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cid 10m545
CID-10

Dor lombar inespecífica

Dor nas costas lombar

Resumo

Dor lombar inespecífica é dor na região baixa das costas sem lesão visível; melhora com movimento e reabilitação.

Identificação

Código Principal
M54.5
Versão CID
CID-10
Nome Oficial
Dor lombar inespecífica, código M54.5 segundo OMS
Nome em Inglês
Unspecified low back pain
Outros Nomes
lombalgia • dor lombar • dor lombar inespecífica • dor nas costas • dor lombar crônica
Siglas Comuns
M54.5 LBP DOR-LOMB

Classificação

Capítulo CID
Capítulo XIII - Doenças do sistema osteomuscular
Categoria Principal
Dor e lesões da coluna lombar
Subcategoria
Dor lombar inespecífica
Tipo de Condição
sintoma
Natureza
cronica
Gravidade Geral
moderada

Epidemiologia

Prevalência Mundial
Dor lombar é comum; até 20-25% da população em 1 ano
Prevalência no Brasil
Brasil enfrenta alta prevalência ocupacional e populacional
Faixa Etária Principal
Adultos 30 a 60 anos
Distribuição por Sexo
Equilíbrio entre homens e mulheres
Grupos de Risco
sedentarismo obesidade idade trabalho repetitivo falta de alongamento tabagismo
Tendência Temporal
Tendência estável com variações regionais

Etiologia e Causas

Causa Principal
Multifatorial sem lesão única identificável
Mecanismo Fisiopatológico
Irritação de estruturas lombares com alterações facetárias, discais e musculares, gerando dor
Fatores de Risco
sedentarismo obesidade idade trabalho repetitivo falta de alongamento tabagismo
Fatores de Proteção
atividade física regular boa ergonomia fortalecimento do core educação postural

Manifestações Clínicas

Sintoma Principal
Dor lombar na região baixa
Sintomas Frequentes
dor local persistente
rigidez matinal
dor ao movimento
sensibilidade ao toque
piora com esforço
Sinais de Alerta
  • perda de função neurológica grave
  • fraqueza progressiva
  • incontinência urinária
  • dor súbita com febre
  • dor associada a trauma intenso
Evolução Natural
Evolui em semanas com tratamento; pode tornar-se crônica sem manejo
Complicações Possíveis
dor crônica limitação funcional dependência de analgésicos distúrbios do sono disfunção emocional

Diagnóstico

Critérios Diagnósticos
Avaliação clínica com exame neurológico; exclusão de alarmes de gravidade; resposta a manejo conservador
Exames Laboratoriais
hemograma normal PCR sem elevação VSG normal urina sem sinais de infecção bioquímica não específica
Exames de Imagem
RMN apenas se radiculopatia suspeita radiografia para degeneração TC se suspeita infecção ou fratura
Diagnóstico Diferencial
  • dor muscular localizada
  • radiculopatia com sinais
  • fratura vertebral
  • tumor vertebral (raro)
Tempo Médio para Diagnóstico
Dias a semanas, dependendo de exames

Tratamento

Abordagem Geral
Alívio da dor, preservação da função, retorno gradual às atividades
Modalidades de Tratamento
1 educação
2 exercícios de fortalecimento
3 terapia física
4 ergonomia
5 manejo da dor sem opioides
Especialidades Envolvidas
Clínico geral Ortopedia Fisiatria Fisioterapia Psicologia
Tempo de Tratamento
Duração típica: semanas a meses
Acompanhamento
Seguimento inicial semanal, depois mensal

Prognóstico

Prognóstico Geral
Bom para a maioria com manejo adequado
Fatores de Bom Prognóstico
  • idade jovem
  • boa adesão
  • resposta rápida a exercícios
  • sem comorbidades graves
Fatores de Mau Prognóstico
  • dor persistente >3 meses
  • psicossocial negativo
  • fraqueza neurológica
  • informação inadequada
Qualidade de Vida
Impacto variável; melhora com tratamento e reabilitação

Prevenção

Prevenção Primária
Manter peso saudável, atividade física regular, boa postura
Medidas Preventivas
ergonomia ocupacional
alongamento diário
fortalecimento do core
descanso adequado
evitar carga inadequada
Rastreamento
Avaliação clínica periódica sem rastreamento padrão

Dados no Brasil

Milhares de internações/ano no Brasil
Internações/Ano
Óbitos diretos muito baixos
Óbitos/Ano
Distribuição Regional
Mais casos na regiões com envelhecimento e fatores ocupacionais

Perguntas Frequentes

1 Quais sinais de gravidade na lombalgia?
Fraqueza súbita, dor intensa com trauma, febre, incontinência exigem avaliação urgente
2 A lombalgia pode curar sozinha?
Sim, na maioria melhora com manejo conservador em semanas; reavalie se persistir
3 Quais exercícios ajudam?
Alongamentos e fortalecimento do core com orientação profissional
4 Quando usar exame de imagem?
Se sinais de alarme, falha ao tratamento ou dor persistente por meses
5 Como prevenir crises futuras?
Movimento regular, ergonomia e reabilitação ajudam a reduzir recorrências

Mitos e Verdades

Mito

lombalgia sempre é grave

Verdade

maioria é inespecífica e tratável sem cirurgia

Mito

repouso total cura

Verdade

movimentos suaves aceleram recuperação

Mito

cirurgia rápido resolve

Verdade

cirurgia é rara; prioridade é reabilitação

Recursos para o Paciente

Onde Buscar Ajuda
Procure clínico geral ou fisioterapeuta para avaliação inicial
Especialista Indicado
Clínico geral ou fisiatra
Quando Procurar Emergência
Dor súbita com fraqueza, incontinência, ou febre alta; vá ao pronto atendimento
Linhas de Apoio
SUS 136 SAMU 192 Central de atendimento de saúde

CIDs Relacionados

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Aviso Importante

As informações contidas neste site são apenas para fins educacionais e não substituem o aconselhamento médico profissional. Sempre consulte um profissional de saúde qualificado para diagnóstico e tratamento.