meses de desatenção e/ou hiperatividade com impacto funcional.
Exames Laboratoriais
Não há exames laboratoriais específicos Avaliação neuropsicológica Teste de atenção Avaliação de sono Exames básicos
Exames de Imagem
Não há imagem diagnóstica definitiva Avaliação de comorbidades
Diagnóstico Diferencial
  • Ansiedade
  • Transtorno de conduta
  • Dislexia
  • Transtorno de humor
Tempo Médio para Diagnóstico
Geralmente 2 a 6 anos entre início dos sinais e diagnóstico.

Tratamento

Abordagem Geral
Gestão multidisciplinar para reduzir sintomas e melhorar funcionamento.
Modalidades de Tratamento
1 Intervenções comportamentais
2 Treino de habilidades sociais
3 Terapia cognitivo-comportamental
4 Medicamentos quando indicado
5 Apoio escolar
Especialidades Envolvidas
Pediatria Psiquiatria Psicologia Neuropsicologia Educacao especial
Tempo de Tratamento
Tratamento contínuo com revisões a cada 6-12 meses.
Acompanhamento
Consultas regulares a cada 3-6 meses.

Prognóstico

Prognóstico Geral
Varia; com tratamento, boa função acadêmica e social é comum.
Fatores de Bom Prognóstico
  • Início precoce de intervenção
  • Apoio familiar estável
  • Acesso à educação inclusiva
  • Adesão ao tratamento
Fatores de Mau Prognóstico
  • Comorbidades psiquiátricas
  • Baixa adesão
  • Ambiente escolar hostil
  • Conflitos familiares não resolvidos
Qualidade de Vida
Variante; com suporte, boa qualidade de vida.

Prevenção

Prevenção Primária
Educar sobre TDAH e hábitos saudáveis; detecção precoce.
Medidas Preventivas
Rotinas previsíveis
Sono regular
Reforço positivo
Apoio escolar
Gestão de estresse
Rastreamento
Sinais de TDAH em crianças em idade escolar.

Dados no Brasil

Poucas internações diretas; maior parte ambulatorial.
Internações/Ano
Baixas taxas de mortalidade.
Óbitos/Ano
Distribuição Regional
Maiores detecções onde há acesso a serviços.

Perguntas Frequentes

1 Como o TDAH se manifesta na infância?
Desatenção, hiperatividade e impulsividade afetam rotinas.
2 Como é feito o diagnóstico?
Avaliação clínica, escalas e observação escolar e familiar.
3 É possível curar TDAH?
Não há cura; o objetivo é controle de sintomas.
4 Quais tratamentos existem?
Intervenções comportamentais, apoio escolar e, se necessário, medicação.
5 Como prevenir recaídas?
Rotinas estáveis, adesão ao tratamento e monitoramento regular.

Mitos e Verdades

Mito

TDAH não é real; é falta de disciplina.

Verdade

é transtorno neurodesenvolvimental com base genética.

Mito

é apenas criança agitada.

Verdade

pode persistir na adolescência e vida adulta.

Mito

remédios criam dependência.

Verdade

usados com supervisão, ajudam; monitoramento é essencial.

Recursos para o Paciente

Onde Buscar Ajuda
Procure pediatra, psicólogo infantil ou psiquiatra especializado.
Especialista Indicado
Pediatra ou psiquiatra infantil.
Quando Procurar Emergência
Ideação, agressividade ou descontrole? procure atendimento imediato.
Linhas de Apoio
0800 000 0000 SUS 136 CAPS de referência

CIDs Relacionados

6A05 F90 F90.1 6A05.00 R90

Aviso Importante

As informações contidas neste site são apenas para fins educacionais e não substituem o aconselhamento médico profissional. Sempre consulte um profissional de saúde qualificado para diagnóstico e tratamento.