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cid 11 6a05.0
CID-11

Distúrbio depressivo, episódio único

Depressão, episódio único

Resumo

Depressão é doença mental comum; com tratamento, melhora é possível

Identificação

Código Principal
cid 11 6a05.0
Versão CID
CID-11
Nome Oficial
Transtorno depressivo maior, episódio único, conforme CID-11
Nome em Inglês
Major Depressive Disorder, single episode
Outros Nomes
Melancolia grave • Depressão episódica • Depressão maior
Siglas Comuns
MD TDM DEP

Classificação

Capítulo CID
Capítulo 07 - Transtornos mentais
Categoria Principal
Transtornos de humor
Subcategoria
Depressivo maior episódico
Tipo de Condição
doenca
Natureza
cronica
Gravidade Geral
moderada

Epidemiologia

Prevalência Mundial
Prevalência mundial estimada: ~5% da população adulta em algum momento da vida.
Prevalência no Brasil
Brasil: prevalência vida ~5-9%, diagnóstico clínico frequente.
Faixa Etária Principal
Adultos jovens a meia idade
Distribuição por Sexo
Mais frequente em mulheres
Grupos de Risco
Mulheres em idade fértil Pessoas com histórico familiar Eventos de vida estressantes Desemprego ou pobreza Trauma infantil
Tendência Temporal
Tendência estável com leve aumento no diagnóstico

Etiologia e Causas

Causa Principal
Interação entre fatores biológicos, psicológicos e sociais
Mecanismo Fisiopatológico
Desregulação de circuits limbico-corticais com serotonina e outros neurotransmissores
Fatores de Risco
História familiar de MDD Eventos de vida estressantes Depressão na adolescência Trauma infantil Desemprego ou pobreza
Fatores de Proteção
rede social estável sono adequado psicoterapia rede de apoio
Componente Genético
Contribuição genética complexa com múltiplos genes de efeito pequenos

Manifestações Clínicas

Sintoma Principal
Humor deprimido persistente com perda de interesse
Sintomas Frequentes
tristeza quase diária
perda de prazer
fadiga persistente
alterações do sono
baixa autoestima
dificuldade de concentração
Sinais de Alerta
  • ideação suicida
  • risco de automutilação
  • perda de peso rápida
  • psicoses em casos raros
  • grave prejuízo funcional
Evolução Natural
Sem tratamento tende a piorar; melhora com intervenção adequada
Complicações Possíveis
autoagressão abandono de atividades isolamento social uso de substâncias problemas cardíacos relacionáveis

Diagnóstico

Critérios Diagnósticos
Critérios clínicos segundo CID-11/DSM-5-TR: humor deprimido, anedonia, duração ≥2 semanas.
Exames Laboratoriais
Hemograma TSH Ferro Vitamina D Eletrolitos
Exames de Imagem
RM cerebral quando indicado TC craniana se necessário EEG apenas se suspeita neurológico RM de vias neurais
Diagnóstico Diferencial
  • Transtorno de ansiedade
  • Distimia
  • Transtorno bipolar tipo II
  • Depressão secundária a condição médica
  • Uso de substâncias
Tempo Médio para Diagnóstico
Sem tratamento, meses; com avaliação adequada, semanas

Tratamento

Abordagem Geral
Plano multidisciplinar com psicoterapia, suporte social e avaliação de risco.
Modalidades de Tratamento
1 psicoterapia individual
2 psicoterapia de grupo
3 intervenções psicoeducativas
4 monitoramento de sono
5 manejo de estresse
Especialidades Envolvidas
Psiquiatria Psicologia clínica Clínica geral Enfermagem Psiquiátrica Assistência social
Tempo de Tratamento
Duração variável; primeiras respostas em semanas
Acompanhamento
Consultas regulares, apoio familiar, ajuste terapêutico conforme evolução

Prognóstico

Prognóstico Geral
Perspectiva varia; com tratamento adequado, melhora significativa é comum
Fatores de Bom Prognóstico
  • boa adesão ao tratamento
  • rede de apoio
  • sintomas leves no início
  • acesso a cuidados
Fatores de Mau Prognóstico
  • ideação suicida persistente
  • falta de suporte
  • comorbidades graves
  • largas lacunas de tratamento
Qualidade de Vida
Pode melhorar significativamente com tratamento contínuo e apoio

Prevenção

Prevenção Primária
Rotina saudável, manejo do estresse, apoio social e atenção a sinais precoces
Medidas Preventivas
sono regular
atividade física
rede de apoio
evitar álcool
tratamento precoce de sintomas
Rastreamento
Rastreamento de sintomas em consultas rotineiras e grupos de risco

Dados no Brasil

Estimativas variam; internação menos frequente que atendimento ambulatorial
Internações/Ano
Óbitos atribuíveis são baixos com tratamento adequado
Óbitos/Ano
Distribuição Regional
Carga maior em capitais e áreas urbanas; limitações regionais

Perguntas Frequentes

1 Quais são os primeiros sinais de depressão?
Tristeza persistente, perda de interesse, alterações de sono e apetite, buscando avaliação clínica.
2 Como é feito o diagnóstico?
Avaliação clínica, entrevista e escalas padronizadas; exames de sangue para excluir causas.
3 A depressão pode piorar sem tratamento?
Sim, pode piorar; tratamento adequado reduz sintomas e melhora função.
4 Qual é o tratamento mais eficaz?
Combinação de psicoterapia e, quando indicado, medicações; resposta varia.
5 É possível prevenir recidivas?
Adesão ao tratamento, apoio social e estilo de vida saudável ajudam a reduzir recaídas

Mitos e Verdades

Mito

Depressão é fraqueza de caráter

Verdade

É doença real com bases biológicas e sociais; tratamento eficaz

Mito

Tratamento demora meses para funcionar

Verdade

Alguns respondem rapidamente; depende de fatores

Mito

Medicação vicia

Verdade

Não cria dependência física; efeitos temporários costumam cessar

Recursos para o Paciente

Onde Buscar Ajuda
Procure clínica de saúde mental ou CAPS para orientação inicial
Especialista Indicado
Psiquiatra ou psicólogo clínico
Quando Procurar Emergência
Ideação suicida ou risco imediato exige atendimento emergencial
Linhas de Apoio
CVV 188 – 24h SAMU 192 – Emergência Disque Saúde 136

CIDs Relacionados

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Aviso Importante

As informações contidas neste site são apenas para fins educacionais e não substituem o aconselhamento médico profissional. Sempre consulte um profissional de saúde qualificado para diagnóstico e tratamento.