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cid 11 autismo
CID-11

Transtorno do Espectro do Autismo

Autismo

Resumo

TEA é um transtorno do neurodesenvolvimento com variações na comunicação e comportamento.

Identificação

Código Principal
6A01
Versão CID
CID-11
Nome Oficial
Transtorno do Espectro do Autismo (TEA)
Nome em Inglês
Autism Spectrum Disorder
Outros Nomes
TEA • Transtorno do Espectro Autista • Autismo infantil • TEA autista
Siglas Comuns
TEA TEA-TE TEA-IC

Classificação

Capítulo CID
Capítulo 07 - Transtornos do neurodesenvolvimento
Categoria Principal
Transtornos do neurodesenvolvimento
Subcategoria
Autismo de espectro
Tipo de Condição
transtorno
Natureza
cronica
Gravidade Geral
variavel

Epidemiologia

Prevalência Mundial
Estimativas globais: 1–2% da população, com variações regionais
Prevalência no Brasil
Brasil com faixas semelhantes, depende de detecção
Faixa Etária Principal
Infância precoce, até 5–6 anos
Distribuição por Sexo
Mais comum em meninos (aprox. 4:1 vs meninas)
Grupos de Risco
Histórico familiar de TEA Baixa estimulação precoce Condições genéticas Baixo acesso a diagnóstico Prematuridade
Tendência Temporal
Prevalência estável com melhoria de detecção

Etiologia e Causas

Causa Principal
Multifatorial: genética, desenvolvimento neurológico e ambiente
Mecanismo Fisiopatológico
Alteração na conectividade neural e processamento social
Fatores de Risco
Histórico familiar de TEA Idade paterna avançada Exposição pré-natal a fármacos Complicações gestacionais Prematuridade Baixo nível de estímulos durante desenvolvimento
Fatores de Proteção
Estimulação precoce Ambiente carinhoso Intervenção multidisciplinar Acesso precoce à saúde
Componente Genético
Contribuição genética significativa, com herança complexa

Manifestações Clínicas

Sintoma Principal
Dificuldades de comunicação social e padrões repetitivos
Sintomas Frequentes
Dificuldade de manter contato visual
Interesses restritos
Rotinas rígidas
Dificuldades de linguagem
Interação social reduzida
Comportamentos repetitivos
Sinais de Alerta
  • Atraso no desenvolvimento
  • Perda de marcos
  • Dificuldade grave na comunicação
  • Comportamentos inadequados
  • Ausência de resposta a estímulos
Evolução Natural
Sem intervenção, sinais persistem; com apoio há melhora funcional
Complicações Possíveis
Ansiedade Depressão Dificuldades escolares Isolamento social Problemas de sono

Diagnóstico

Critérios Diagnósticos
Avaliação de comunicação social e padrões repetitivos, com início precoce
Exames Laboratoriais
Nenhum biomarcador definitivo Avaliação de desenvolvimento Entrevista com cuidadores Rastreamento de comorbidades Avaliação educativa
Exames de Imagem
RM cerebral apenas em casos atípicos Ultrassom/cabeça para excluir outras causas
Diagnóstico Diferencial
  • Transtorno de linguagem
  • Deficiências intelectuais
  • Transtorno invasivo do desenvolvimento não especificado
  • Transtornos do espectro de ansiedade
  • Transtornos do sono
Tempo Médio para Diagnóstico
Tempo médio de 2 a 3 anos desde sinais iniciais

Tratamento

Abordagem Geral
Intervenção integrada com foco em comunicação, socialização e comportamento adaptativo
Modalidades de Tratamento
1 Intervenção precoce
2 Terapia comportamental
3 Terapia da fala
4 Apoio educacional
5 Treino de habilidades sociais
Especialidades Envolvidas
Pediatria Neurologia Psicologia Fonoaudiologia Terapia Ocupacional
Tempo de Tratamento
Duração depende das necessidades; pode durar anos
Acompanhamento
Consultas regulares com equipe multiprofissional e metas definidas

Prognóstico

Prognóstico Geral
Perspectiva varia amplamente; com apoio, funcionamento melhora
Fatores de Bom Prognóstico
  • Início precoce de intervenção
  • Ambiente estável
  • Acesso a terapias
  • Rede de apoio
Fatores de Mau Prognóstico
  • Comorbidades graves
  • Baixo acesso a serviços
  • Dificuldades severas de linguagem
  • Isolamento social
Qualidade de Vida
Qualidade de vida pode ser boa com estratégias inclusivas

Prevenção

Prevenção Primária
Estimulação precoce, ambiente estável e educação inclusiva
Medidas Preventivas
Estimulação linguística
Rotinas previsíveis
Participação escolar
Acesso a saúde
Apoio familiar
Rastreamento
Acompanhamento do desenvolvimento na pediatria

Dados no Brasil

Internações anuais variam por região
Internações/Ano
Óbitos diretos são raros; comorbidades elevam risco
Óbitos/Ano
Distribuição Regional
Maior detecção no Sudeste; acesso varia

Perguntas Frequentes

1 Meu filho tem TEA pode melhorar com terapia?
Sim. intervenções precoces melhoram comunicação e socialização.
2 O TEA tem cura?
Não há cura; o objetivo é melhorar qualidade de vida.
3 Como saber se diagnóstico está correto?
Avaliação multidisciplinar confirma TEA.
4 É seguro usar medicamentos?
Alguns casos recebem fármacos para sintomas; orientação necessária.
5 Como apoiar em casa?
Rotina estável, linguagem simples e reforços positivos.

Mitos e Verdades

Mito

TEA causado por vacinas

Verdade

Fato: não há relação comprovada entre vacinas e TEA

Mito

mito: pessoas com TEA não aprendem

Verdade

Fato: com apoio, muitos aprendem e progridem

Mito

mito: TEA é sempre grave

Verdade

Fato: há variação; muitos têm boa qualidade de vida com suporte

Recursos para o Paciente

Onde Buscar Ajuda
Inicie pela UBS/pediatra; encaminhamentos para especialistas
Especialista Indicado
Pediatra ou neurologista com experiência em TEA
Quando Procurar Emergência
Convulsões, dor intensa ou risco agudo exigem atendimento
Linhas de Apoio
Disque 100 SUS Central de Teleatendimento CAPS 24h

CIDs Relacionados

F84.0 F84.1 F84.2

Aviso Importante

As informações contidas neste site são apenas para fins educacionais e não substituem o aconselhamento médico profissional. Sempre consulte um profissional de saúde qualificado para diagnóstico e tratamento.