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cid 10f411
CID-10

Transtorno de ansiedade generalizada

Ansiedade generalizada

Resumo

Ansiedade constante que atrapalha o dia a dia, com causas biológicas, psicológicas e sociais; tratável.

Identificação

Código Principal
F41.1
Versão CID
CID-10
Nome Oficial
Transtorno de ansiedade generalizada (TAG), conforme CID-10, OMS
Nome em Inglês
Generalized Anxiety Disorder
Outros Nomes
TAG • GAD • Transtorno de ansiedade crônica • Ansiedade contínua • Transtorno de ansiedade
Siglas Comuns
GAD TAG AAG

Classificação

Capítulo CID
Capítulo V - Transtornos mentais e comportamentais
Categoria Principal
Transtorno de ansiedade
Subcategoria
Transtorno de ansiedade generalizada
Tipo de Condição
transtorno
Natureza
cronica
Gravidade Geral
moderada

Epidemiologia

Prevalência Mundial
Prevalência mundial estimada em 2-5% de adultos, com variações por região.
Prevalência no Brasil
Brasil: cerca de 4,5% a 7,3% da população adulta.
Faixa Etária Principal
Adultos 18-45 anos
Distribuição por Sexo
Predomínio feminino
Grupos de Risco
Mulheres em idade fértil Pessoas com estresse crônico História familiar Trauma psicológico Depressão associada
Tendência Temporal
Mantém-se estável globalmente, com variações regionais.

Etiologia e Causas

Causa Principal
Disfunção neurobiológica com fatores genéticos e ambientais.
Mecanismo Fisiopatológico
Circuitos limbico-corticais alterados e neurotransmissores; eixo estresse hiperativo.
Fatores de Risco
História familiar Estresse crônico Trauma Distúrbios do sono Condições médicas
Fatores de Proteção
Rede de apoio Sono regular Habilidades de enfrentamento Acesso a tratamento
Componente Genético
Contribuição genética moderada; variações associadas à vulnerabilidade.

Manifestações Clínicas

Sintoma Principal
Preocupação excessiva na maioria dos dias, por vários temas.
Sintomas Frequentes
Preocupação persistente
Fadiga
Dificuldade de concentração
Irritabilidade
Distúrbio do sono
Tensão muscular
Sinais de Alerta
  • Ideação suicida
  • Perda de controle
  • Descompasso funcional intenso
  • Uso de álcool/drogas
  • Comorbidades graves
Evolução Natural
Pode persistir por anos sem tratamento; melhora com intervenção adequada.
Complicações Possíveis
Depressão maior Uso de substâncias Isolamento social Problemas ocupacionais Conflitos familiares

Diagnóstico

Critérios Diagnósticos
Ansiedade constante ≥6 meses, difícil de controlar, com 3+ sinais associados.
Exames Laboratoriais
Hemograma TSH Glicose Vitamina B12 Ferritina
Exames de Imagem
Não há exame de imagem de rotina RM/CT apenas se suspeita outra condição
Diagnóstico Diferencial
  • Transtorno de pânico
  • Transtorno de ansiedade social
  • Depressão maior
  • Hipotireoidismo
  • Distúrbios de sono
Tempo Médio para Diagnóstico
Meses; depende da avaliação clínica e comorbidades.

Tratamento

Abordagem Geral
Multimodal: psicoterapia, manejo de sintomas e medicações quando necessário.
Modalidades de Tratamento
1 Terapia cognitivo-comportamental
2 Técnicas de relaxamento
3 Mindfulness
4 Medicações (SSRI/SNRI) conforme necessidade
5 Psicoterapia de apoio
Especialidades Envolvidas
Psiquiatria Psicologia Médico de família Psicoterapia cognitivo-comportamental Terapia ocupacional
Tempo de Tratamento
3-6 meses para resposta inicial; ajuste conforme necessidade
Acompanhamento
Consultas a cada 4-6 semanas nas fases iniciais; ajuste conforme evolução.

Prognóstico

Prognóstico Geral
Geralmente favorável com tratamento adequado; pode ser crônico sem manejo.
Fatores de Bom Prognóstico
  • Boa adesão ao tratamento
  • Redução de estresse
  • Acesso a apoio social
  • Comorbidades estáveis
Fatores de Mau Prognóstico
  • História de suicídio
  • Depressão associada
  • Ausência de apoio social
  • Baixa adesão ao tratamento
Qualidade de Vida
Pode melhorar com tratamento e estratégias de coping.

Prevenção

Prevenção Primária
Sono regular, atividade física, manejo do estresse e rede de apoio.
Medidas Preventivas
Sono adequado
Exercícios
Técnicas de respiração
Apoio social
Tratamento de comorbidades
Rastreamento
Avaliação clínica periódica; não há rastreamento específico.

Dados no Brasil

Poucas internações diretas; manejo ambulatorial comum.
Internações/Ano
TAG isolada não aumenta mortalidade; comorbidades variam.
Óbitos/Ano
Distribuição Regional
Mais carga em centros urbanos; variações regionais.

Perguntas Frequentes

1 Quais são os sinais comuns da TAG?
Preocupação constante, fadiga, sono ruim e concentração prejudicada.
2 A TAG pode ser curada?
Remissões são comuns; tratamento adequado melhora muito a qualidade de vida.
3 É preciso medicação sempre?
Nem sempre; pode começar com psicoterapia e somente depois medicação.
4 Como posso prevenir piora?
Rotina estável, sono, exercício e buscar ajuda precoce.
5 Como lidar no dia a dia?
Pratique respiração, organize tarefas e peça apoio de amigos/família.

Mitos e Verdades

Mito

Ansiedade é fraqueza de caráter.

Verdade

É doença real com bases biológicas, psicológicas e sociais.

Mito

Apenas mulheres adoecem.

Verdade

Homens também podem adoecer; a prevalência varia por grupo.

Mito

Tomar remédios evita a ansiedade.

Verdade

Tratamento ajuda, mas não elimina automaticamente; envolve várias estratégias.

Recursos para o Paciente

Onde Buscar Ajuda
Procure serviço de saúde mental; médico de família pode orientar.
Especialista Indicado
Psiquiatra ou psicólogo
Quando Procurar Emergência
Sinais de risco imediato ou suicídio; procure pronto atendimento.
Linhas de Apoio
Disque 188 (CVV) Linha de atendimento local 001 para emergências

CIDs Relacionados

F41.0 F41.9 F42.0 F43.22 F45.8

Aviso Importante

As informações contidas neste site são apenas para fins educacionais e não substituem o aconselhamento médico profissional. Sempre consulte um profissional de saúde qualificado para diagnóstico e tratamento.